Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Agenda Belém: Lia Sophia


No dia 5 de maio, Lia Sophia faz no Teatro Margarida Schivasapa (Centur) show de lançamento de seu terceiro CD, Amor Amor, em que faz releituras de clássicos do brega romântico nortista.

O show 

A cantora estará acompanhada por banda integrada por grandes músicos da cidade: Adelbert Carneiro (contrabaixo), David Amorim (guitarra), Edvaldo Cavalcante (bateria), Jacinto Kawhage (teclado), Márcio Jardim (percussão) e Dj Pro.Efx (programações eletrônicas). A direção musical é da própria Lia, juntamente com Adelbert Carneiro. Cenário e iluminação de Nando Lima e produção e direção geral de Taísa Fernandes. O show inicia às 20h e tem o patrocínio do Banco da Amazônia. Ingressos a R$ 10, já à venda na loja Ná Figueredo. 

O CD 
Amor Amor é o terceiro álbum da cantora, compositora e instrumentista Lia Sophia. Neste CD, a artista encarou um grande desafio: resgatar grandes clássicos da música brega da região Norte. Por ter a infância rodeada por essas canções, Lia diz que "esta é uma volta ao passado com um olhar de agora”. 

Após três anos de pesquisa sobre o vasto e diversificado universo do Brega da região Norte, o resultado foi este: a releitura da música brega de uma maneira contemporânea e ousada, tanto nos arranjos quanto na sonoridade. 

Com a direção artística nas mãos, a artista misturou elementos da música eletrônica com células percussivas de ritmos regionais como o Lundu e o Marabaixo, imprimindo personalidade na interpretação e surpreendendo nos arranjos.

Trabalho produzido e mixado por Alexandre Moreira, produtor musical responsável por dezenas de memoráveis trabalhos ao lado de grandes artistas da MPB, contou também com a combinação dos talentos de Flávio Mendes, maestro e arranjador, do baixista Alberto Continentino e do percussionista Mapyu.  

Entre as regravações, destaque para “Tchau, tchau amor”, de Bella Maria e Ivan Peter, música de grande sucesso na década de 80 e , que ainda hoje é muito tocada em bailes da saudade que acontecem na periferia da cidade de Belém. “Amor Amor”, de Magno e André Carlos, e “Minha Amiga” de Mauro Cotta e Cláudio Lemos. 

Lia Sophia abre seu baú de memórias musicais para falar de amor e lhe envolverá em uma viagem romântica e cheia de swing, por delicadas letras e melodias que marcaram as décadas de 80 e 90.  

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Agenda Belém: Aíla Magalhães


Maio promete em Belém. A cantora Aíla Magalhães fará dois pockets shows no Bar São Matheus nos dias 14 e 21, duas sextas, a partir das 22h, com couvert a R$ 10. 

Acompanhando Aíla, Felipe Cordeiro (violão), Marcel Barreto (guitarra e programações), Arthur Kunz (bateria) e Mauricio Panzera (baixo). 

E o que Aíla cantará? Ela mesma me respondeu há pouco no MSN:

- Músicas que estarão no meu CD, como "Cinema Tupiniquim", "À Sua Maneira", "Vamos", as dos festivais, né? Mas também coisas novas do Arthur Nogueira, Paulo Moura, Jorge Andrade...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Diz Aí: 16-Bits


Nesta entrevista exclusiva, a banda 16-Bits, de Novo Repartimento, Pará, comemora o sucesso do EP Resistor, lançado pela Central de Abastecimento do Som do Norte, e comenta os shows mais recentes - 2ª Blitz Cultural (Novo Repartimento, 11 de abril) e Se Rasgum Clássica (Belém, 17 de abril). A entrevista foi feita por e-mail dia 14 de abril e complementada hoje de tarde. 

Som do Norte - Vamos começar pela pergunta inevitável: Cadê o baterista? Ou, tentando ser menos óbvio: vocês conhecem alguma outra banda de rock que não tenha baterista?

16-Bits - A principio a ausência de baterista surgiu por necessidade, porque numa cidade pequena como Novo Repartimento achar uma pessoa que goste ou tenha tendências a ouvir sons alternativos já é muito difícil, imagina encontrar um músico que compartilhe destas “qualidades”, ou seja, praticamente abandonamos esta possibilidade, nos conformamos e nos adaptamos. Apesar de parecer uma deficiência, usamos isto como um trunfo, podemos adicionar no nosso leque uma infinidade de samples e synths, mais é claro que usamos isto com muito cuidado, procuramos não exagerar muito na dose. Eu não me recordo no momento de bandas mais antigas que usavam bateria eletrônica, salvo as clássicas do eletrônico como o Kraftwerk. Tenho referências mais atuais como o Metronomy e o The XX, todas estas flertam muito com o electro e o rock. O Metronomy hoje em dia já toca com baterista humano, vamos seguir também este caminho em breve pois estamos treinando um baterista, por aqui as coisas só funcionam assim.

Som do Norte - Em 2008, vocês lançaram um single intitulado Destino: Conformismo, com duas músicas que foram incorporadas ao EP Resistor. Por que isto aconteceu? E para quando planejam um CD "cheio"?



16-Bits -  Todas as nossas gravações são feitas em casa, o que tínhamos planejado era lançar um EP com 6 músicas, sendo 5 inéditas, mais por infortúnio do destino o HD do computador onde estavam meses de trabalho e gravações queimou quando faltava pouco para finalizarmos o EP. Foram 2 semanas de choro e lamentações até a decisão final, que foi lançar as 3 músicas que já estavam prontas e que foram salvas junto ao single gravado em 2008, formando assim um EP de 5 faixas. As faixas “Destino: Conformismo” e “Surreal” que compunham o single foram agregadas na sua forma original como “Bonus Tracks”. O CD cheio ainda passa um pouco longe da gente, pois queremos gravar mais alguns EPs, este ano ainda sai um novo.

Som do Norte - A cidade de Novo Repartimento fica a que distância de Belém? O que vocês destacariam da cena cultural da cidade? Contem como foi a 2ª Blitz Cultural, que aconteceu no Centro Catequético no dia 11 de abril, um domingo.  

16-Bits -  Novo Repartimento fica a mais de 500 km de Belém, a viagem até lá leva umas 12h de ônibus, é bem cansativa. A gente vem lutando há muito tempo pela nossa cena, as coisas pro interior sempre são mais atrasadas, o povo ainda tem uma visão mais preconceituosa em relação ao rock, mas sempre estivemos preparados pra isso. As coisas estão melhorando de uma forma que não imaginávamos há algum tempo atrás, já está nascendo um público fiel pra 16-Bits, na 2ª Blitz Cultural a galera não parava de agitar e cantar as músicas, rolou até gente fazendo mosh de cima do palco, foi fritante! Sem falar que já estão surgindo novas bandas além da gente, o que é ótimo! Trouxemos pela primeira vez uma banda de fora para tocar na cidade, o Anja, de Tucuruí, e fizemos a estreia da Anarcose, banda nova local, foi um evento memorável!

