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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Disco do Mês: Arthur Nogueira explica o título Mundano

Foi turbulento o período em que as canções desse disco foram concebidas, daí que compor foi como um divã onde eu despejei todo o mal secreto. Descobri que podia fazer letras e melodias e me senti aquecido, me dediquei àquilo como um aluno. Por isso é um trabalho tão introspectivo.

Compor trouxe plenitude, segurança, destacou características minhas. E a primeira vez que cogitei esse título foi quando ouvi uma canção do Vital Lima, que diz há algo em mim que quer ficar sozinho, mundano. Na época, tava lendo textos sobre autoria e, um deles, um excerto do Michel Foucault, dizia que o autor não existe. Em tese, isso significa que a partir do momento em que você compõe, dá à luz, a obra deixa de ser sua. Ela passa a ser do mundo porque não há como ter controle, qualquer pessoa pode se apropriar daquela letra, daquela melodia, trazer a canção para si como se fosse sua. Nesse sentido, ela deixa de ser de x ou y para ser de todo o mundo e ao mesmo tempo - por que não? - de ninguém. Isso também tem a ver com o verso do Vital e as respostas que eu buscava, caiu como luva.

Dessa forma, no contexto do álbum, posso dizer que o termo  mundano abriga amores efêmeros, discute a função do autor, ilustra as sensações que a música desperta nas pessoas.   

Arthur Nogueira

Um comentário:

  1. adoro a voz do Arthur.
    Na verdade eu sou meio suspeita, admirei trabalho dele na radio unama, no Baixa Intensidade, e sempre adorei a voz dele la.
    Mt bom o Cd, tipo de album q se ouve em uma viagem e nem se sente ^^
    parabens arthur

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