quarta-feira, 31 de março de 2010

Agenda Manaus: Junior Rodrigues


O sambista amazonense Junior Rodrigues toca três vezes nesta semana. Amanhã, dia 1º, toca no Espaço Cultural Quintal, das 18 às 23h.

Já no sábado, dia 3, seu programa é em dose dupla:
  • 12h - Feijoada Divertida do Café Cancun
  • 17 h às 22h - Samba, Suor e Cerveja no Fino da Bossa

Diz Aí: Mr. Gonzo

O vocalista da Veludo Branco, de Boa Vista, fala da expectativa para tocar na abertura do show de Blaze Bayley, em Manaus, e comenta o excelente começo de ano da banda

Som do Norte - Como a Veludo Branco recebeu o convite para tocar em Manaus na abertura do show do Blaze Bayley?

Mr. Gonzo - O convite surgiu por intermédio da Rádio Vertical, parceira da banda e nosso link de contatos no Amazonas. Enviamos nosso material para a apreciação da produção do Blaze Bayley, e para nossa surpresa fomos escolhidos para fazer o pré-show dele. Foi uma grata surpresa e muito bem vinda num momento muito especial que a Veludo Branco está passando em sua carreira.

Som do Norte - Vocês acompanham o trabalho do Blaze (foto à esquerda), tanto no tempo do Iron Maiden quanto o atual? Afora ele ser um grande nome do rock, é um ídolo para a Veludo também?

Mr. Gonzo - Tive mais contato com a obra dele na época em que fez parte do Iron Maiden, por ser fã da banda, e ao contrário do que a grande maioria dos fãs diz a respeito de achar que os discos da donzela gravados com ele no vocal foram abaixo da média, para mim não. Voltei a ter contato com o som dele com o disco Promise and terror, que inclusive comprei ano passado. Gostei muito, e o som do disco é realmente pedrada na orelha. Não chega a ser um ídolo para nós, pois nossas referências vêm bem antes dele, mas é claro, Blaze é sem dúvida um grande nome do rock, do metal mundial, e a prova está aí, o cara fazendo turnê sul-americana, na estrada, e nós, tendo a honra de tocar no mesmo palco que ele.

Som do Norte - Na terça, o jornal A Crítica, de Manaus, ao publicar a notícia de que vocês iriam tocar na abertura, disse que a Veludo Branco é uma banda de heavy metal. Vocês souberam? Isso incomoda a banda de alguma maneira?

Mr. Gonzo - Soubemos sim. No mínimo eu achei engraçado, e infelizmente - e isso é uma opinião pessoal minha, na verdade uma crítica construtiva -, eu vejo uma certa falta de preparo de certos profissionais em replicar a informação de forma certa, sendo que todos sabem que não somos metal, apesar de termos um som pesado, mais calcado na linha Led Zeppelin e Black Sabbath, mas esse tipo de gafe acontece... Desde já deixamos claro que não somos uma banda de metal, mas quem for prestigiar o show pode ter a certeza de que verá a performance de uma banda que tem um som pesadíssimo, alto, digno de honrar de ter sido escolhido para o evento desse porte.



Som do Norte - Vocês já terão o CD Veludo Branco Rock'n'Roll, físico, pronto para levar pro show em Manaus?

Mr. Gonzo - Infelizmente ainda não. O nosso disco físico está pronto, mas o lançamento acabou atrasando, por conta de burocracia para a prensagem e nossas viagens recentes, e não conseguimos ter tempo livre pra acertar os últimos detalhes desse processo. O disco já está disponível em formato virtual totalmente gratuito para download em nosso site www.veludobranco.com.br e no www.palcomp3.com.br/veludobranco, afinal não somos nós que escolhemos como comercializar nossos produtos, e sim o público que escolhe a melhor maneira de consumi-lo, seja comprando o disco físico, seja baixando de graça na internet, pagando, ou emprestando dos amigos. O importante é consumir, sem moderação (risos)

Som do Norte (risos) - Boa! Todo poder ao consumidor.

Mr. Gonzo - Mas esse é o processo atual. O mercado fonográfico mudou. Nós apenas nos adaptamos. Tudo pela música!

Som do Norte - Ainda em abril, vocês voltam a Manaus para outro show, não é?

Mr. Gonzo - Sim, no próximo dia 23 de abril, em uma festa onde seremos a atração principal. O show de lançamento do nosso disco por lá só acontecerá em junho, pois estamos programando uma tour que passará por Manaus, Porto Velho, Vilhena, Ji-Paraná e Rio Branco. (NR: No blog da Canoa Cultural, a banda anunciou nesta quarta shows ainda no primeiro semestre também no Pará, no Amapá e no Distrito Federal. Confira).

Som do Norte - Pra encerrar, queria que você fizesse um balanço desse começo de ano pra Veludo, com o Grito Rock Boa Vista, a turnê pelo Rio Grande do Sul e agora esse grande momento em Manaus.

Mr. Gonzo - O começo de 2010 foi fantástico para a banda. Subimos mais um degrau e conquistamos mais espaço no circuito independente do Brasil. Passamos de uma banda desconhecida do extremo norte do Brasil, para a banda de Roraima que faz "o rock n'roll dos gringos, com alma brasileira". Fizemos nossa primeira turnê pelo Rio Grande do Sul, onde lançamos nosso disco, fizemos shows inesquecíveis pelo sul do país (ao lado, foto do show em Porto Alegre, em 17 de março) e já articulamos um retorno para o segundo semestre, e dessa vez ultrapassando as fronteiras, chegando até a Argentina. Em Roraima continuamos batalhando pelo reconhecimento local, carregando junto conosco a bandeira do coletivo Canoa Cultural, principal responsável pela articulação de nossa circulação pelo Brasil... Voltamos das férias de fim de ano no Grito Rock Boa Vista, num show incrível, e pela primeira vez senti a energia da banda ser retribuída pelo público roraimense. Ainda há muitos obstáculos em nosso caminho, a falta de reconhecimento do nosso trabalho em nosso estado, a falta de apoio (patrocínio) para que possamos circular pelo Brasil, pois levamos não só a bandeira do coletivo Canoa Cultural, do rock roraimense, mas também do nosso estado, do que é feito aqui, e do orgulho que temos de representá-lo, da gratidão que temos por esta terra que nos acolhe com todo amor e carinho, e merece ser amada, respeitada e defendida com sangue nos olhos.



Veludo Branco no
Grito Rock Boa Vista (foto: Saulo Oliveira)

* Entrevista realizada por MSN às 18h30 de 31 de março de 2010

Conexão Vivo anuncia selecionados do Edital 2010


O site Nagulha publicou às 16h13 a matéria Conexão Vivo anuncia artistas selecionados, assinada por Anderson Foca (o mesmo texto, sem assinatura, já se encontrava disponível alguns minutos antes no site Coquetel Molotov).

Dos 50 contemplados, 6 são do Norte, tendo 1 sido apontado pela votação popular no site da Vivo. Não há nortistas nos nomes anunciados como suplentes.

A todos os projetos selecionados, do Norte, do Sul, do Nordeste, do Sudeste e do Centro-Oeste, os nossos parabéns, e cumprimentos à Vivo pela iniciativa.

Confira a lista completa, que apresentamos aqui com os nomes agrupados por região.