Som do Norte - O primeiro show de vocês em Belém foi nas Seletivas do Festival Se Rasgum de 2009 (foto ao lado), não é? E sábado, dia 17, vocês voltaram à capital sendo a atração principal da festa Se Rasgum Clássica no Café com Arte, marcando o lançamento oficial do EP Resistor. O que podem nos contar desses dois momentos?

16-Bits - Ter tocado nas Seletivas Se Rasgum foi uma experiência muito boa, pois deu pra sentir a seriedade do trabalho deles, som de primeira linha e equipe impecável, fizemos muitas amizades naqueles dias, desta vez fomos convidados por eles, o que foi uma grande honra. A festa de sábado foi ótima, o público compareceu em massa, o nosso dia foi bem cheio, mais sobrou um gás extra pro palco do Café com Arte, foi beeeem legal a festa! Queremos voltar lá outra de novo, desta vez, só pra curtir.

Som do Norte - No começo do ano vocês já tinham estado em Belém, tocando no Grito Rock. Vocês não participaram das Seletivas; foram convidados pelo Coletivo Megafônica ou fizeram a inscrição pelo site Toque no Brasil? Aquele convite da Brown-Há pra tocarem em Brasília teve algum avanço? Fora esta, alguma outra viagem em vista?

16-Bits - Fizemos como todas as bandas, nos inscrevemos pelo site Toque no Brasil, mas sempre em contato com todo o pessoal da Megafônica. Este foi um evento de grande importância do calendário do rock, conhecemos muita gente, reforçamos parcerias como a do Brown-Há. O convite ainda está de pé, só falta mesmo é agendar e organizar a melhor maneira de descer pra lá. Os convites estão surgindo sempre, aqui pelas cidades do interior como Marabá, Tucuruí e Parauapebas, e também de fora do estado como Macapá, Boa Vista e Palmas. O que falta mesmo é a grana pra ir para todos os lugares, mais a gente chega lá, com certeza!


No Grito Rock Belém 2010

Som do Norte - No mesmo dia da Blitz Cultural, 11 de abril, o EP Resistor foi lançado aqui no blog como segundo título da nossa Central de Abastecimento. Como vocês receberam o convite? E como tem sido a repercussão? Vocês notaram o aumento do número de downloads, ou comentários da galera, depois deste lançamento aqui?

16-Bits - Ser o segundo título da Central de Abastecimento aqui do Som do Norte também foi incrível, pois vimos que antes da gente veio o La Pupuña, que é uma grande banda aqui do Pará, estamos bastante honrados e felizes por tudo isso. O blog tem uma boa visibilidade e foi o primeiro a disponibilizar o EP, os downloads estão aumentando consideravelmente. Acho que o feedback deste lançamento vai ser sentido em parcelas, já há interesse de outros blogs em postarem o EP, as coisas vão aumentar naturalmente.

 


Você ainda não tem o Resistor? Dirija-se então à nossa Central de Abastecimento, baixe as músicas e boa viagem sonora!







quarta-feira, 21 de abril de 2010

Agenda Solidária: Curitiba no Choro


II Festival Curitiba no Choro
Concurso Nacional de Composição – Edição 2010

23 de abril – 21h – Semifinal
24 de abril – 21h – Finalíssima e Show com Pedro Amorim, Proveta e regional.

Ingressos: R$ 10 – inteira, R$ 5 – para estudantes, idosos, músicos e para quem doar um agasalho

Local:
Auditório Poty Lazarotto – MON – Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999
Centro Cívico
Informações: 41- 3222 0355

terça-feira, 20 de abril de 2010

Na Rede: Regis Tadeu destaca Boddah Diciro


Mais uma vez, quem lê o Som do Norte acompanhou primeiro as tendências musicais. Depois que, na semana passada, Nelson Motta destacou o trabalho da roraimense Euterpe, a cantora-compositora do nosso Disco de Mês de abril (Batida Brasileira), agora foi a vez do editor das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo e Batera, Regis Tadeu, apontar a banda do nosso Disco de março, a tocantinense Boddah Diciro, como um dos "novos expoentes do rock nacional".

O destaque aconteceu hoje pela manhã na estréia da Galeria do Regis, comentário em vídeo que irá ao ar a cada 15 dias no site Yahoo! Brasil, alternando com colunas escritas. Assista aqui o comentário na íntegra; na postagem original, você pode ver o que os internautas já andaram comentando a respeito dos destaques de Regis, que incluíram também as bandas goianas Black Drawing Chalks e Shakemakers e a paulista Alarde.




Repercussão

Mini Box Lunar em destaque no jornal A Tarde (Salvador)

Agenda São Luís: Timbres e Temperos


Os sons do Amapá na capital do Maranhão: Patrícia Bastos, Enrico Di Micelli (à esquerda na foto) e Joãozinho Gomes (à direita) apresentam o show Timbres e Temperos no Teatro Arthur Azevedo segunda, dia 26, às 21h. O espetáculo integra o projeto Amazônia das Artes.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Foi Show: 3ª Noite do Tendencies Rock Festival


Depois de duas noites com lotação máxima, o 7º Tendencies Rock Festival registrou um público ligeiramente menor no encerramento, dia 17. O que não quer dizer menos agito: nem a ligeira chuva que caiu no início do último show desanimou a galera de Palmas - quem prestigiou os shows curtiu uma noite de rock pesado que beirou a perfeição. Um dos motivos foi a excelente curadoria do produtor André Donzelli (Porkão) - conforme os shows se sucediam, ficava claro que havia uma lógica a presidir a junção dos nomes escalados para tocar no palco do Tendencies neste sábado.

Sim, muitos dos elementos que garantiram o sucesso da apresentação do inglês Blaze Bayley (ex-vocalista do Iron Maiden) - a melhor do festival e que certamente ficará na história de Palmas - estavam presentes em vários dos shows anteriores:
  • a intensa interação com a platéia também marcou os shows de Maquinários, Trampa e Mukeka di Rato. O baixista do Lopes e dois músicos do Trampa chegaram a descer no palco para tocar entre os fãs.
  • o rock pesado (fosse hard, fosse metal) marcou a sequência dos quatro últimos shows da noite - pela ordem, Trampa, Lopes, Mukeka e Bayley
  • e para estes quatro nomes (Trampa, Lopes, Mukeka e Bayley) a participação no Tendencies representou o primeiro show em Palmas.
Houve outros 'diálogos criativos' entre os diversos shows:
  • Mohanna e Mukeka contaram com participação especial de fã cantando - o vocalista de cada banda chegou à beira do palco e convidou alguém do público para completar o refrão
  • rodas de pogo marcaram o shows de Mohanna, Trampa, Lopes e Mukeka
E a noite de sábado registrou ainda alguns momentos inesquecíveis:

