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domingo, 6 de junho de 2010

Debate Brasil: Publicação de Projetos Culturais em Fase de Captação via Lei de Incentivo


Ontem eu conversava com uma artista do Norte quando me dei conta de há uma lacuna na cobertura que é feita na área cultural: os veículos divulgam abertura de editais para inscrição de projetos culturais em leis de incentivo, posteriormente anunciam os contemplados para iniciar captação de recursos, e estes projetos só voltam a ser noticiados muito tempo depois, quando tiverem sido concluídos - o que só vai acontecer se de fato captarem os recursos que precisavam. A lacuna se dá justamente na fase da captação: não existe um espaço onde artistas, bandas e produtores culturais possam divulgar os projetos que têm aprovados em leis de incentivo à cultura (ou, se existir, eu desconheço).

Pessoalmente, acredito que um espaço como este aumentaria as possibilidades das diversas iniciativas obterem o patrocínio que buscam. Bem, mas esta é a minha opinião. Quero saber a sua. Pergunto, então:
  • Você - artista ou produtor cultural - considera importante publicar seus projetos que estão em fase de captação de recursos? Acredita que aumentar a visibilidade do projeto facilitaria a obtenção dos patrocínios?
O espaço para debate é este post, que ficará em destaque no blog até a noite do domingo, 6 de junho. Utilize o campo de comentário. Peço que comece o comentário com "Sim" ou "Não", para facilitar o acompanhamento por todos. Relatos de casos são bem-vindos. Informe se você conhece algum site ou blog onde a referida publicação já ocorra. Ofensas pessoais ou mensagens de cunho político-partidário serão apagadas.

Na hipótese da maioria dos debatedores optar pelo "Sim", comprometo-me a criar dois espaços para a publicação proposta - um, aqui no blog, apenas para projetos da região Norte, e outro, no site www.jornalismocultural.com.br, para iniciativas do Brasil todo.

Fabio Gomes - 31.05.10

10 comentários:

  1. Acredito ser de suma importância divulgação de projetos em fase de captação. Mas também desconheço qualquer veículo que tenha esse tipo de atividade. Muitos projetos culturais deixam de ser concluídos por não conseguirem nenhum tipo de contrapartida, e isso se dá pelas dificuldades na divulgação do mesmo . Atualmente a internet é o campo de maior facilidade de propagação, mas a internet trabalha com um sistema de confiança, e isso não se consegue do dia pra noite. Por isso, muitos dos projetos que vejo serem divulgados na internet não alcançam um patamar que assegure o usuário dessa tal “confiança”. Seriam necessários outros fatores e outros veículos para essa empreitada.

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  2. Sim...

    acredito que a divulgação de projetos em fase de captação pode ajudar a conseguir patrocínio. Montamos um projeto e levamos à captação de recurso, mas se não divulgarmos pode ser que nao consigamos o resultado esperado. Temos meios eficazes de fazer isso, e concordo com a Karina, quando fala sobre a internet. A conquista da confiança na internet para que ela se transforme em um apoio fortuito no conseguimento de parceiros para a realização de um projeto deve ser apoiado por outras formas de divulgação, e é isso que deve ser analisado também.

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  3. Sim. Acho de extrema importância a cobertura da mídia sobre esses projetos em fase de captação, e não só em produção. Porém, a imprensa e a mídia em geral ainda trata o incentivo fiscal somente como uma opção de merchandising da empresa na logo do evento, do produto, etc. Recentemente em sala de aula da pós que faço (Produção e crítica Cultural), discutimos o posicionamento da imprensa sobre as leis de incentivo e o papel das empresas para com esses projetos, tanto culturais quanto de outras áreas. Nesse diálogo vimos que alguns jornalistas ignoram os projetos em andamento, pois acham que assim não fazem publicidade, evidentemente para não agredir a linha editorial de determinado veículo. Por exemplo, o veículo A apoiado pela empresa A jamais irá noticiar o projeto financiado com incentivo da empresa B. Perdendo esse espaço, os projetos aprovados encontram muitas dificuldades nessa fase de captação. Assim prosseguem no ciclo vicioso, velhos projetos financiados por grandes empresas.
    Na nova proposta de Lei de Incentivo à Cultura, o MinC promete facilitar essa forma de captação e principalmente democratizar o acesso a projetos de todas as regiões do Brasil (saindo do eixo Rio-SP). Agora veremos!