LISTA DE ARTISTAS SELECIONADOS PELO EDITAL 2010

REGIÃO NORTE
SELECIONADOS PELO EDITAL

Caldo de Piaba – AC
Iva Rothe – PA
Los Porongas – AC
Mini Box Lunar – AP
Pio Lobato – PA

ARTISTAS SELECIONADOS POR VOTAÇÃO POPULAR
NOME / ESTADO / Nº DE VOTOS
Orquestra Juvenil de Violoncelistas da Amazônia – PA – 1106

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REGIÃO CENTRO-OESTE
SELECIONADOS PELO EDITAL

Sacassaia – DF

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REGIÃO NORDESTE
SELECIONADOS PELO EDITAL

Alessandra Leão – PE
Banda NaurÊa – SE
Banda Radiola – BA
Chico Correa & Electronic Band – PB
Eddie – PE
Emerson Taquari – BA
Johnny Hooker & Candeias Rock City – PE
Jr Black – PE
O Jardim das Horas – CE
Orkestra Rumpilezz – BA
Patricia Polayne – SE
Quarteto Olinda – PE
Quixabeira – BA
Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta – BA
Sweet Fanny Adams – PE
Tiganá – BA
Vitor Pirralho e Unidade – AL
Wado – AL

SUPLENTES SELECIONADOS PELA CURADORIA DO PROJETO
Burro Morto – PB
A Banda de Joseph Tourton – PE
Isaar – PE
Saracotia – PE

SUPLENTES SELECIONADOS POR VOTAÇÃO POPULAR
Róger Ricco – PE – 999

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REGIÃO SUDESTE
SELECIONADOS PELO EDITAL

Cérebro Eletrônico – SP
Chico Pinheiro & Grupo – SP
DJ MAM & Sotaque Carregado – RJ
DJ Tudo e a “GARRAFADA” – SP
Duo Gisbranco – RJ
Fernando Sodré – MG
Graveola e o Lixo Polifônico – MG
Jair Naves – SP
Joao Erbetta – SP
Kassin – RJ
Marcelo Jeneci – SP
Nana Rizinni – SP
Nego Moçambique – SP
Nina Becker – RJ
Ophelia and the tree – MG
Romulo Fróes – SP
Sandalia de Prata – SP
Velha Guarda Tabajara – MG
Warley Henrique – MG
Zé Maria – ES

SUPLENTES SELECIONADOS PELA CURADORIA DO PROJETO
Fusile – MG

ARTISTAS SELECIONADOS POR VOTAÇÃO POPULAR
NOME / ESTADO / Nº DE VOTOS
Granvizir – MG – 2013
Donna Lee – RJ – 1548
Darandinos – MG – 1196

SUPLENTES SELECIONADOS POR VOTAÇÃO POPULAR
Rocknova – MG – 942

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REGIÃO SUL
SELECIONADOS PELO EDITAL

Cassim & Barbária – SC
Nevilton – PR

Agenda Manaus: Show de Blaze Bayley terá abertura de Veludo Branco e Sweet Case



O Manaus Rock reproduziu ontem matéria publicada ontem mesmo pelo jornal A Crítica, anunciando as bandas que farão a abertura do show de Blaze Bayley (à direita), ex-vocalista do Iron Maiden, em 9 de abril: Sweet Case, de Manaus, e Veludo Branco, de Boa Vista.

O local do show em Manaus é a Cervejaria Fellice. O primeiro lote de ingressos já está sendo vendido no local pelo preço de R$ 50 (estudante). Já a área VIP custa R$ 80, com direito a camisa e foto com Blaze.

O show no Amazonas integra a etapa brasileira da turnê de lançamento mundial do CD Promise and terror, que também passa pelo Tocantins, durante o 7º Tendencies Rock Festival.

Agenda Belém: Show Entre Amigos


Pedrinho Cavalléro informou hoje em seu blog que o objetivo do show é obter recursos para o tratamento dos músicos Jorge Eggs e Sagica, que sofreram um acidente de automóvel em Cachoeira do Piriá quando retornavam de uma apresentação, dia 13. Ambos seguem internados no Hospital Metropolitano de Belém: Eggs com leve traumatismo craniano e Sagica necessitando de cirurgia para que possa voltar a tocar.

Comparecendo ao show, além de ajudar no tratamento desses excelentes profissionais, você poderá assistir um espetáculo que reúne grandes talentos da música paraense. Irá ver, por exemplo, Aíla Magalhães e Juliana Sinimbú cantando juntas novamente, pela primeira vez desde o encerramento da temporada do Fuxico de Madame, no final de fevereiro. Uma das músicas elas ainda não escolheram; a outra Aíla já me contou que está selada - é "Canções e Momentos" (Milton Nascimento - Fernando Brant), que fazia parte do repertório do show Intimidade, que ambas apresentaram duas vezes no ano passado. O vídeo que vamos assistir é do segundo show, em 15 de abril de 2009 no Teatro Margarida Schivasappa.


Agenda Uberaba (MG): Noite Fora do Eixo

terça-feira, 30 de março de 2010

Semana de votar nos nortistas no Conexão Vivo


Começou às 0h00 do dia 23 o prazo de votação popular nos inscritos no edital 2010 da Conexão Vivo. Até às 23h59 da terça, dia 30, os internautas irão apontar 4 artistas solo e/ou bandas e/ou DJs para participar ainda no primeiro semestre deste ano da turnê por 11 cidades de Minas Gerais, Bahia e Pará: Belo Horizonte, Salvador, Belém, Marabá, Uberaba, Ouro Preto, Juiz de Fora, Castanhal, Ilhéus, Vitória da Conquista e Juazeiro.

Como vocês poderão verificar facilmente ao entrar em http://www.conexaovivo.com.br/perfis/musica/, o site permite a visualização dos artistas nas ordens aleatória (a padrão) e alfabética, não sendo possível ver os inscritos por Estado ou região. Assim sendo, convocamos você a votar no seu artista nortista preferido e também a ajudá-lo a conseguir muitos outros votos. Como?

Assim: listamos aqui os artistas do Norte que nos informaram que participam até as 12h desta terça, 30/3. Agora o foco deve ser votar para que mais bandas do Norte possam ter a mesma experiência que os paraenses da Madame Saatan, uma das selecionadas de 2009.

IMPORTANTE

Esta é uma lista de caráter meramente informativo, montada por nós a partir dos nomes que nos são enviados por artistas, bandas e fãs.

Dúvidas e sugestões sobre o processo de votação devem ser encaminhadas direta e exclusivamente à Conexão Vivo, através do e-mail atendimento@conexaovivo.com.br

Fabio Gomes - 30.03.10

Iva Rothe (PA) - http://iva-rothe.conexaovivo.com.br/

Joelma Klaudia (PA) - http://joelma-klaudia.conexaovivo.com.br

Johny Rockstar (PA) - http://johnyrockstar.conexaovivo.com.br

Juca Culatra e Power Trio (PA) - http://juca-culatra-power-trio.conexaovivo.com.br/

Jungleband (PA) - http://jungleband.conexaovivo.com.br/

Junior Rodrigues (AM) - http://junior-pezao.conexaovivo.com.br/

Klethus (RR) - http://klethus.conexaovivo.com.br/

Maquine (PA) - http://maquine.conexaovivo.com.br/

Mini Box Lunar (AP) - http://mini-box-lunar.conexaovivo.com.br/

Mostarda na Lagarta (PA) - http://mostardanalagarta.conexaovivo.com.br/

Paris Rock (PA) - http://banda-paris-rock.conexaovivo.com.br/

Pio Lobato (PA) - http://piolobato.conexaovivo.com.br/

Projeto Secreto Macacos (PA) - http://projeto-secreto-macacos.conexaovivo.com.br

Sinais Invertidos de um Mágico (PA) - http://sinais-invertidos-de-um-magico.conexaovivo.com.br/

Snatch (AM) - http://snatch.conexaovivo.com.br/

SPS 12 (AP) - http://sps12.conexaovivo.com.br/

Stereoscope (PA) - http://stereoscope.conexaovivo.com.br/

Tetris (AM) - http://tetrisrock.conexaovivo.com.br/

Turbo (PA) - http://turborock.conexaovivo.com.br/

Agenda Manaus: 1ª Ponta do Vento Rock Fest

Na Rede: Pará abraça Minas no novo CD de Renato Rosa


O músico Renato Rosa, radicado em Minas Gerais, resolveu unir dois estados em seu próximo trabalho: aquele onde nasceu (o Pará) e o que o adotou (Minas Gerais). Recentemente, Renato, que é natural de Bragança, esteve em Barcarena convidando Mestre Vieira a participar de seu CD de estreia, intitulado Marujo de Reis, cujo projeto já está aprovado em Minas pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura. A previsão para o lançamento é em outubro, em Belo Horizonte.