Maquinários no 7º Tendencies Rock Festival
- 17/4/10
  • o excelente show de Maquinários, que une uma série de influências (do hard rock ao country, presente inclusive no figurino dos músicos, como se vê na foto acima) num som que em certos momentos lembra o da Veludo Branco, de Boa Vista. Maquinários fez o segundo show da noite e agitou a galera - boa parte dela constituída de fãs fiéis desta banda de Palmas, que cantaram todas as músicas e foram citadas nominalmente pelo vocalista Ivan Silva nos agradecimentos. Entrevistei duas delas, Rejane Alves e Julianna Silva. Vamos ouvir:


    OK, vocês querem saber porque Rejane, Julianna e as outras fãs curtem tanto a banda... Então escutemos um trecho do show de Maquinários nessa noite que encerrou o Tendencies Rock Festival:

  • Três integrantes d'A Babba de Mumm-Rá fizeram uma breve participação especial no show de Lopes. Ouve aí:


  • tanto Maquinários quanto Capelinos abriram o show com uma música instrumental. Aliás, boa parte das músicas de Capelinos tem longas introduções, solos e finalizações instrumentais, em algumas composições o canto aparece mais como uma intervenção vocal do que no formato consagrado entre nós de ênfase à letra.
  • ah, e teve O pulo! Uma hora, a Trampa diminuiu o volume do seu som e o vocalista André Noblat convidou o público a se sentar no chão do Tendencies, preparando um grande salto coletivo para quando o som voltasse ao peso anterior (foi para coordenar isto que o baixista desceu do palco). Indescritível a energia da galera palmense saltando, só vendo para ter idéia (espero conseguir uma foto desse momento com o Eduardo Mesquita).
Neste último dia, além das fãs da Maquinários, entrevistei:
  • Fábio Mozine (d'Os Pedrero e Mukeka)

  • Lopes

  • André Noblat - Trampa

  • Diogo (dos Hellbenders)

  • e novamente Carol Pasquali (da Girlie Hell)

As entrevistas com as bandas tocantinenses serão feitas por e-mail nos próximos dias. E aguarde, em breve vou publicar aqui mais fotos e vídeos feitos pela Mari Camata

Ajude-nos a completar esta cobertura: se você tem fotos do festival, mande para musicadonorte@gmail.com. Use o mesmo e-mail para nos informar links de vídeos de shows do 7º Tendencies que você tenha postado no YouTube. E abuse de nossos campos de comentário para falar o que você achou dos shows e do evento em geral. O 7º Tendencies Rock Festival acabou só no palco; aqui no Som do Norte ele ainda vai durar muuuuito!

Mais uma vez nossos parabéns ao Porkão e toda sua equipe pela excelente produção do evento, e nossos agradecimentos por ter nos convidado a acompanhar de perto estes grandes momentos do rock no Tocantins.

Encerramos esta cobertura dividindo com vocês um presente que recebemos do Marcão, guitarrista da Baba de Mumm-Rá: 10 fotos inéditas e exclusivas do showzaço de Blaze Bayley! Nhá!










sábado, 17 de abril de 2010

Foi Show: 2º Dia do Tendencies Rock Festival


Palmas, TO -
O melhor show desta sexta, 16 de abril, segunda noite do 7º Tendencies Rock Festival, foi o da banda Os Pedrero. Aliando o rock pesado ao bom humor, os capixabas não deixaram ninguém parado ao tocar seus clássicos (como "Eu Odeio Trabalho") ou ao fazer inusitadas releituras, como a de "Ela Não Gosta de Mim", do repertório do Dominó (sic!). Foi neste show que rolou a primeira roda de pogo da noite.

O 'peso' foi o denominador comum a todas as bandas da sexta, dominada pelos sons do hard rock e do metal. Foi assim desde a abertura, perto das 22h30, com a banda local Herdeiros e Reis, vencedora da seletiva promovida pelo festival, até o encerramento, quase 6 horas depois, com Raimundos. Das seis bandas anunciadas, apenas N3CR não se apresentou; o grupo não conseguiu sair de Cuiabá devido a problema na emissão das passagens aéreas.

As bandas goianas foram um capítulo à parte. Girlie Hell e Hellbenders tiveram, cada um, sua difícel missão a cumprir. Girlie, por tocar após Os Pedrero e por não contar com sua vocalista, Sarah Bastos, que não pôde chegar em Palmas a tempo. A guitarrista Bullas Attekita assumiu o vocal e conduziu muito bem o show, que gerou ao menos uma das imagens inesquecíveis deste Tendencies - a guitarrista Caju sendo abanada por uma menina da platéia, devido ao forte calor. Girlie aproveitou a apresentação no Tendencies para estrear em show sua nova canção "Hey Hey Hey". Destaque ainda para a excelente participação especial de Samia, da Boddah Diciro, que dividiu com Bullas o vocal de "Get Off". (Foi a primeira vez na vida que Samia cantou sem se acompanhar à guitarra). O público no Tendencies já era bem expressivo nesta hora.


Já Hellbenders fizeram um show com pegada vigorosa, superando a contento a difícil missão de tocar logo antes de Raimundos, a atração mais esperada da sexta.

O show de Raimundos começou animado, com o público que lotava o Tendencies curtindo muito e cantando junto os grandes sucessos da banda, como podemos ouvir aqui. 



Porém a participação de Raimundos no festival teve um final conturbado. Desde o início Digão reclamava a todo momento de algum problema técnico no som. Às 3h05, depois de tocar Ramones e reggae, entregou a guitarra a Canisso e deixou o palco, indo para o camarim, onde chegou reclamando: "O som bichou, não dá pra tocar assim." Pelos oito minutos seguintes, Canisso procurou administrar a situação, interagindo com a platéia, até que às 3h13 Digão retornou ao palco. Os ajustes no som se seguiram, Digão chegou a tocar um set semi-acústico por mais alguns minutos (Canisso foi para o meio do público assistir), até que se concluíssem os ajustes solicitados no som, e às 3h30 o show foi retomado a pleno. Foi o grande momento do show de Raimundos; grande roda de pogo se formou ao som de clássicos como "Mulher de Fases" e "Eu Quero Ver o Oco". Foi esta roda de pogo, porém, a responsável pela interrupção seguinte. Algumas pessoas passaram a dar saltos, de costas, em direção ao palco, sendo prontamente retiradas pelos seguranças. Às 3h50, Digão parou novamente o show, para solicitar que as pessoas evitassem pular, ou que se o fizessem em seguida pulassem de volta para a frente, evitando ficar no palco. Dali em diante, só mais um rapaz pulou, e foi empurrado de volta por Digão, que naquele momento não estava tocando guitarra e segurava apenas o microfone. O show seguiu sem maiores incidentes, e foi encerrado às 4h05, uma hora após a saída de Digão do palco.

Quero cumprimentar a produção do Tendencies Rock. Durante toda esta hora final, não se registrou nenhum incidente, nenhuma briga, e pouco depois do final do show a platéia começou a deixar o Tendencies em perfeita ordem.