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  4. Sim!
    Acho deveras importante esse espaço a ser criado para divulgação de projetos que ainda não foram contemplados por leis de incentivo a cultura.
    Esse é um grande passo para o que considero "ideal" para a divulgação da cultura: Fundo de Cultura.
    Nesse fundo seria depositado valores para possibilitar os projetos culturais escolhidos, sem precisar passar pelo "crivo" das empresa.

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  5. Que bom, o pessoal se manifestando e até o momento o "sim" vencendo...

    Uma observação quanto ao que disse Cris Simões agora: o debate é sobre projetos que, inscritos em leis de incentivo, recebem aprovação para buscar recursos. Só que hoje ninguém tem como se informar sobre esses projetos, e muitos não conseguem obter o dinheiro necessário - daí a minha pergunta: ter divulgação disso não os ajudaria a alcançar o patrocínio?

    O que Cris fala é outra modalidade, que já existe nacionalmente e também em alguns Estados e municípios: os fundos de cultura. Aliás, aqui há um caso curiosíssimo: enquanto o fundo de Porto Alegre (Fumproarte) é exemplo premiado nacionalmente, o fundo do estado do Rio Grande do Sul nunca saiu do papel. Inscrevendo-se num fundo, o artista ou produtor ao final do processo recebe (ou não) o recurso diretamente do gestor - no exemplo de Porto Alegre, a Secretaria Municipal da Cultura, que cobre até o limite de até 80% do valor total necessário; os outros 20% devem ser buscados de outras maneiras. Então nem sempre o fundo por si só "basta".

    De todo, é evidente que ter várias formas de financiar projetos culturais é extremamente salutar - principalmente se for atingido o objetivo de todos, que é concretizar os projetos sonhados!

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  6. Sim.
    Obter divulgação durante o processo de criação é indispensável.Creio que com isso a captação de recursos aumente mais e obter patrocínio fica muito mais fácil, tendo em vista que esse projeto já está com um publico mesmo antes de ser concluído.Com a mídia e internet estando o tempo todo diante de nós isso facilita bastante na divulgação e no contato com patrocinadores.
    Sou totalmente a favor.Acho indispensável, como já disse.

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  7. SIM, Fábio, com certeza este espaço é uma lacuna enorme. Os projetos quando aprovados na Lei Semear, Tó Teixeira ou (a ex) Rouanet são divulgados, quando muito em uma lista, com apenas com seu nome, sem maiores explicações.

    O projeto do DVD Mestre Vieira 50 Anos de Guitarrada, por exemplo, está aprovado pela Semear, em fase de captção, e mesmo com alguma difusão em matérias veiculadas pelo Diário do Pará, aqui em Belém, foram poucos que se antenaram.

    Acredito que um espaço próprio para isso, divulgando bons projetos, onde qualquer um pode ir lá e consultar, sem dúvida ajudaria a todos nós, produtores culturais e também aos empresários interessados.

    Caso você crie o espaço, me comprometo em ajudar a divulgá-lo para que todos saibam onde buscar projetos a serem patrocinados.

    Muito boa ideia, vc como sempre muito atento!

    bjos

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  8. Agradeço as novas manifestações do Jean e da Luciana.
    O debate segue em alto nível; é por isto que o fato de serem poucos os comentários não me preocupa. Como já disse no Twitter, poucas e boas opiniões.
    Minha motivação vem exatamente do que falou a Luciana - quando ocorre o anúncio dos projetos que podem captar, isso é feito de modo extremamente resumido. Quase nunca há um detalhamento mínimo que seja do projeto, nem contatos dos proponentes. A lista cuja criação coloquei em debate poderia começar a diminuir esta distância entre o número de ações propostas e as efetivamente realizadas.

    abraços a todos, e até domingo o debate segue!

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  9. A idéia da Luciana é muito boa. Acredito que o som do norte é um veículo apropriado para fazer este tipo de trabalho. Como garantem todos os comentários acima, é de suma importância ter um espaço para que os projetos tenham visibilidade, e conseqüentemente reconhecimento de outras pessoas. Assim O Som do Norte poderia fazer isso né?

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  10. Com certeza, Karina, o Som do Norte poderia fazer isso sim, como aliás eu falei no final da postagem. E pelo visto é o que vai ocorrer, pois ninguém veio se manifestar contra a ideia (o que de algum modo eu já esperava) nem foi relatado que já exista um espaço como o proposto.
    Porém, recém é quinta, até domingo o debate segue aberto.

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