A princípio, Renato quer que em sua participação o estilo de Vieira dialogue com outro grande nome da guitarra brasileira - Toninho Horta, nome ainda não confirmado, porém.

- Quero compor uma faixa especial para que a guitarra de Mestre Vieira se encontrasse com a de Toninho Horta, outro incrível guitarrista brasileiro. Espero que estilos tão diferentes de guitarristas mostrem que Minas Gerais e Pará não estão tão distantes quanto parece - declarou Renato à jornalista Luciana Medeiros, que publicou hoje em seu blog Holofote Virtual uma matéria sobre o CD, incluindo uma entrevista em que Renato Rosa detalha o projeto: CD "Marujo de Reis" contará com gravações de Mestre Vieira.

Encontro reúne coletivos de Rondônia e Acre


Sexta e sábado, dias 2 e 3 de abril, o coletivo PVH C.A.O.S recebe em Porto Velho representantes de outros coletivos de Rondônia - Vilhena Rock, Interior Alternativo, Raio Q Uparta -, além do Festival Casarão, e a galera do Coletivo Catraia, de Rio Branco.


De acordo com a notícia publicada hoje no blog do C.A.O.S, o encontro será uma troca de idéias e planejamento de ações para o ano de 2010. "A intenção é amarrar o circuito Rondônia/Acre para que tenha uma maior interatividade nas atividades desenvolvidas pelos coletivos. "

Taí um exemplo a ser seguido!!


segunda-feira, 29 de março de 2010

Na Rede: Paris Rock em festivais


A Paris Rock, de Belém, já sabia do interesse do Coletivo Palafita em contar com o show da banda no Festival Quebramar, previsto para julho - a princípio, como o interesse já foi manifestado pelo Coletivo até aqui no Som do Norte, só faltaria a divulgação da programação oficial do evento.

E hoje, no blog Império 92, Peu deu a seguinte notícia:

"Segundo meu grande amigo (Netto) 2T, o baterista da banda, eles devem partir pra Cuiabá e tocar no Calango".

Confira o texto completo no Império 92, Peu comenta também o EP Que Tá? e fala ainda do trabalho da banda.

Na Rede: Machado Rock Festival


A jornalista Mari Camata confirmou neste domingo a realização de eventos em Ji-Paraná (RO), alusivos ao Machado Rock Festival, já noticiados por ela aqui no Som do Norte em 1º de março (Fundação Cultural de Ji-Paraná lança CD do Machado Rock Festival em abril).

Veja a notícia completa publicada ontem no blog À La Maryjanne. Mas antes, assista aqui o vídeo da música vencedora do festival realizado em 2008: "Toda Vez que Chove", com a banda Di Marco.

sábado, 27 de março de 2010

Post nº 800 - Diz Aí Ouvindo Junto Paris Rock


Vocês já sabem que o Portal BelRock me honrou com o convite para fazer a entrevista com a galera da Paris Rock, destacada como "Banda da Semana" - a conversa foi publicada no BelRock no dia 16 de março e reproduzida aqui no Som do Norte na quarta, dia 24.

O que vocês não sabiam é que nos dias seguintes eu ampliei o bate-papo, visando publicar uma segunda entrevista hoje, data que marca o 1º mês do lançamento do EP Que Tá? (tema da nossa coluna Ouvimos de 28 de fevereiro, com direito a caixinha cantante!).

Porém o que ninguém poderia desconfiar é que esta publicação de hoje, especial sobre qualquer prisma, seria também o nosso post nº 800! Parece que foi ontem que uma entrevista feita em 15 minutos por MSN com a cantora Juliana Sinimbú foi o nosso post nº 500 - pois é, mas não foi ontem não, foi em 19 de janeiro!

O que vamos ler daqui em seguida reúne respostas que recebi de Yuri Malcher e Maurício Maumau, por e-mail, nos dias 14 e 19 de março. Para tornar a ocasião, mais do que especial, inesquecível, resolvi incluir aqui os áudios das músicas comentadas. Com vocês, então, o Diz Aí Ouvindo Junto Paris Rock!


Som do Norte - Alguns de vocês tocam em outras bandas, não é? Como é que vocês fazem pra conciliar as diversas agendas?

Yuri Malcher - Sim, o Netto 2T no Vinil Laranja e eu toco no S.I.m. Sempre procuramos fazer as coisas bem planejadas pra justamente não acontecer conflito de horários ou datas. E quando o caso for viagem faremos o possível para ir juntos e tocar perto.

Som do Norte - Queria que vocês me contassem a história de algumas das músicas do EP. Tranquileza?

Yuri - Simm! Sem problemas!

Cachorro Blue
Som do Norte - O primeiro sucesso de vocês, "Cachorro Blue", parece ter uma história legal, ao menos curiosa.

Yuri - Eu fiz essa música para o cachorro que eu tinha, só que o nome do cachorro era Pink, aí eu achei que soou melhor o Blue. Ficando assim "Cachorro Blue", que trata da importância da amizade de um cachorro. As vezes é mais fácil considerar um cachorro amigo do que um homem.

Em Busca da Flor
Som do Norte - Vocês já comentaram comigo algo que me intrigou quando soube, é que "Em Busca da Flor" nasceu em função de um assalto!!? Como é que foi isso? Logo essa, que me parece tão tranquileza!

Yuri - Num dia que fizemos uma reunião da banda, o Neto 1T me passou essa melodia que tinha feito pra eu colocar uma letra, na saída de lá fomos assaltados, aí surgiu a letra dela, que transmite que hoje em dia até sair para buscar uma flor deve ser perigoso, e olha que não é uma coisa comum de ser ver. Mas a cada dia temos que nos arriscar.

Mais uma Morena

Som do Norte - E "Mais uma Morena" vocês me disseram que foi feita pra uma morena que apareceu em Algodoal...

Yuri - Essa o Maumau contou que foi durante a viagem dele para Algodoal, ele tava na praia, passou uma morena e começou a chover aí veio a letra, falando a beleza da morena e da chuva também... eu tô resumindo, ele era melhor pra explicar.

Som do Norte - Então diz aí, Maumau!

Maurício Maumau - Estava eu em Algodoal, mais precisamente na Praia da Princesa, com um amigo, tínhamos apenas 7 reais que davam apenas para tomar duas cervejas, uma pra cada hora... O verso "As horas passam devagar" é pela lerdeza com que a gente tomou as duas cervejas. Por volta das 4 da tarde, uma certa morena (não revelarei o nome) passou a alguns metros da gente, bem em frente ao sol que nos alumiava, enquanto uma chuva leve caía como se viesse apenas pra regar. Fiquei com essa imagem por algum tempo, aí um belo dia em casa veio a melodia e a letra logo em seguida e em mais ou menos 10 minutos ela surgiu. Aí fui pensar no nome, mas já tinham morenas demais no mundo da musica, então surgiu “Mais uma Morena”!!!

Yuri - HAHAHAHA! Gostei.

Na Rede: Massa Grossa - De diálogo e fluidez


A cantora Ana Clara contou ontem no blog Massa Grossa como surgiu o convite de Pio Lobato para que ela participasse do projeto, e suas impressões sobre esta etapa inicial de do trabalho. Um trecho:

"Pela naturalidade com que as coisas se desenrolaram, deu pra perceber que os frutos poderiam ser bastante interessantes. Desde o início, o diálogo tem sido primordialmente musical. Mais tocar do que falar. E assim saíram as primeiras gravações: primeiro o registro, depois a autoanálise."