***

Ontem gravei entrevistas com Carol Pasquali (baterista da Girlie Hell) e Samia. Aliás, a bem da verdade, inicialmente Samia entrevistou Carol para a 96 Rock, e depois é que eu as entrevistei, primeiro Samia e logo em seguida Carol. É o que vamos ouvir na sequência. 



A entrevista que ouvimos a seguir quem fez foi Eduardo Mesquita, do site O Grito do Inimigo, de Goiânia, que ouviu Fábio Mozine, d'Os Pedrero e da Mukeka Di Rato. Eu e Mari Camata somos citados no início da matéria, e até podemos ser ouvidos aqui e ali, mas quem conduziu os trabalhos foi mesmo Eduardo. O papo, um verdadeiro balanço em tudo que Mozine anda fazendo nos últimos tempos, foi gravado antes do show d'Os Pedrero na sexta. 


O 7º Tendencies Rock Festival encerra hoje, com shows de Mohanna, Maquinários e Capelinos (as três do Tocantins), Trampa (DF), Lopes (MT), Mukeka Di Rato (ES) e o inglês Blaze Bayley, ex-vocalista do Iron Maiden. Os shows iniciam a partir das 21h.

A banda goiana Necropsy Room cancelou sua participação no show deste sábado. Os motivos foram detalhados por Eduardo Mesquita no site O Grito do Inimigo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Foi Show: 1º Dia do Tendencies Rock Festival


Palmas, TO - Desde ontem, estou na capital do Tocantins, cobrindo o 7º Tendencies Rock Festival, a convite da produção do evento. Outros jornalistas aqui presentes são Eduardo Mesquita, do site O Grito do Inimigo (Goiânia), e Mari Camata, do blog À La Maryjanne (Ji-Paraná, RO), cujas fotos e vídeos irei republicar aqui.

O show que mais mexeu com a galera foi, sem dúvida alguma, o de Dado Villa-Lobos com participação especial de Toni Platão. Dado interpretou músicas de seu disco recém-lançado, Jardim de Cactus, e com Toni relembrou grandes hits da Legião Urbana, como "Pais e Filhos" e "Será" - responsável, aliás, por um dos momentos de maior emoção da noite. O roteiro do show previa que, após cantar "Será", Dado e Toni deixassem o palco, para um momento solo dos músicos da banda. O solo aconteceu, mas só depois de o público que lotava o Tendencies cantar em coro, como se houvesse sido combinado, a música "Será" inteira. Naturalmente, ao final a galera pediu bis.

Dado Villa-Lobos no Tendencies Rock Festival - 15/4/10
(Foto: Mari Camata)

Outro show que mereceu os pedidos de bis que recebeu foi o dos paulistas da The Moxine. Das bandas locais, o destaque foi o excelente show estilo "rock anos 80" da Véietu. O show da Essência de Horácio não chegou a empolgar o público que recém começava a chegar o Tendencies, na abertura dos trabalhos. E a performance de palco com uma certa ênfase cênica, aliada à qualidade das músicas, marcou o show da Dona Quitéria, segunda banda a se apresentar, e que contava com a presença de animado e dedicado fã-clube, com uniforme e tudo (muitas meninas vestindo a camiseta com as iniciais DQ).

Já entrevistei:
  • Celso (da Véietu)
  • Dado Villa-Lobos
  • e Toni Platão
  • Samia Cayres me autorizou a reproduzir a entrevista que fez com Mônica, da Moxine

     

Por aqui, segue o rock hoje com Herdeiros e Reis, N3CR, Os Pedrero, Girlie Hell, Hellbenders e Raimundos, a partir das 21h, no Tendencies Rock Bar. Samia, da Boddah Diciro, fará participação especial no show da Girlie Hell.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Disco do Mês: Nelson Motta elogia Euterpe no Sintonia Fina


O jornalista Nelson Motta destacou entre suas músicas desta semana no site Sintonia Fina "Pandeiro de Jackson" (Almino Henrique - Paulo Moura), uma faixa do nosso Disco do Mês: Batida Brasileira, de Euterpe. Abaixo, a íntegra do comentário de Nelson. Seguindo o link ao final, você vai para o site dele, onde além de ler ouve este excelente samba. E, só lembrando, no Música do Norte você ouve o Batida Brasileira na íntegra em nossa caixinha cantante.

***

Euterpe - O pandeiro de Jackson (Almino Henrique e Paulo Moura)

Nelson Motta

Vem de muito longe uma boa novidade do nosso pop. Mais exatamente de Roraima, onde nasceu a cantora Euterpe, que recebeu o nome da deusa grega da música e começou com sete anos de idade no Coral da Escola de Música. E não parou mais. Ganhou tudo que era festival em Roraima e, bancada pelo Projeto Pixinguinha, gravou em Belém o seu primeiro disco, Batida Brasileira, com ótimas músicas de compositores locais, misturando ritmos latinos e amazônicos com o samba, e confirmando a diversidade e qualidade da cena musical do norte do Brasil.

Saiba mais: http://www.myspace.com/euterpecantora

Publicado originalmente no site Sintonia Fina

Disco do Mês: Onde comprar o Batida Brasileira


Na segunda-feira, recebi o seguinte e-mail de um leitor do blog:

"Boa noite!

Gostaria de adquirir o Disco do Mês - Batida Brasileira (Euterpe) - moro na região sudeste e estou com dificuldade em encontrar.

Abraços,
Evaldir Stramandinoli"

Pedi então que Euterpe me enviasse a lista das lojas que têm o CD à venda - e, como a vida é mesmo uma sucessão de coincidências felizes, isto aconteceu justamente quando o Batida Brasileira passou a ser distribuído online pela Tratore e sendo destacado no site Sintonia Fina, de Nelson Motta.

Você encontra o CD Batida Brasileira nestas lojas:

Em Boa Vista:

*Livraria Nobel
*Livraria Saber
*Shop Som
*Som Presentes
*Drogaria Tocantins
*Banca de revistas do aeroporto

Em Manaus:

* Banca do Joaquim, Largo de São Sebastião
* Eco Shop
* Livraria Valer

Pela internet:

Oportunidade Brasil: Espaço Cultural Amadododito recebe projetos para maio

O ESPAÇO CULTURAL AMADODODITO é um centro fomentador da cultura de São Paulo, localizado a 50 metros do metrô Paraíso, que tem como proposta acolher artistas dos mais variados segmentos com uma pauta democrática a um preço justo. Para tanto, abre inscrições para ocupação no mês de maio de 2010, para teatro, música, circo, dança, etc.

Os projetos deverão ser enviados através de e-mail para amadododito@amadododito.com

O Amadododito também dispõe de ampla cozinha e salas para ensaios ou aulas de música, dança e oficinas de teatro, TV e cinema. Abriga – confortavelmente – coquetéis e outros eventos particulares e corporativos, lançamentos de livros e exposições de fotos e artes plásticas.

