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sábado, 5 de junho de 2010

Na Rede: Sob o Signo da Delicadeza

Quinta-feira, 03/06/2010, 08h09

ENTREVISTA
Sob o signo da delicadeza
Cantora paraense Aíla brinda os fãs com EP virtual

por Sidney Filho, colaborador da Ecleteca
edição: Amanda Aguiar

Em apenas dois anos, a cantora paraense Aíla se tornou uma das grandes revelações da música do Pará. Nesse pouco tempo, ela já venceu várias etapas para o desenvolvimento da carreira, como por exemplo: em janeiro de 2009, o show ‘Intimidade’, em que dividia com Juliana Sinimbú e a banda Clepsidra o palco do Teatro Margarida Schivasappa, foi escolhido para abrir a programação cultural do Fórum Social Mundial. O show repetiu o sucesso ao ser reapresentado no mesmo local três meses depois.

Roberta CarvalhoA parceria com Juliana rendeu ainda uma apresentação na 13ª Feira Pan-Amazônica do Livro (Hangar, outubro de 2009) e uma longa temporada (de outubro de 2009 a fevereiro de 2010), no bar Relicário, do show ‘Fuxico de Madame’, que contou com várias participações especiais, como as de Arthur Nogueira, Gigi Furtado, Renan Pinheiro e a banda Tio Nelson.  O principal palco de Aíla têm sido os bares da noite de Belém – e não são poucos. Nestas apresentações, acompanham Aíla excelentes instrumentistas, a exemplo de Felipe Cordeiro, Márcio Jardim, Renato Torres, Arthur Kunz, Adelbert Carneiro e Minni Paulo Trio, marcando o nome com um talento inquestionável.  

Para sedimentar um pouco mais esta fase importante, os fãs da cantora poderão ouvir seu novo EP, ‘À Sua Maneira’, no blog Som do Norte, do jornalista Fábio Gomes, gaúcho e divulgador inquestionável da música daqui. Esse momento especial acontece nesta quinta-feira (3).

Para celebrar esse momento, Aíla conversou com a Ecleteca sobre a carreira, os planos para o futuro e relembrou as tardes musicais em família que a levaram aos palcos. Para conhecer mais sobre o trabalho de Aíla é só clicar aqui.

Quando e como começou o teu interesse pela música?

Esse interesse musical começou muito cedo. Lembro que minha mãe, que sempre foi uma amante de música brasileira, toda tarde separava uns vinis de sua vasta coleção e colocava para escutarmos. Passávamos a tarde toda ouvindo Rita Lee, Gal, Elis, Fafá, Caetano, Roberto, Wanderléia, Fagner, dentre tantos outros que eram seus ídolos. Todas essas tardes, de alguma forma, fomentaram minha paixão pela música. Meu avô Alexandre Magalhães também foi um grande motivador de tudo isso, ele era compositor e violonista autodidata, excelente violonista por sinal, e eu, indiretamente incentivada pelo talento dele e pelas influências musicais da minha mãe, com 11 anos iniciei meus estudos de musicalização na Escola de Música da UFPA (SAM), e lá permaneci por um ano e meio.

Parceria com Arthur Nogueira: sintonia

E quais são as tuas principais influências?

Bem, como citei anteriormente, convivi com as influências musicais da minha mãe desde pequena. Contudo, com o decorrer do tempo, naturalmente, comecei a ter contato com a obra de outros artistas também, de variadas cenas musicais, como Vinicius, Tom, Nara, Maria Bethânia, Gil, Benjor... outros mais recentes também, como Adriana Calcanhotto, Marina Lima, Maria Rita, Ceumar e Zeca Baleiro, além de músicos que fazem parte do meu meio de convívio, e que são fortes influências pro trabalho que realizo hoje, como Eliakin Rufino, Joãozinho Gomes, Dona Onete, Pinduca, Felipe Cordeiro, La Pupuña, dentre tantos outros...

Como você analisa o universo de possibilidades de divulgação do teu trabalho, através da internet?

Acredito que hoje a internet é a principal fonte de divulgação do meu trabalho, através, essencialmente, dos blogs, MySpace, Orkut, YouTube, que desde o início sempre foram de extrema importância para a interação com outros artistas e também a via mais rápida de contato com o público. Nesta quinta (3) acontece o lançamento do meu primeiro EP virtual, ‘À Sua Maneira’, pelo blog Som do Norte. Escolhemos que seja virtual porque é uma forma de conseguirmos atingir um número de pessoas consideravelmente maior do que se fosse um disco físico. E assim, acabamos nos adequando à tendência do mercado, que está cada vez mais voltada a essa nova maneira de distribuição, através de downloads.


Rodolfo Braga

 Aíla e Juliana Sinimbú: amizade que extrapola os palcos

Quais são os teus próximos projetos?

Nesse exato momento, o foco encontra-se no projeto do meu primeiro CD, ‘Vamos!”. Estamos na fase de pré-produção, iniciando o processo: concebendo a estética, fechando o repertório, encontrando a sonoridade, elaborando os arranjos, encontrando as timbragens dos instrumentos, e inúmeras outras tarefas que envolvem uma gravação de CD. Quando o CD estiver finalizado, terá início à fase mais trabalhosa, em que outros projetos virão para realizar nosso intuito de levar o trabalho para as mais diversas regiões do país - e para fora dele também, quem sabe? Sidney, agradeço a oportunidade de falar com você e com os leitores da Ecleteca e, para finalizar, quero informar em primeira mão que farei em agosto, no Teatro Margarida Schivasappa, um show com a prévia do CD.

* Publicado originalmente na Ecleteca em 03.06.10
  • Esta entrevista foi republicada por Sidney Filho hoje em seu blog Ver-o-Pop, com uma foto inédita e exclusiva de Aíla em ensaio de Aryanne Almeida, o clipe "À Sua Maneira" (2009) e a caixinha cantante do EP À Sua Maneira - a primeira vez que alguém atende ao convite que sempre fazemos: "Gostou da nossa caixinha cantante? Então copie o código e leve-a para cantar em seu site ou blog!" Obrigado, Sidney!

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