O texto completo, De diálogo e fluidez, você confere no blog Massa Grossa.

Fotos: Pio e Ana Clara - Rod Ferreira/
Vovô - Divulgação/Felipe - Ana Flor

Agenda Fortaleza: Nortistas na Teia Brasil 2010 - Tambores Digitais


Até quarta, 31 de março, acontece em Fortaleza a Teia Brasil 2010 – Tambores Digitais, cuja programação artística inclui vários grupos do Norte. Quinta, dia 25, o primeiro dia de apresentações foi encerrado pelo carimbó Os Quentes da Madrugada, que uma semana antes haviam sido elogiados por sua participação no 5º Encontro Mestres do Mundo, em Limoeiro do Norte, também no Ceará.

Esta é a primeira vez que a Teia Brasil é realizada no Nordeste, tendo na programação o 3º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, momento de discussão política onde representantes dos cerca de 2.500 pontos de cultura do país debatem temas como a Lei Cultura Viva, que transformará os Pontos em política de Estado. Também estão acontecendo a Teia das Ações, com seminários, painéis e debates e a Mostra Artística.

Confira a agenda nortista do evento:

27.03 - sábado

16h
Ponto de Cultura ACME - Coletivo Madeirista - (Rondônia/Porto Velho)
Local: Teatro das Marias

17h30
Aldeia TabokaGrande - Os Tawera (Tocantins/ Taquaruçu – Palmas)
Local: Teatro do Centro Dragão do Mar

18h
Ponto de Cultura “Usina Cultura” - Buriti e Bacaba (Roraima/Boa Vista)
Local: Praça Verde do Centro Dragão do Mar

Cia. Papo Show (Pará)
Local: Palco Economia Solidária

18h30
Projeto Aprendendo com Arte - Fundação Social Raimundo Fagner(Ceará/Fortaleza)
Local: Teatro do Centro Dragão do Mar

19h30
Ponto de Cultura Pé na Taba – Uatê Cia de Dança (Amazonas/Manaus)
Local: Anfiteatro do Centro Dragão do Mar

20h
Tambores do Tocantis - Tambores do Tocantins (Tocantins/Porto Nacional)
Local: Praça Verde do Centro Dragão do Mar

22h15
Cia Visse e Versa de Ação Cênica / Comédia Del'Acre - Inter-Arte-Ação, Inclusão e Cidadania (Acre)
Local: Espaço Patativa do Assaré

28.03 - Domingo
15h
Concentração para saída do Cortejo da Cidadania “Ebulição dos Libertos”

16h30
Saída do Cortejo
Local: Altura do Clube Náutico Atlético Cearense (Av. Beira Mar, esquina com Av. Desembargador Moreira)
O cortejo será puxado pelos grupos:
Multiplicadores de Música - Multiplicadores de Música (Ceará/Fortaleza)
Roteiro de Luz - Boi Juventude (Ceará/Fortaleza)
Caravana Carbono Neutro - Balada Carbono (Pará/Belém)

19h
Rede Rádio Cipó de Comunicação Digital - Coletivo Rádio Cipó (Pará/Belém)

Atividades Permanentes

Mostra Artes Visuais
Período: 25 a 31 de março
Local: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) / SESC
Horário: 9h às 21h30

Trabalhos da Mostra de Artes Visuais:
Coletivo Camaradas - Cuca da UNE (Ceará)
Quilindo Quilombo - Quilombo São José da Serra (Rio de Janeiro)
Do Pin-hole ao Digital - TI VI no Morro (Minas Gerais)
Grupo Passo - Arraial da Boa Morte (Minas Gerais)
Artes Regionais - Cultura de Ouro (Pará)
Reciclagem de Papel Bambula - Crescer com Arte (Goiás)
1de 2 Elias Bonfim - Associação Cultura Liberdade é Barra (Bahia)
Cores no Dique - Maurício Adinolfi - Arte no Dique (São Paulo)
Os Sertões de Euclides da Cunha - Os Sertões (Bahia)
Tambores do Maranhão - Raimundo Muniz Carvalho (Maranhão)
Arteavista - Rede de Pontos de Cultura de Sobral (Ceará)
Um boi chamado Tira-teima - Tira-Teima (Pernambuco)
JAMAC - Paredes Pinturas - Arte Clube (São Paulo)
Fanzinoteca Mutação - Arte Estação (Rio Grande do Sul)
É Difícil Defender a Vida só com Palavras - Cedeca Interlagos (São Paulo)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Batida Brasileira, de Euterpe, será o Disco do Mês de abril


Às 13h34 desta sexta, recebi por SMS uma notícia que muito me alegrou: a cantora Euterpe (à esquerda, em foto de Jorge Macedo) aceitou meu convite para que seu primeiro CD, Batida Brasileira, seja o Disco do Mês Som do Norte de abril. Será o quinto CD a receber tal destaque, e o primeiro de uma artista de Roraima.

Aguardem, portanto, o lançamento da caixinha cantante do CD no blog-irmão Música do Norte no dia 3 de abril, sábado de Aleluia.

Até lá, continuem ouvindo o Strange, da Boddah Diciro.

No Estúdio & na Rede: Massa Grossa


Há alguns dias, Pio Lobato me perguntou, no MSN, como poderia fazer uma caixinha cantante como as que temos aqui no Som do Norte. Explicou que queria dividir com o público a construção do seu novo projeto musical, o Massa Grossa, através de um blog onde a evolução do processo pudesse ser lida e ouvida, através da disponibilização da gravação dos áudios dos ensaios, até resultar num álbum como produto final.

Comentei com ele que o projeto me parecia ter elementos similares ao do site www.obraemprogresso.com.br, onde Caetano Veloso foi contando a gestação do CD Zii e Zie, mas de certa forma mais radical, pois Caetano construiu o CD, principalmente, nos shows semanais no Teatro Casa Grande (Rio de Janeiro), tendo os internautas acesso, basicamente, ao set list e a vídeos eventuais.

Mais que isso: falei a Pio do meu entusiasmo por sua idéia inovadora, e desde logo me propus a ser parceiro do projeto, hospedando os áudios das gravações e reproduzindo as postagens do blog Massa Grossa aqui no Som do Norte, o que me pareceu uma forma interessante de aumentar a visibilidade do processo.

Ontem Pio abriu oficialmente os trabalhos, com um texto em que conta a história da coletânea Massa Grossa, lançada em CD em 1997, e justifica o projeto atual - é o que lemos em seguida, e na sequência ouviremos duas gravações do ensaio do dia 12 de março, e uma vinheta que Pio compôs para Diego Fadul, da banda Aeroplano. Leiam e ouçam com atenção, é uma oportunidade raríssima poder acompanhar desta forma um processo criativo! Parabéns ao Pio e aos nossos outros parceiros nesta ousadia - Ana Clara Matos, Felipe Cordeiro e Vovô.

Massa Grossa: Pra começo de conversa...


por Pio Lobato

Por volta de 97, eu achava que os grupos que faziam música na cidade de Belém ganhariam muito mais quando se conhecessem, descobrissem o repertório uns dos outros e deixassem de lado discussões quase xiitas sobre estilo ou estética. Então incluiriam em seus próprios repertórios, sem paranóias ou preconceito, músicas feitas pelo vizinho.

Ao contrário do que muita gente pensa, eu acredito que a cena nasce diretamente da criatividade de músicos, de como se relacionam entre si e como trocam “recados musicais” dentro de uma experiência comum, o resto é natural: gestão financeira, marketing e propaganda são necessários pra qualquer produto, desde um botão, um carro ou qualquer daquelas marcas de cerveja super aguadas que te convencem a beber só porque são mais baratas, isso é o básico, nada além.

Eu e o amigo Tiago Sá decidimos fazer uma coletânea em CD, a primeira da cidade nesse formato, pedimos a alguns músicos e grupos que tinham gravações minimamente razoáveis que cedessem duas músicas cada, o preço final foi exclusivamente para cobrir os gastos com CD’s, papel, tinta e embalagem.