ESPAÇO CULTURAL AMADODODITO, um novo lugar para fazer arte, aprender e se divertir. Rua Correia Dias, 161, Saída C da Estação Paraíso do Metrô – SP. Para saber mais acesse http://www.espacoculturalamadododito.com.br/

terça-feira, 13 de abril de 2010

Música Solidária: O Exemplo do Festival Casarão


No texto que publicamos aqui no domingo - Música Solidária: a propósito de "Uma Noite para o Rio" - citamos o ingresso solidário do Festival Casarão, de Porto Velho, como exemplo a ser seguido a médio prazo pelos agentes culturais que entendem, como nós, que a mobilização para ajudar quem precisa não deve ser uma preocupação apenas quando há tragédias como as causadas pelas chuvas da semana passada no Rio de Janeiro e em Niterói.

A idéia do ingresso solidário do Casarão é muito simples e em meu entender pode ser executada por qualquer evento cultural. Como funcionou? Quem doou um quilo de alimento não-perecível pagou apenas metade do valor do ingresso - o que seria R$ 40 para sexta e domingo e R$ 60 no sábado se transformou em R$ 20 sexta e domingo e R$ 30 sábado, e em solidariedade: arrecadou-se 1 tonelada e meia de alimentos, doados à Paróquia São Luiz Gonzaga. Para este ano, a estimativa dos organizadores é arrecadar novamente algo em torno disso. O recorde foi alcançado em 2008, quando foram doadas 2,8 toneladas de alimentos.

domingo, 11 de abril de 2010

Música Solidária: a propósito de "Uma Noite para o Rio"


Abro este texto dando meus parabéns ao baixista paraense Ariel Andrade, integrante das bandas The Baudelaires e Projeto S.I.m. e que até há pouco tempo tocava também na Tio Nelson. Sensibilizado com a tragédia que as chuvas da semana passada causaram no estado do Rio de Janeiro (o saldo no começo da noite era de mais de 220 mortos), Ariel decidiu seguir o exemplo do Coletivo Ponte Plural e organizar em Belém o show a que já denominou Uma Noite para o Rio.

Na noite desta quinta, 8 de abril, Ariel começou uma convocação através do seu Twitter (@aritelzinhu):
  • Vamos galera organizar um show com várias bandas pra ajudar o Rio?? Podem contar com as minhas, quem mais se une?
  • TIO NELSON, BAUDELAIRES, S.I.M já tão dentro... vamos galera da música podemos fazer isso... música não é só tocar não!! Vamos ajudar!!!
  • Não terá grana envolvida (para as bandas), é pra arrecadar roupas e mantimentos. E você que não tem banda, mas quer ajudar de alguma forma nossos irmãos cariocas, entre em contato comigo para doar água mineral, fraldas, roupas, agasalhos e alimentos... Vamos lá!
Agora há pouco, Ariel me informou que o show deverá acontecer com as três bandas, em data e local cujo anúncio só depende da confirmação do dono da casa de show que sediará o evento, ao qual já garanti o apoio do Som do Norte.

Quero aproveitar a circunstância para convidar você a refletir um pouco sobre uma frase de Ariel Andrade (música não é só tocar não). Concordo, música não é só tocar, assim como fazer jornalismo cultural vai além de publicar agenda de shows. Os que nos acompanham desde o começo sabem disso. Os dois shows que apoiamos em Belém no ano passado foram beneficentes: o primeiro, em outubro, foi o Na Veia da Nêga, de Gigi Furtado, que destinou parte da renda à AVAO (Associação Voluntariado de Apoio à Oncologia). Na entrevista que fizemos, Gigi me disse: "Se cada artista pensar em fazer um show beneficente por ano, o rumo da história mudará!".

O segundo foi, em dezembro, o João Neto entre Amigos, uma iniciativa do cantor Pedrinho Cavalléro para ajudar no tratamento de saúde do atleta João Neto. Minha contribuição neste espetáculo foi fazer gratuitamente sua assessoria de imprensa, divulgando-o junto à imprensa de Belém, o que só estou contando agora para mostrar que efetivamente pratico o que recomendo que os outros façam, na linha do que disseram Ariel e Gigi: envolva-se, faça o que você pode!

A MTV Brasil, por exemplo, engajou-se na campanha "MTV + Rio": a cada intervalo comercial, um VJ fala da importância de cada um ajudar e recomenda a visita à página http://mtv.uol.com.br/maisrio/comoajudar. Boa parte daquelas informações está também numa página mais ampla, e atualizada com mais frequência, na página "Doações" do Projeto Enchentes - http://projetoenchentes.radioramabrasil.com/doacoes/

O Projeto Enchentes ilustra à perfeição o que digo aqui. Foi criado no começo deste ano pela publicitária Cristiana Soares, comovida com as imagens de desabamentos e enchentes. Cristiana não ficou só na comoção, que logo se tornou revolta (passou a questionar-se: "Quais funções realmente úteis teriam as redes sociais, das quais, nós, publicitários, jornalistas e blogueiros nos orgulhamos tanto?”). O que ela escreveu no Twitter logo mobilizou outras pessoas, levando à criação do projeto, que tem o mérito adicional de propor-se a ser uma ação permanente, diferentemente das outras iniciativas citadas até aqui (o que não as desmerece de modo algum, por favor! Mas é uma diferença significativa).

É fundamental, lógico, a mobilização após uma tragédia como as chuvas desta semana no Rio. Mas também é importante termos a consciência de que, além da urgência em normalizar a vida dos que hoje estão desabrigados, é preciso dar um 'basta' à atitude de ignorar o assunto tão logo ele suma do noticiário. Só este ano, desastres naturais em Agudo (RS), Angra dos Reis (RJ), São Luiz do Paraitinga (SP) e agora Rio e Niterói causaram inúmeras vítimas, grande parte dela residindo em locais que não ofereciam segurança alguma para moradia - o que levou a atriz Christine Fernandes a questionar hoje no Domingão do Faustão: por que se faz obras de infra-estrutura em locais assim?

Proponho que, além de ações específicas, que vamos chamar de a curto prazo, como os já citados shows Uma Noite para o Rio, Na Veia da Nêga e João Neto entre Amigos, pensemos em incorporar a prática de aproveitar a mobilização que atividades culturais, em especial a música, geram na nossa sociedade, para destinar recursos (quer sejam dinheiro, ou roupas, alimentos etc.) para causas sociais.

