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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Foi Show: Balé de Luz - Juliele

Foto: Vânia Beatriz

Publicamos aqui o texto de nossa leitora Vânia Beatriz, sobre o mais recente show de sua conterrânea, a cantora amapaense Juliele. Você também pode colaborar conosco, escrevendo e/ou enviando fotos para nosso e-mail musicadonorte@gmail.com dos shows de artistas nortistas que curte.

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Foi Show! - Balé de Luz deu um baile!

O show Balé de Luz, da cantora amapaense Juliele, no dia 8 de maio, um sábado, na Choperia da Lagoa em Macapá cumpriu o que prometeu: marcar uma nova fase na carreira da cantora, conforme disse a produtora Sônia Canto, no texto de divulgação:

“Balé de Luz é uma referência a tudo aquilo que é banhado pela claridade, que movimenta e intensifica a vida e os cantares dessa diva em aprimoramento constante.

O show foi isso e um pouco mais. Já faz dois anos que Juliele lançou seu primeiro CD, que lhe rendeu comparações com a baiana Gal Costa e as paraenses Jane Duboc e Fafá de Belém. Para sua volta aos palcos amapaenses, a artista se cercou de muita gente boa, seja na produção do show, que teve direção musical do Maestro Manoel Cordeiro e direção artística de Túlio Feliciano; sejam os músicos da banda de base que a acompanha: Manoel Cordeiro (violão, violão de aço e bandolim), Alan Gomes (contrabaixo), Fabinho (guitarra), Bibi (saxes soprano e tenor, e flauta), Jefrei (teclado), Paulinho Queiroga (bateria), Valério de Lucca e Mestre Nena (percussão); sejam os produtores executivos Carlos Lobato e Sônia Canto.

Em sua voz suave e aveludada, Juliele apresentou repertório eclético, músicas conhecidas na voz de grandes artistas brasileiros, como Chico Buarque, Roberto Carlos e Wanderléa, intercaladas com músicas de também grandes compositores e cantores da região amazônica, como Fernando Canto, Joãozinho Gomes, Nivito Guedes, Nilson Chaves, Enrico di Micceli, Osmar Junior e Zé Miguel.

A abertura do show foi com “Pela cauda de um Cometa” (Fernando Canto - Nivito Guedes), uma referência à sensibilização para as questões ambientais, seguindo-se vários “sucessos inesquecíveis”, todos com nova roupagem. Assim se ouviu e se cantou junto as músicas: "Miudeza" (Nilson Chaves - Celso Viáfora), "Eu já nem sei" (de Roberto Correa e Sylvio Son, gravada por Wanderléa)
, "Meu Disfarce" (de Chico Roque e Carlos Colla, gravada por Fafá de Belém), "Cabide" (Ana Carolina),
dois sucessos de Roberto Carlos -
"Quase fui lhe procurar" (Getúlio Cortes) e '"Amor Perfeito" (Michael Sullivan - Paulo Massadas - Lincoln Olivetti - Robson Jorge) -
e uma faixa do primeiro CD de Juliele, "Todas as Línguas" (Nilson Chaves - Carlos Corrêa).

Foto cedida por Sônia Canto

Enquanto a banda tocava a instrumental "Olhando dos Andes" (Manoel Cordeiro), Juliele vestiu-se de vermelho e voltou ao palco, já era quase domingo Dia das Mães, surpreendeu e emocionou cantando uma música que aprendeu a cantar com a mãe: “Meu coração, não sei por quê , bate feliz quando te vê... " ("Carinhoso", de Pixinguinha e João de Barro).

Alguns dos princípios básicos do balé foram percebidos na posição cênica de Juliele: a disciplina, a leveza e harmonia das bailarinas clássicas. No palco, a menina de jeito tímido, que se iniciou na música cantando em reuniões familiares, traçou os passos de seu balé solo, não de sapatilhas, mas de pés descalços, fazendo se agigantar a diva que canta e baila, do fado ("Tanto Mar", de Chico Buarque) ao marabaixo ("Pra onde tu vais rapaz", música em domínio público).

Desenvolta e generosa, soltou a voz, repartindo com o público o que definiu como "presentes" que ganhou - duas composições inéditas: "Balé de Luz" (Fernando Canto - Manoel Cordeiro) e "Sem fim" (Evaldo Gouveia). As surpresas não pararam por aí. Quando se iniciaram os acordes de "Pérola Azulada" (Zé Miguel - Joãozinho Gomes), outra elegia ao planeta Terra, pensei estar havendo engano, pois a introdução não lembrava nada a que eu conhecia - tanto que Raul Marreco a considerou, em texto publicado no blog Página Cultural uma “inédita versão country inteligentemente conduzida”. Tivemos ainda "Pedra de Mistério" (Enrico di Micelli - Osmar Jr.) e "Meu endereço" (Fernando Canto - Zé Miguel).

O show durou cerca de uma hora e meia, mas foi tão envolvente que não percebi o tempo passar e ainda deixou o gosto de quero mais. “Foi bonita a festa, pá, fiquei contente...” Juliele e o público, também. Não foi à toa que ela escolheu a música “É hoje” (Didi - Maestrinho) para o bis: “Diga, espelho meu, se há na avenida alguém mais feliz que eu ...”. Assim estavam todos os que estiveram assistindo ao espetáculo, muito mais felizes!

Vânia publicou em seu Orkut essa montagem
feita com fotos cedidas por Sônia Canto

* Vânia Beatriz de Oliveira é amapaense radicada em Porto Velho, comunicóloga, pesquisadora em Comunicação e Desenvolvimento Rural Sustentável, trabalha com o uso de música amazônica em atividades de educomunicação cientifica e ambiental. Por ocasião do show de Juliele, estava em Macapá para passar o Dia das Mães em família.

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