Entramos na coletânea eu, Cravo Carbono, Mangabezo, Iva Rothe, Maria Fecha a Porta (Lu Guedes), Norman Bates e Moonshadow. A coletânea se chamou Massa Grossa e foi feita em CD-R. A capa tinha uma ilustração do livro Nutrição e Vigor, um clássico dos anos 60 e 70, o disco vinha ainda num saquinho de papel de pão que compramos numa dessas lojas de variedades. Fizemos uns 30 CD’s que acabaram num dia só, oferecidos num show, o problema é que não me lembro agora quem tocou nesse show.

Hoje faz mais de 10 anos da iniciativa e, enfim, cá estamos nós. Pra lembrar o projeto pensamos em fazer um show, mas os shows dão muito trabalho e acabam em si mesmos (penso eu), então preferi montar algo menos trabalhoso, mais simples e mais duradouro. Daí a idéia do blog, o show virá em segundo plano.

Em 97 queríamos mostrar que havia “bandas produzindo”, hoje esse estágio de divulgação inicial já não é tão necessário. A internet facilitou muito a vida de todas as bandas. Então achei melhor mudar o foco do projeto e chegar mais perto do que é realmente necessário, o que realmente me interessa.

Entre as coisas que mais gosto no trabalho com a música é perceber o processo de como são feitas, como as músicas nascem crescem e (porque não?) morrem, algumas instantaneamente, outras levam meses, anos, algumas são curtas, outras imensas, muitos instrumentos, poucos, partem de imagens, letras, sons, experiências, são cerebrais, devaneios, rompantes, enfim, são inúmeras variantes que tornam toda a história de cada música muito mais interessante.

Pessoalmente, a sensação é semelhante de quando termina o jogo de bola e as pessoas comentam detalhes das jogadas, com o entusiasmo de ter aquele momento pra si, de se exaltar, de comemorar, contestar, de fazer parte daquilo realmente, o momento é seu patrimônio pessoal e ninguém mais o tira de sua vida.

Assim percebo a música. Da mesma forma que o atleta, torcedor, comentarista se envolve no esporte, muita gente se envolve com a música. É quase uma seita, uma devoção, basta ver a forma apaixonada com que os fãs defendem seus artistas, seus ídolos, suas canções, sem sequer tomar conhecimento do processo. Talvez isso não seja nem necessário pra todos, mas só ficaremos sabendo se isso vier à tona, se estiver disponível, ora, há alguns anos atrás também nem existia computador, ou vamos mais longe, caneta esferográfica (o que Camões diria de uma), portanto só vamos saber se o fizermos.

O comum é tratar do ouvinte como o fim da linha, única e exclusivamente consumidores. Alvo da cadeia produtiva, procedimento que afasta o ouvinte de outro prazer, o de acompanhar o processo. Priva-lhe da participação.

Sabe-se que na quase totalidade do que se escreve por aí sobre música ignora muito de música, escreve-se sobre bibliografia, performance, carreira, influências, estilo, cenário, proposta etc etc etc, tudo e ao mesmo tempo nada, com frequência o trabalho do músico funciona como pano de fundo para construir textos “virtuosos”de um jornalista “cultural” qualquer. Isso realmente não me incomodaria se não fosse visto por quem busca informação sobre música como referência.

Viemos de anos e anos da indústria musical baseada na promoção da música pronta e acabada, dificilmente alguma resenha vai traduzir o processo de construção, está fora do alcance, fora dos contornos tradicionais do jornalismo musical, é um universo que pertence exclusivamente a quem se envolve com ele, quem está de fora está descontextualizado, a crítica musical tem que estar desvinculada da preferência. Esquecer disso gera e consolida bobagens comuns, como aquela em que se diz que “música é dom”. Ainda acho que música é só comunicação.

Massa Grossa: Primeiros Áudios

Textos: Pio Lobato
BANHO DE CUIA - 12/03/10 Pio, Ana Clara, Vovô



Banho de Cuia é um rearranjo da música que está no disco de mesmo nome, letra escrita por Emanuel Matos com melodia e arranjo do meu amigo José Maria Bezerra. A versão original contém uns loops de violão que me foram encomendados pelo Zé. Nesse rascunho inicial a idéia é pegar a estrutura pronta e montar algo partindo da guitarra. Uma timbragem limpa com uma base constante. Gosto muito das bases africanas penso que lembra algo assim.

Por enquanto não há baixo. A bateria está com uma divisão marcada, com alguns ressaltos de agudo no chimbal, constância na caixa e marcação no surdo. Gosto muito da formação de rock indie (como chamam hoje o velho trio guitarra, baixo e bateria), é legal ter a sonoridade e fazer algo completamente fora desse contexto.

O microfone condensador ficou muito perto do prato de condução, ficou alto, outra hora a gente grava ela melhor. Vamos tocando o barco...
DIAS QUENTES - 12/03/10 Felipe, Ana Clara, Vovô, Pio



(Melodia de Felipe Cordeiro sobre poema de Dand M.)

No primeiro dia em que nos encontramos pra tocar, o Felipe Cordeiro veio com essa música praticamente definida, até porque fazia um calor monstruoso, e nesse calor qualquer coisa que se consiga tocar já é lucro De cara a música me lembrou do desenho do Papa-léguas. Ainda não estou convencido da estrutura mas ela está caminhando.

Publicado no blog Massa Grossa - 26/03/10

***
VINHETA PRO DIDI - 13/03/10 Pio



Um dia conversando com o mestre Didi (Diego Fadul), da banda Aeroplano, percebi que temos mesmos interesses por texturas, sons de guitarra, pedais, ambiências, etc. Daí eu pensei que a gente pode trocar informação sobre isso na prática, fazendo umas vinhetas, trechos curtos de som, sem maiores pretensões.

Gravei uma vinheta usando exclusivamente guitarras buscando testar como essas camadas se comportam, coisas invertidas, diferentes equalizações, enfim, guitarras gravadas em casa e envenenadas com plugins baixados da net.

Agenda Manaus: Espantalho e Platinados

quinta-feira, 25 de março de 2010

Agenda Belém: Homenagem a Waldemar Henrique

Por Agência Pará*

No dia 27 de março de 1995, morria o maior nome da música paraense, Waldemar Henrique, uma perda irreparável para a cultura do estado. Para lembrar do grande maestro, que uniu a música erudita com o popular, é que o governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, realiza a programação "Memórias de Waldemar Henrique". Em destaque uma exposição do acervo de Waldemar, além do lançamento de um DVD-ROM comemorativo, com a vida e obra do músico.

A pesquisa e o tratamento das peças do acervo acontecem desde 2005, quando foram envolvidas as várias coordenações do Sistema de Museus assim como pesquisadores e técnicos contratados para o tratamento das peças do acervo.

Segundo Renata Maués, Diretora do SIM/Secult, com a aquisição do acervo do Maestro Waldemar Henrique foram definidos todos os procedimentos necessários para garantir a integridade da coleção e possibilitar o acesso aos pesquisadores, professores, estudantes e a comunidade em geral. "Essa ação de salvaguarda e preservação envolve várias etapas e procedimentos como documentação, registro, catalogação, inventário e também ações que intervêm diretamente no objeto com medidas de tratamento e restauro, assim como também por meio de ações educativas configurando as pontes entre os museus e a sociedade", afirma ela.

A coleção Waldemar Henrique é composta por objetos pessoais, cadernos de música, correspondências, recortes de jornais, diários, partituras entre outros, que apresenta um grande valor histórico e cultural para o povo paraense.

O tratamento foi pautado em critérios técnicos, objetivando a preservação da coleção, o resultado dessas ações, e configura-se na execução de um DVD-rom proporcionando a difusão da Coleção do Maestro Waldemar Henrique, grande artista paraense e um dos mais importantes compositores brasileiros que inspirou gerações de músicos no Pará e em todo o Brasil.