Ano passado, o Festival Casarão fez isso - pagaram meia-entrada os que doaram um quilo de alimento não-perecível, repassado posteriormente à Paróquia São Luiz Gonzaga, de Porto Velho. Esta então é minha proposta a médio prazo: aproveitar festivais, shows, peças de teatro etc. para arrecadar alimentos e/ou dinheiro para causas sociais. Uma possibilidade que me ocorre agora, que me parece muito viável: se você vai promover um show para o qual irá cobrar R$ 10,00 de ingresso, deixe como opcional o valor de R$ 11,00, destinando esse R$ 1,00 adicional a uma causa solidária. Por fim, a longo prazo sugiro que se pense na criação de uma espécie de Fundo Cultural Solidário, numa ampla articulação da classe artística.
  • Agenda Solidária - Deixo o blog Som do Norte e seus demais espaços associados (o Rapidola e nosso Twitter) à disposição para divulgar eventos culturais (com ou sem ligação com música nortista) que visem arrecadar donativos para desabrigados de enchentes e/ou outras causas solidárias. A linha editorial não pode estar acima da coerência de pensamento (ao menos a minha não). Enviem informações do evento, indicando também o que você apóia e como irá destinar o que for arrecadado, para musicadonorte@gmail.com

Agenda Solidária: MPBSAMBAROROCKRAP NO HUM GRILL


No dia 17/04, a carioca Cafundó (www.twitter.com/cafundo_) e a niteroiense Caramadas vão colocar todo mundo para dançar (http://www.myspace.com/caramadas) com muito sambarock no Hum Grill, em Charitas. O evento começa às 21h.


Endereço:Hum Grill - Av. Quintino Bocaiuva 463 - Niterói, RJ


Ingressos a R$20,00, R$ 15,00 com flyer ou R$ 10,00 + doação (alimentos, roupas, fraldas etc.) para os desabrigados pela chuva em Niterói.


Esse evento é realizado pela Coringa Produções e Ponte Plural.



Publicado originalmente em

http://foradoeixo.org.br/ponte-plural/mpbsambarorockrap-no-hum-grill

Agenda Solidária: SOS Niterói


Programação:

15h –Circo Trapézio + Giras Gerais

15h20 – Mônica Bezerra

15h40 – Ludi Um

16h00 – Laura Zandonadi

16h20 – Fabian Costa

16h40 – Brazuca 4 + Daniela Procópio

17h00- Carlos Mauro & Tio Samba

17h20 – Tijolo de Vera

17h40 – Os Neurônios

18h – Stereologica

18h20 – Coyote Valvulado + Café da Meia Noite

18h40 – Banda Tereza

19h00 – Mauro Costa Junior

19h20 – BR 80

19h40 – DKV

20h00 – Voluntarios da Pátria

20h20 – Alex Martinho

20h40 – Colorado Country

21h00 – Sambaí + Bloco do Vigário

21h20 – Corujão da Poesia

21h35 – DJS SOLIDÁRIOS – Tataogan + Rootscidade + PX + Alexandre Lira

22h00 – ENCERRAMENTO/FECHAMENTO DA PROGRAMAÇÃO

*Os horários das bandas podem mudar.

Publicado originalmente no Portal Fora do Eixo

Esperando a Festa: 7º Tendencies Rock Festival -


Aqui você encontra as principais informações sobre o 7º Tendencies Rock Festival, que agita Palmas nesta semana.

Dia 15 /04


DADO VILLA-LOBOS - RJ - 00h
(participação especial: TONI PLATÃO - RJ)

Dado Villa-Lobos e Toni Platão juntos no Tendencies Rock Festival (À La Maryjanne) - http://bit.ly/bnbu0I

THE MOXINE - SP - 23h

The Moxine é uma das atrações do Tendencies Rock Festival (À La Maryjanne) - http://bit.ly/dlPgdk

VEIÉTU - TO - 22h20

DONA QUITERIA - TO - 21h40

ESSENCIA DE HORÁCIO - TO - 21h

Dia 16 /04


RAIMUNDOS - DF - 0h20

HELLBENDERS - GO - 23h40

GIRLIE HELL - GO - 23h

OS PEDRERO - ES - 22h20

N3CR - MT - 21h40

HERDEIROS E REIS - TO - 21h

Dia 17 /04

BLAZE BAYLEY - UK - 1h40

MUKEKA DI RATO - ES - 1h

LOPES - MT - 0h20

NECROPSY ROOM - GO - 23h40

TRAMPA - DF - 23h

CAPELLINOS - 22h20

MAQUINÁRIOS - TO - 21h40

MOHANNA - TO - 21h

Outras informações:
  • A la Maryjanne: 7º Tendencies Rock Festival: Organizador fala sobre suas expectativas - http://bit.ly/8Yx1Qo
  • Panorama: Entrevista com André Donzelli, o Porkão, organizador do Tendencies Rock Festival - http://bit.ly/cOS7wI

Local: Tendencies Music Bar

Ingressos antecipados: À venda na Maré Surf no valor de R$ 20 por noite ou R$ 50 o passaporte para as três noites.



Orkut: Comunidade – Tendencies Rock Festival

Com informações do blog Programa96Rock

Central de Abastecimento: Resistor - 16-Bits


A sua dieta musical anda pobre de nutrientes? Você sente que seus ouvidos pedem um som mais vitaminado? Então você veio ao lugar certo: a Central de Abastecimento Som do Norte.

Nosso segundo acepipe sonoro é o EP Resistor, da banda 16-Bits, da cidade paraense de Novo Repartimento, que estará em Belém no próximo sábado como atração da tradicional festa Se Rasgum Clássica, no Café com Arte. A festa marca o lançamento oficial do EP, cujas músicas já podem ser ouvidas no http://www.myspace.com/16bitsrock desde o final de janeiro e que teve pré-estréia na 1ª Blitz Cultural de Novo Repartimento, realizada na Praça do B. Aparecida/Vila Tucuruí (Praça do Half), em 28 de fevereiro. A 2ª edição da Blitz Cultural é hoje, no Centro Catequético, a partir das 20h: tocam as bandas 16-Bits, Anja, Anarcose e Expresso Céu, além da apresentação de dança hip-hop com Street Dance. A entrada é franca.

16-Bits é:

Homer Serejo - Guitarra e Vocal
Angelo Viana - Guitarra
Jackson Sousa - Baixo

Se você está se perguntando "Cadê o baterista?", leia este trecho do release da banda:

16-Bits levou o termo “Indie” (Alternativo) tão a sério que até a formação da banda é, digamos assim, “diferente” do clichê da cozinha do rock tradicional, assim, o trio é composto por 2 guitarras, baixo e vocal; levantando a pergunta: Cadê o baterista? Simples, a banda usa bateria programada nas suas apresentações ao vivo, coisa que muitas gigantes novas bandas estrangeiras estão fazendo. Mais o que parecia deficiência e limitação acabou virando um trunfo na mão da 16-Bits, que pela ausência de bateria ficou muito mais versátil e fácil de fazer suas apresentações em qualquer ambiente, dispensando quilos e quilos de equipamento de captação e sonorização, assim tornando tudo mais fácil e ágil em todas as etapas do show, sem contar a infinidade de instrumentos e sintetizadores que podem ser adicionados junto a bateria no mix final da banda.

Para baixar o EP, clique na capa.



RESISTOR - 16-BITS - 2010

1 - Não Vá
2 - Resistor
3 - Sua Imagem
4 - Destino Conformismo
5 - Surreal

Áudios em formato MP3 - 128 kbps - 44 KHz
Duração - 17:10
Lançamento virtual em 4/3/10

Lançamento do EP virtual "Que Tá?" da banda Paris Rock!!!