Para a coordenadora Laurenir Peniche, o projeto é importantíssimo, pois nunca anteriormente no estado houve um processamento tão apurado de uma coleção de um único artista, que hoje vem a público divulgar sua memória. O DVD-rom é um importante objeto de acessibilidade que levará a um público diverso, informações de qualidade como: músicas, fotos, partituras que serão distribuídas gratuitamente para escolas e entidades cuturais cumprindo uma nova política de acessibilidade aos bens culturais materiais e imateriais um dos grandes desafios dos museus em todo o país.

O Maestro - Waldemar Henrique da Costa Pereira nasceu em Belém no dia 15 de fevereiro de 1905. Pianista e Compositor, estudou no conservatório Carlos Gomes e piano, composição e regência no Rio de Janeiro. A partir daí utilizou temas amazônicos nas suas composições, unindo o erudito ao popular e se apresentando no Brasil e em vários países, como Portugal e Espanha. Dirigiu o Theatro da Paz, o Departamento de Cultura do Rio de Janeiro e em 1981 foi eleito para a Academia Brasileira de Música. Compôs mais de 120 canções, entre as famosas "Boi-Bumbá", "Curupira", "Matintaperera", "Tamba-Tajá" e o "Uirapuru". Morreu no dia 27 de março de 1995.

Programação "Memórias de Waldemar Henrique":

27/03- Lançamento do DVD-rom "Coleção Waldemar Henrique"
Abertura da Exposição "Memórias de Waldemar"
Local: Galeria Fidanza-Museu de Arte Sacra.
Horário: 19h

28/03-Recital de Música Paraense "Para Waldemar Henrique"
Duo Câmera Amazônia- Edelmiro Soares-Tenor
Urubatan Castro-Piano
Coral Vozes da Amazônia - Regência - Maria Antonia Gimenez
Duo Pianístico da UFPa- Eliana Cutrim
Lenora Brito
Duo Carlos Gomes- Dione Colares - Soprano
Ana Maria Adade- Piano
Local: Igreja de Santo Alexandre.
Horário: 19h

29/03- Exibição Especial de Documentário sobre Waldemar Henrique.
Mesa de Debates - Lenora Brito - Sebastião Godinho - Renata Maués
Mediação: Laurenir Peniche
Local: Igreja de Santo Alexandre.
Horário: 19h

* Publicado originalmente no site da Agência Pará

Agenda Belém: Festas Se Rasgum

Hype Clássica
A Se Rasgum Clássica toma conta do porão do Café com Arte nessa sexta-feira, 26 de março, dentro da festa Hype. No andar de cima o Hype e embaixo a Clássica no porão – tem conceito mais a ver? Os DJs da Se Rasgum Bandini, Salsix e Damasound colocando rock ‘n’ roll clássico, indie, punk, pop e baixaria em geral.

Na pista de cima, Mari e Geraldo do Bembom comandam o som ao lado dos DJs Roberto Figueredo e Albery com beats eletrônicos dançantes que marcam toda sexta-feira no Café com Arte.


SERVIÇO
Hype Clássica
Dia 26 de março, sexta-feira
No Café com Arte (Rui Barbosa, 1427)
Ingressos: 10 reais até meia-noite / 15 reais após




Já se agende pra festa da semana que vem! Com promoção: para pagar ingressos mais barato tem que mandar e-mail para lista@serasgum.com.br e se espertar para chegar antes de 1h. E fique ligado na Unama FM e MTV Belém para o sorteio de ingressos.

SERVIÇO
Um ano de Ins’anos 90
No Boteco São Matheus (travessa Padre Eutíquio, 606)
Dia 3 de abril, a partir das 23h.
Ingressos: 20 dinheiros / 15 dinheiros (lista-amiga: lista@serasgum.com.br)

Na Rede: Grito Doc Belém


O site Nagulha publicou ontem o 8º episódio da série Grito Doc 2010: Belém, o segundo a abordar um Grito Rock da região Norte. Assim como nos demais episódios, há imagens de shows (das bandas paraenses The Baudelaires, Dharma Burns e Sincera, e da amapaense Fax Modem) e entrevistas (com a galera da Dharma Burns). O foco do vídeo, porém, não é o palco, e sim os bastidores, como bem escreveu Camila Cortielha no Nagulha:

No oitavo capítulo do Grito Doc, tendo como tema “Produzindo o Grito Rock”, a edição Belém do Festival faz uma mostra da produção do evento, envolvendo desde o funcionamento da banquinha de vendas, a transmissão ao vivo, produção e comunicação do Festival até a execução dos shows no African Bar.

Assim sendo, os depoimentos que iremos assistir são de integrantes do Coletivo Megafônica, responsável pela organização do Grito Rock Belém: Andro Felipe e Marcelo Kahwage (comunicação), Daniel Carlitos (distribuição), Raul Bentes (web rádio Independentes do Brasil), Antonio Bomber e Rafael MS (atendimento). Também se vê o trabalho da equipe de sonorização (Bruno Folha e João Felipe). O Grito Doc 2010 - Belém foi produzido por TV Megafônica e Clube de Cinema Fora do Eixo com patrocínio da Secult-PA e Cerpa Gold e foi realizado por Coletivo Megafônica e Circuito Fora do Eixo.


Música do Dia: "1976-2001"

A banda Klethus, de Boa Vista, lançou nos primeiros minutos de 23 de março o single "1976-2001" (Ellen Carmaine - Jr. Max), do novo CD que deve sair ainda neste semestre. Baixar o novo som da banda é muito simples: você acessa o site http://www.klethus.com, clica na imagem igual a esta le pronto, já é redirecionado para o download do arquivo zipado. (A imagem aqui não remete ao download, nós queremos que você prestigie o site da banda!).


Klethus é:

Jr. Max - voz, baixo
Ellen Carmaine - voz, guitarras
Éder Rodrigues - bateria
Wesley Phillipe - guitarra

Gravado no Gruta Studio - Boa Vista
Produção de Frank Lima



quarta-feira, 24 de março de 2010

Agenda Boa Vista: Tributo Iron Maiden

Agenda Belém: Noite Fora do Eixo


Agenda Rio Branco: Noite Fora do Eixo Flutuante


Noites Fora do Eixo já houve várias, mas quantas flutuaram? Nenhuma: esta é a 1ª Noite Fora do Eixo Flutuante!

O bar Flutuante tem este nome por ficar dentro de um barco ancorado permanente numa margem do Rio Acre (a mais próxima ao Centro). Já estive lá num show da semana pré-Festival Varadouro 2008, o visual da água do rio refletindo as estrelas dá um toque romântico ao clima rock'n'roll dos eventos do Coletivo Catraia, que por muito tempo fez ali as festas No Balanço da Catraia.

Catraia e Flutuante retomam agora a parceria neste evento da próxima semana - em grande estilo, pois a 1ª Noite FDE do Acre além das bandas locais Alter-Ego e Survive irá contar com uma das bandas mais badaladas do momento, a goiana Black Drawing Chalks. Leia a matéria completa sobre a 1ª Noite Fora do Eixo Flutuante no blog do Coletivo Catraia.

No dia seguinte, a BDC estará em Porto Velho fazendo o show de lançamento oficial do Festival Casarão 2010.

Agenda Porto Velho: Datas da Flor do Maracujá 2010

Por Edna Samáira

O Secretário de Estado da Cultura, Esporte e Lazer de Rondônia, Sr. Jucélis Freitas, informou dia 22/3 (em entrevista concedida ao jornalista Léo Ladeia para o Programa Câmera 11) que a 29ª Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás e o Arraial Flor do Maracujá deverão acontecer no período entre 25 de junho e 04 de julho, no terreno de propriedade da Concessionária Sabenauto, localizado na Av. Imigrantes - ao lado do CETENE.

O Secretário anunciou, também, melhorias na estrutura física do evento, como: ampliação da arena, palco e arquibancadas, além de espaço específico para estacionamento e melhorias na manutenção de limpeza do local (fatores amplamente negativados no evento do ano passado).

*Publicado originalmente no blog Tá pra Parir


Agenda Norte: Turnê Eliakin Rufino 2010

O poeta, cantor e compositor roraimense Eliakin Rufino realiza sua turnê 2010 consagrando um formato de show que ele passou a vida toda fazendo: um show que sempre conta com a participação dos artistas de cada cidade por onde passa.

Comemorando seus 30 anos de estrada, acompanhado apenas de seu violão, ele tem sempre uma lista de convidados músicos, intérpretes e compositores, que enriquecem o show e criam um clima de celebração, dando chance ao imprevisto, ao improviso e ao inesperado.

“Nestes 30 anos conheci muita gente talentosa por todo o Brasil e meu show sempre contou com o 'auxílio luxuoso' de amigos e parceiros”.

Ao optar por viver na cidade em que nasceu, Boa Vista, no Estado de Roraima, Eliakin construiu lentamente sua trajetória artística com determinação e paciência até conquistar platéias por todo o Brasil.

“O nortista é mais preguiçoso do que o baiano, então eu não faço carreira artística, eu faço caminhada artística”.

Em 30 anos ele lançou apenas 4 CDs solo mas suas composições já foram gravadas por nomes consagrados da MPB feita na Amazônia: Nilson Chaves, Lucinha Bastos, Mahrco Monteiro, Eliana Printes , Cileno e estreantes como a cantora e compositora roraimense Euterpe, entre outros. Letras de sua autoria estão presentes em CDs de parceiros que residem em diversas cidades brasileiras. Seu poema Cavalo Selvagem é declamado de sul a norte do Brasil por poetas, atores, professores e estudantes.

Dentre os prêmios mais recentes, dois merecem destaque: a seleção para o programa Rumos Itaú de Música 2007/09 onde Eliakin (à esquerda, em foto de Adams Fehlauer) teve a oportunidade de ver seu show - realizado no Instituto Itaú Cultural (SP) - gravado e exibido para todo o país pela TV Cultura. E a seleção para o Projeto Pixinguinha, prêmio produção 2008, que contemplou o trio regionalista Roraimeira, formado por Eliakin, Neuber Uchôa e Zeca Preto. Com o patrocínio da Funarte, o trio lançou o CD Roraimeira – o canto de Roraima. Este é o único CD disponível para compra durante a turnê, ao valor de R$ 15.

Em 2009 o trio também foi objeto do documentário Roraimeira – expressão amazônica, do jornalista Thiago Bríglia, produzido para série Doc/TV, exibida pela Rede Brasil.

“Ser contemplado nestes projetos culturais nacionais, além da realização pessoal, é uma forma de colocar Roraima no mapa musical brasileiro”.

Em 2010 Eliakin resolveu mostrar em seus shows um resumo destes 30 anos de palco. No repertório estão músicas e poemas compostos em diferentes épocas e contextos, mas o artista faz questão de mostrar também composições inéditas e recentes.

“Vivo num fluxo constante de criatividade, escrevo e componho todo dia”.

Nascido e criado no extremo norte do Brasil, na fronteira com a Venezuela e a Guiana, cantando suas canções ou dizendo seus poemas, Eliakin tem como marca registrada a diversidade temática e a pluralidade musical.

No atual cenário musical brasileiro, Eliakin tem a grande vantagem de ser autêntico e não imitar e nem tentar se parecer com ninguém a não ser com ele mesmo.


Eliakin por Drika Bourquim

Discografia solo:

  • Amazônia Legal (1997)
  • Me toca (1998)
  • Eliakin em Porto Alegre ao vivo (2006)
  • Mestiço (2008)

Discografia Trio Roraimeira – Eliakin , Neuber e Zeca

  • Roraima (1992)
  • O canto de Roraima e suas influências indígenas e caribenhas (2000)
  • Roraimeira – o canto de Roraima - Projeto Pixinguinha (2009)

Contato: eliakinrufino@gmail.com

Agenda 2010 – Shows confirmados:

  • 1/4 - Show com o guitarrista Ben Charles e convidados - Auditório do SESI, 21h em Boa Vista, RR

  • 30/4 e 1/5 – Show de inauguração do Parque Nacional do Viruá, "o Pantanal da Amazônia", com Euterpe e o guitarrista roraimense Ben Charles.

  • 6, 7 e 8/5 - Gente da mesma floresta, coletivo de artistas da Amazônia – Nilson Chaves (PA), Célio Cruz (AM), Zé Miguel (AP), Graça Gomes (AC), Bado (RO) e Eliakin Rufino (RR) - Teatro do SESC, Porto Velho, RO
  • 2/6 - Show com Euterpe na praça em frente ao Teatro Amazonas, Manaus, AM, grátis. Promoção da Banca do Largo e do Tacacá do Joaquim
  • 1 e 2/7 – Show em festival gastronômico - Manaus, AM
Agradecimentos: Vinicius Tocantins,
pelo envio do texto e indicação das fotos

Agenda Belém: Gigi Furtado


Nesta sexta, a cantora Gigi Furtado volta a apresentar em Belém o show cuja estréia apoiamos no ano passado: Na Veia da Nêga. Ela mesmo gorjeou nesta madrugada algumas novidades que marcam esta reestréia, incluindo a nova formação d'Os Cavaleiros de Jorge:
  • Babado ...correria e confusão nos ensaios pra segunda edição de "Na veia da nêga"
  • Conto com a participação hiper adequada de um "Furtado" na guitarra solo... coisa linda da minha vida, meu primo MARCELO FURTADO D'CASTRO!
  • Banda: violão-Mauro Lima/ guitarra-Marcelo D'Castro/ baixo-Eraldo Costa/ sax-Elias Coutinho/ percussão-Diego Macêdo/ bateria-André Brasil.
  • Amanhã será o penúltimo ensaio e eu chegando destruidinha em casa... mais feliz do que destruidinha =)
  • O show "Na veia da nêga" será nesta sexta feira (26) às 20:30 no Pier das 11 janelas... AO AR LIVRE! Espero todos por lá \o/

Diz Aí: Paris Rock



Entrevista com Yuri Malcher por Fabio Gomes
www.somdonorte.com.br / Especial para o Belrock

A banda se chama "Paris Rock" mas basta ouvir qualquer de suas músicas pra perceber que o som de vocês não é só rock, é também rock. Todos vocês curtem as mesmas coisas, ou cada um vai trazendo suas influências, e a partir daí a banda vai montando seu som?

Yuri Malcher: Cada um tem seu jeito e sua pegada na música. Escutamos algumas coisas parecidas, outras bem diferentes também. E a partir dessas idéias vai surgindo a música, assim todos ficamos satisfeitos com o resultado.

Vocês começaram a tocar juntos em 2007, não é? Quais foram pra vocês os principais momentos desses três primeiros anos da banda?

Bom, acho que a primeira coisa que nos deixou motivados foi sermos chamados para o Ensaio Aberto da Ná Figueredo, naquela época (2008) foi nosso primeiro show tocando autoral. O 2º momento foi ganhar a vaga para tocar no Fest Music 2009, ao lado de bandas de renome nacional, lá foi o grande momento de mostrar trabalho, e deu tudo certo. Depois vieram as Seletivas do Se Rasgum, que, apesar de alguns problemas durante o show, foi uma boa experiência. A entrada no Coletivo Megafônica, do Circuito Fora do Eixo, também foi um grande acontecimento para nós. E a primeira viagem para o Amapá, que foi a grande experiência de nossas vidas. Voltamos de lá com público cativo.