Por Andro Felipe e Marcelo Kahwage
Núcleo de Comunicação Coletivo Megafônica

Está no ar e disponível para download o EP da banda Paris Rock


Lembro de poucos anos atrás, quando os fotologs da cena de rock paraense de Belém estavam sendo infestados pela chegada de uma nova banda na área. Tinham apenas uma música na sua pagina do myspace, essa era “Nobre Desfecho”, até hoje me mato cantando o refrão da mesma nos shows da Paris Rock, que tem sido cada vez mais constantes por aqui. Pesa-me não ter visto os caras no Grito Rock Amapaense, mas espero, viajar com eles logo logo para uma nova tocada.

Estamos aqui para dar novidades sobre a Paris, que tá?. Isso mesmo, Que Tá? é o novo EP lançado pelos caras, com a gravação tinindo do estúdio do Mamute, ex-Stereoscope.

Com 7 músicas que fazem quase um álbum, só não o fizeram porque os parisienses quiseram chamar de EP, quem ouvir pode se deliciar com ótimas composições e pelo meu humilde ouvido, dois hits certos na cabeça da galera como a já quase antológica “Cachorro Blue” e a incrível "À La Jovem Guarda”, mostrando melodias e letras que simplesmente vão marcar ouvintes.


Além das duas já antes citadas, o EP tá recheado do Rock que vai desde o gingado do samba, até curiosas experimentações com misturas no rock. Por tanto, deixa de ser besta e baixa logo o EP-álbum, que de cara ainda dá as cifras das músicas em seu encarte. Quem tiver oportunidade de comprar, melhor ainda.


Publicado originalmente no blog do
Coletivo Megafônica
em 8/4/10

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Disco do Mês: Batida Brasileira, faixa por faixa


Neste texto, a cantora e compositora roraimense Euterpe comenta cada canção que incluiu em seu CD Batida Brasileira, o Disco do Mês de abril do Som do Norte - que você ouve na íntegra em nossa caixinha cantante no Música do Norte.

1.Capoeira

Parceria de Euterpe com o poeta roraimense Eliakin Rufino. Homenagem ao tombamento da Capoeira como Patrimônio Brasileiro. Batuque

2.Feitiço

Parceria de Euterpe com o poeta goiano Gilberto Mendonça Telles. Samba de gafieira

3.Gogó do Nego

Parceria do maranhense Zeca Baleiro com o poeta paraense Joãozinho Gomes, radicado em Macapá. Aborda o universo afro-brasileiro.

4. Pandeiro de Jackson

Homenagem a Jackson do Pandeiro. Parceria de Almino Henrique e Paulo Moura, ambos de Belém do Pará. Samba

5. Saravá

Fala da palavra africana iorubá “Saravá”. Parceria de Euterpe com Eliakin Rufino. Samba-Reggae


6.Xapuri

Homenagem ao líder seringueiro Chico Mendes. Parceria de George Farias e Eliakin Rufino. Reggae

7. Vem do Mar

Aborda a rota do tráfico negreiro pelo Atlântico Sul. Parceria de Euterpe e Eliakin Rufino. Samba de Roda

8. Outros Brasis

Mostra imagens do Brasil que não é litoral. Parceria do músico amazonense Roberto Dibo e Eliakin Rufino. Samba

9. Pimenta com sal

Dois ingredientes típicos da culinária nortista usados metaforicamente para representar “uma preta e uma branca” que provocam frisson na música. Autoria de Eliakin Rufino. Zouk

10. Música da Luz

Música de Neuber Uchôa. Balanço

11. Reggae Leaves

Reggae da folha. Reggae da floresta. Parceria de Euterpe e Eliakin Rufino. Reggae

12. Dançando no Rio

Aborda a presença natural e mitológica na Amazônia. Um canto tribal. Parceria de Adelbert Carneiro e Trio Manari com a letra de Eliakin Rufino. Mistura rítmica de Xote Bragantino e Naianbing.

Diz Aí: Caldo de Piaba


Recebi ontem, 8 de abril, as respostas da entrevista cujas perguntas enviei à banda acreana Caldo de Piaba no dia 28 de março. Ou seja, Saulo, Di Deus e Miúda escreveram pouco depois do já histórico show da quarta-feira em que dividiram o palco com Macaco Bong, no StudioSP, no segundo dia da etapa São Paulo do Festival Fora do Eixo. Conversamos sobre a seleção para o Conexão Vivo 2010, o novo EP - Volume 2 - lançado em março, o mercado para a música instrumental e as constantes viagens da banda - que dá importantes dicas para quem está no mercado independente, no estilo desta: "A gente decidiu criar um caixa coletivo da banda, reinvestindo os cachês para potencializar em turnês os convites para um festival." Ao final da conversa, ouça o novo EP na íntegra, direto da nossa caixinha cantante.


O show no StudioSP - 7/4/10
(Por
Lucas Mortimer, no álbum Festival FDE 2010
do Flickr do Coletivo Pegada)

Som do Norte - Caldo de Piaba foi um dos cinco projetos do Norte selecionados pela curadoria do edital da Conexão Vivo 2010. Como a banda recebe essa seleção? Vocês já sabem em quais dos estados por onde o projeto passa (Minas Gerais, Bahia e Pará) irão tocar? O único destes estados onde vocês não se apresentaram ainda é o Pará. Qual a expectativa de vocês com a possibilidade de tocar no Pará, cuja musicalidade tem fortes influências sobre o som da banda?

Caldo de Piaba - Ficamos muito contentes em termos sido selecionados neste edital do Conexão Vivo, um importante reconhecimento do trabalho que estamos realizando, de viabilizar nossa circulação. A curadoria nos indicou para realizar o primeiro show em Minas, já confirmado para o dia 17 de abril, em Belo Horizonte (NR: Caldo de Piaba toca no Music Hall, às 0h30, conforme programação divulgada pelo Nagulha). O Pará segue como um dos lugares onde temos muita vontade de não só tocar, mas de trocar experiência com artistas locais.

Som do Norte - No dia 22 de março, o site Nagulha lançou o novo EP de vocês, Volume 2, para download. Como é que vocês avaliam a repercussão desse lançamento agora, ainda nesta reta inicial? O "Volume 1" teve as músicas incluídas apenas no MySpace, ou chegou a ser liberado para download também? O CD que vocês planejam reuniria todo esse material, com novas gravações, ou vocês pegariam um repertório novo?


Caldo de Piaba - As primeiras músicas que gravamos ("O Fanq", "Venska pro papai" e a versão de "Lambada do Amapá", de Jorge Cardoso) foram um registro dos primeiros meses da banda, e disponibilizamos apenas no http://www.myspace.com/caldodepiaba. Isso foi muito importante pra divulgação da banda. No começo desse ano conseguimos registrar um material com melhor qualidade e chamamos de Volume Dois, realizando o lançamento pelo portal Nagulha. Da primeira pra segunda gravação houve uma mudança de formação também. Com a saída do Fred Margarido dos teclados, a banda se tornou um power trio, e o Volume Dois registra o momento atual. A repercussão está sendo ótima, pois disponibilizar pra baixar faz com que as pessoas dos lugares onde a banda chega já possam ter conhecido melhor o trabalho. O disco vai ser uma mistura das músicas das duas gravações anteriores, com composições novas.