Eu acho que, na virada do ano, vocês se deram as mãos e disseram: "Galera, 2010 vai ser o ano da Paris Rock!" Porque é impressionante o quanto a banda já conquistou neste ano. Pra falar só em shows: vocês participaram de vários Gritos Rock - foram destaque nas Prévias do Grito Belém, sucesso nos três Gritos do Amapá, estiveram no de Abaetetuba. Recentemente abriram a programação das Terças Megafônicas. E isso que recém estamos em março! Como vocês avaliam esse momento da carreira da banda?

É, todo início de ano fazemos essa afirmação ''Esse ano vai ser o nosso'', acho que ajuda a nossa auto-estima, e sempre tem sido melhor! Ganhamos vários presentes esse ano, participamos das prévias empolgados, fomos para Macapá, Santana e Mazagão com muita vontade de mostrar nosso som, já que era a nossa primeira viagem, tínhamos que fazer o melhor. Este formato mais acústico das Terças Megafônicas é uma coisa que a gente gosta de fazer, experimentar novos arranjos e tocar músicas de bandas que gostamos. Este para nós é o melhor momento, e acreditamos que ainda vai melhorar muito, pois estamos amadurecendo nas idéias e musicalmente e fazendo boas amizades, daqui pra frente a Paris tem só a crescer.


No final de fevereiro, a Paris Rock lançou o EP Que Tá?, pra baixar direto na internet. O disco vem sendo bastante elogiado, e pelo que se pôde ouvir da transmissão da primeira Terça Megafônica na web rádio Independentes do Brasil a galera já tá cantando junto as músicas novas, não só as que já estavam no BelRock de vocês, como "Cachorro Blue" e "Nobre Desfecho" (aliás, por que esta não entrou no EP?). O Que Tá? vai se desdobrar num CD mais adiante?

Ficamos satisfeitos com o resultado do EP, ele vem sendo bem elogiado e isso nos deixa com a impressão de dever cumprido, mas sabemos que ainda falta muito. O Ulysses Moreira, do estúdio Mamute Mix, foi uma peça fundamental nesse processo; ele conseguiu deixar o EP com uma energia boa assim como o show. É legal ir tocar por aí e ver a galera cantando as músicas e comentando o EP. O CD terá o nome mantido, mas será mais completo: terá "Nobre Desfecho", que não entrou porque queríamos fazer uma alteração, e acabou que não deu tempo de fazer por conta da viagem ao Amapá, tínhamos pressa pra lançar e também já tínhamos começado a impressão das capas do EP. Queremos fazer também a gravação da música ''Amor, Amor'' do Magno, só que ainda estamos vendo como fazer isso.

Fotos de divulgação

* Publicado originalmente na seção "Banda da Semana"
do portal BelRock em 16/3/10

Na Trilha do Asfalto com a Veludo Branco (1)


Primeira parte do depoimento do vocalista e guitarrista da banda Veludo Branco, de Boa Vista, sobre a recente turnê pelo Rio Grande do Sul, na semana passada.

Por Victor Matheus

Sonho também é realidade

Ainda garoto, despertou na minha alma o amor pelo rock'n’roll. Passava horas grudado na guitarra, no violão, ouvindo, lendo, escrevendo e sonhando com a vida na estrada. Queria ser igual aos ídolos grudados na parede do meu quarto. Fazer solos de guitarra inspirados como o Slash, banguear como Angus Young e ter o feeling de Jimi Hendrix. Tocar com amigos, fazer shows, executar minhas músicas, ouvir o público pedir bis, viajar de ônibus, carro, avião, barco, dormir em hotel, banco de aeroporto, casa de estranhos, viver de música, e acima de tudo viver música.

Após 9 anos de ter feito meu primeiro show, na praça Ayrton Senna, em Boa Vista (RR), hoje posso dizer que sou um cara realizado naquilo que mais amo fazer: Música. Não tiro meu sustento dela, não pago minhas contas com ela, não faço megaturnês, minhas músicas não tocam na Transamérica, e nem os clips na MTV, muito menos ganho disco de platina, ou sou reconhecido na rua como um rock star, mas do pouco que já vivenciei com a Veludo Branco, já me basta para estar feliz, me olhar no espelho e dizer a mim mesmo que eu consegui chegar lá! É algo que não tem preço e nem se pode mensurar, é viver a música pelo prazer dela, e não pelo compromisso, pela formalidade, mas somente pelo prazer de estar no palco, mesmo que seja por apenas 30 minutos e saber que pra chegar lá você encarou 12 horas de avião, 5 horas de ônibus, 2 horas de sono, sem dinheiro no bolso, com a barriga colada nas costas de fome, para estar lá, em cima do palco, fazendo o que realmente te faz feliz de verdade.

Durante 7 dias, pude viver mais uma vez este sonho ao lado de 2 caras, duas amizades de valor incalculável para mim, do outro lado do Brasil. O mesmo sonho dos meus 13 anos. O mesmo sonho do garoto que punha o violão nas costas em pleno meio dia, subia na bicicleta e pedalava 6 km pra ir ensaiar num cubículo de 2x2 na casa dos amigos e sentia-se o garoto mais feliz do mundo por estar ali fazendo o que mais gosta, a música.


Nunca Fiz amizade Bebendo Leite

Caímos na estrada, ou melhor, no ar no dia 14 de março. Após 12h de vôo, a cidadezinha de Eldorado do Sul foi escolhida como nosso QG por fatores óbvios: hospedagem free na casa da minha tia Dedeti, deslocamento fácil e rápido para Porto Alegre e Grande Porto Alegre, e o mesmo clima de interior da nossa Boa Vista.

No primeiro dia (domingo) não tivemos show, e só havia chegado o Matuza e eu, já que o Mirocem só tinha previsão de chegar, por causa do trabalho, no dia do nosso primeiro show (17/3) em Porto Alegre. Então resolvemos explorar o ambiente. Encontramos a duas quadras do nosso QG um boteco, mas boteco mesmo, onde só alguns maltrapilhos beberrões estavam enxugando cerveja, conhaque e cachaça. Resolvemos encostar. Começamos a tomar uma geladíssima Polar (mas não a da Venezuela), enquanto observávamos o lugar, as pessoas, o clima. Percebemos muitas semelhanças com nossa terra, a começar pela praça que ficava na frente do boteco. Já era mais de uma da manhã e lá se encontravam alguns metaleiros, que nós costumamos chamar de True Metals brincando no balanço da praça. O que chamou a atenção, além da bizarrice de ver aqueles cabeludos de preto sorridentes no parquinho foi o que eles faziam na seqüência: balançavam-se até a maior altura que conseguiam e se tacavam no ar em um “mortal duplo twist carpado invertido”, caindo de cabeça no chão, e dando gargalhadas depois do feito “olímpico”. Realmente algo totalmente pitoresco para nós, e que nos rendeu boas gargalhadas também. Até então, entre uma cerveja e outra, o dono do bar trocava uma idéia rápida conosco. Lá pela quarta garrafa ele já estava sentado na mesa conosco e contando sua vida particular. É por isso que digo que nunca fiz amizade bebendo leite (risos). Naquela mesa de bar, descobrimos um cara que foi um baixista frustrado, divorciado, ex-mórmon, técnico em informática, dono de boteco, estudante de teatro, e um ninfomaníaco com taras por mulheres de óculos (risos). Realmente algo bem exótico para uma cidadezinha de 5 mil habitantes do sul do Brasil.

Com o frio batendo nas canelas, e nós, sem nenhuma noção de ter levado roupa de frio, resolvemos voltar pro QG e nos abrigar na calefação (2 camisetas, meias nas mãos e pés, 2 edredons e calça jeans) e curtir a embriaguez adquirida no boteco que batizamos de “Bar do Mórmon”. Mal sabíamos que somente tinha começado nossa aventura pelo sul do país e que ainda boas histórias estavam para vir, com muitas risadas, gafes, imprevistos, apertos e lembranças para o resto de nossas vidas. (continua...).