Som do Norte - Outro dia eu fiz um trocadilho com o nome do blog de vocês (Piaba no Kombão), dizendo que "a continuar assim (a rotina de viagens da banda), a página terá que mudar o nome para Piaba no Avião..." De fato, depois de uma breve turnê pelo estado de São Paulo no ano passado, vocês iniciaram 2010 com um giro pelo Nordeste, em março tocaram no Rio de Janeiro e agora estão aí em São Paulo participando do Festival Fora do Eixo. Que balanço vocês fazem dessa movimentação toda?


Show em São Carlos, SP - 17/11/09

Caldo de Piaba - Engraçado isso, porque quando a gente montou o blog o objetivo era registrar nossa circulação pelo interior do estado do Acre numa Kombi, num projeto que foi apoiado pela Lei de Incentivo estadual. Era pra ser o diário de bordo daquele giro. No entanto, se tornou o diário de bordo dum processo de circulação nacional que começamos a investir logo em seguida. A gente começou a rodar um pouquinho antes da mini tour com Mini Box Lunar em São Paulo, por ocasião do convite pra tocar no Fórum da Cultura Digital em novembro. Em outubro a gente havia tocado no Festival Calango, em Cuiabá, e de lá pra cá a banda elegeu a circulação como prioridade, e passou a trabalhar fortemente pra viabilizar isso. Esse foi um movimento que coincidiu com nossa entrada na Agência Fora do Eixo, frente de ação do Circuito Fora do Eixo que vem trabalhando para apoiar um grupo de bandas a cada ano nesses processos de circulação. Isso acontece de uma maneira diferente do que rola numa agência ou produtora convencional, pois o objetivo é que a própria banda provoque a agência, leve demandas, e seja formada para seguir o rumo da autogestão de seus processos. Foi assim que a gente decidiu criar um caixa coletivo da banda, reinvestindo os cachês para potencializar em turnês os convites para um festival. Foi assim no Nordeste, por exemplo, quando partimos de um convite pra tocar no Rec-Beat (a foto à direita, de autoria de Caroline Bittencourt, é do show no Recife) e, investindo alguns cachês guardados para gastos com transporte e contando com apoio de Pontos Fora do Eixo e da Regional Nordeste, viabilizamos 7 shows em duas semanas. Agora para o Festival Fora do Eixo, conseguimos o apoio do Minc (Edital de Intercâmbio 2/2009) para o custeio do deslocamento até São Paulo. Mas isso só foi possível por causa do planejamento: a gente mandou o projeto pro Minc em dezembro. É importante que as bandas busquem os canais que existem pra poderem circular. No Acre hoje, pra dar um exemplo lá do nosso estado, existem vários mecanismos de incentivo e fomento à cultura, inclusive um edital de passagens semelhante a esse do Minc. Isso é muito importante pra que os sons e artes do Norte circulem ainda mais.

Som do Norte - Tem mais viagens já confirmadas?

Caldo de Piaba - Pra maio já temos outros shows confirmados: dia 15 na Virada Cultural, em São Paulo, e dia 22 no Festival Bananada, em Goiânia. Dentro da mesma perspectiva que falamos acima, estamos trabalhando para tocar o máximo possível neste próxima descida.

Som do Norte - Essa é especial para o Saulo: quantas bandas você integra atualmente? Como é que você concilia o trabalho no Caldo de Piaba com as outras? O Miúda e o Di Deus também têm projetos paralelos ao Caldo?

Saulo - Atualmente faço parte do Caldo de Piaba e toco baixo na banda Mogno. Não há muito problema pra conciliar, pois todos fazem parte de um mesmo núcleo de amizades, que frequentam os mesmos lugares, ouvem coisas parecidas. No entanto, os integrantes da Mogno tem consciência de que a prioridade atualmente é o Caldo. Também faço parte da Filomedusa, mas a banda tá parada há alguns meses, nosso último show foi no Varadouro 2009. O Di Deus, depois de passar por outros projetos no ano passado, atualmente se dedica exclusivamente ao Caldo de Piaba. Já o Miúda tem como prioridade o Caldo de Piaba, mas toca também na banda Mapinguari Blues.



Mapinguari Blues no Varadouro 2009

Som do Norte - Como é que vocês avaliam o momento para as bandas instrumentais? Pode-se falar em consolidação desta cena?

Caldo de Piaba - Há muito tempo que existe um cenário forte de música instrumental no Brasil, desde a década de 1960 com a Bossa Nova, nos anos 70 com Hermeto Paschoal e, lá no Pará, a guitarrada do Mestre Vieira. Talvez o que esteja acontecendo nos últimos anos é que bandas instrumentais estão ocupando espaços em festivais independentes, no meio de bandas de rock, e outros estilos. Isso faz com que pessoas que não se ligam em música instrumental comecem a prestar atenção no segmento. Bandas como Macaco Bong e Pata de Elefante assentaram o terreno pra que outros grupos instrumentais como Burro Morto (com quem tocaremos agora em abril no interior de Minas e São Paulo) seguissem e consolidassem essa trilha. Talvez o que esteja acontecendo com a música instrumental seja a continuação do que já rolava antes: a experimentação com novos estilos. A internet ajuda muito nesse processo de intensificação de trocas, mas isso é na música em geral.

Som do Norte - Ao ouvir a entrevista com vocês que a Rádio Microfonia (ao lado, as poses dos piabas para a câmera do estúdio do Microfonia) colocou no ar em 23 de março, tive a grata surpresa de ouvi-los apontando como influência direta para a criação da banda os show de La Pupuña (Pará) e Bareto (Peru), no Festival Varadouro 2008. Para mim também elas foram destaque daquele festival, cuja cobertura realizei para meu site Jornalismo Cultural a convite do Coletivo Catraia - aliás, essa minha viagem ao Acre está diretamente ligada ao surgimento, um ano depois, do Som do Norte, de modo que fiquei sabendo agora que temos essa origem em comum. Pra encerrar a entrevista, então, vocês querem deixar algum recado para os leitores do blog?

Caldo de Piaba - Agradecemos a oportunidade de conversar com o Som do Norte, que em pouco tempo tá se transformando num importante elo na conexão dessa nossa ampla região. Acredito que muita gente hoje acompanha a movimentação da região pelo Rapidola. Desejamos sucesso na continuidade desse trampo, e aproveitamos pra convidar os leitores pra seguirem nosso diário de bordo no www.piabanokombao.blogspot.com, onde também podem acessar o link pra baixar o EP.

Som do Norte - Muito obrigado!!

Caldo de Piaba - Valeu!

***

Aqui na nossa caixinha cantante você pode ouvir as quatro músicas do EP lançado em março pelo Nagulha.


Som do Norte

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