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Foi grande sucesso o show Na Veia da Nêga, o primeiro da cantora Gigi Furtado em teatro e também o primeiro show apoiado pelo blog Som do Norte. Enquanto não recebemos fotos do show que lotou o Bar-Teatro Vitrola em Belém na sexta, dividimos com vocês o que Gigi gorjeou nesta segunda sobre sua estréia:
* Este foi o texto de nossa coluna de 19 de outubro no portal Visto Livre. Novo texto entrou no ar hoje à tarde: Peculiaridades musicais de Belém
O Festival Calango, realizado anualmente em Cuiabá, Mato Grosso, é um dos poucos eventos do gênero a ser efetivamente nacional, ou até mais que isso: programou para sua edição deste ano, que ocorre de 30 de outubro a 1 de novembro, shows com 42 bandas de 15 estados de todas as regiões do Brasil, além de três da Argentina. Vários dos shows são com bandas já muito conhecidas nos festivais do Circuito Fora do Eixo - como Devotos (PE), O Melda (MG), Macaco Bong e Linha Dura (MT) -, mas o nome que de imediato mais me chamou a atenção na escalação divulgada semana passada foi o do cantor mato-grossense Paulo Monarco.
Quando Paulo Monarco estiver no palco do Calango, na noite do domingo, 1 de novembro, ainda não terá se completado um mês de outra apresentação sua em encerramento de festival: em 3 de outubro, ao cantar "A Saber, o Sabor", de Paulo de Lamar, no 3º Fempa - Festival de Música de Parauapebas (cidade do interior do Pará), recebeu os prêmios de melhor letra e melhor intérprete, além do 1º lugar na classificação geral. Paulo Monarco se constitui, portanto, num raro exemplo de artista atual a circular com desenvoltura em dois modelos de evento que diferem em tudo, só tendo em comum o uso da denominação festival (que, lembremos, vem do latim festa).
O Fempa segue o modelo do Festival de San Remo que o Brasil importou da Itália nos anos 1960: cada artista canta apenas uma música, competindo contra seus colegas, na busca de se apurar um vencedor - em Parauapebas, como na final se repetiram as músicas que no entender do júri haviam sido as melhores das outras noites, o público ouviu no evento inteiro apenas 24 músicas. A repercussão de festivais deste modelo depois da final é escassa, pois quase sempre as músicas que não vencem são logo esquecidas - e nem mesmo tirar o 1º lugar garante o sucesso da composição. Onde está a festa?
Já nos 45 shows programados para o Calango, calculo por baixo que irão se ouvir mais de 200 músicas. Cada artista tem meia hora para se apresentar, sem disputar nada com ninguém. E eventos deste tipo não acabam com o último show, pois continuam vivos na internet através dos vídeos que os grupos gravam de suas apresentações - e há até quem aproveite para produzir clipes, CDs e DVDs ao vivo. Bem mais festa, portanto!
Juliana Sinimbú está radiante: tendo já definido o repertório de seu primeiro CD, entra em estúdio nesta semana para começar a gravar as guias de violão e baixo. | Reações: |
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* Este foi o texto de nossa coluna de 8 de outubro no portal Visto Livre. Novo texto entrou no ar agora de manhã: O que é mesmo um Festival?"
O tecnobrega paraense definitivamente está na moda. A edição de agosto da revista Info Exame publicou um trecho do capítulo 14 do livro Free – Grátis: o Futuro dos Preços, do americano Chris Anderson, que apresenta o modelo de negócios da Banda Calypso como exemplo da força do mercado informal da música no Brasil. Afora uma desculpável confusão que faz entre o som da Calypso (uma versão “eletrificada” do brega dos anos 80) e o verdadeiro tecnobrega (sem instrumento algum de melodia e harmonia, apenas com voz sobre batidas eletrônicas), Anderson foi preciso ao descrever o que se pode chamar de “cadeia produtiva da música tecnobrega”: os CDs são fabricados pelos próprios DJs, que os fornecem aos camelôs do centro de Belém, que os vendem ao público que freqüenta as festas de “aparelhagem” na periferia da capital paraense e por todo o interior. É com essas festas e shows que DJs e bandas do tecnobrega ganham dinheiro. É um mercado sólido: um DJ ganha até 300 reais por música composta e até 25 mil por festa, além de vender seus CDs e DVDs nas festas por preços que variam entre 5 e 7 reais (em média se vendem 100 cópias por evento).
Estes números são informados pelo primeiro filme que viu o tecnobrega por dentro: Brega S/A, de Vladimir Cunha e Gustavo Godinho, que estreou no programa Doc MTV, em 3 de outubro, em edição especial para TV. Mesmo contando predominantemente com depoimentos dos DJs e de pessoas diretamente envolvidas no tecnobrega, o filme tem o mérito de em momento algum sair “em defesa” do estilo. Por exemplo, foram ouvidos o arquiteto Paulo Cal, que considera o tecnobrega fruto do desordenamento urbano de Belém, e o jornalista Lúcio Flávio Pinto, que não vê relevância cultural alguma no tecnobrega.
O surpreendente é que os próprios DJs fazem coro a Lúcio Flávio. Afora o MC Garoto Alucinado, para quem aqueles que não acreditavam em seu sucesso devem ir pra casa ouvir “Atirei o Pau no Gato” em vinil, todos os outros dizem estar conscientes de que fazem um som “descartável” para amplo consumo de massa em tempo curto. O DJ Dinho afirma estar certo de que daqui a dez anos ninguém vai ouvir os tecnobregas de hoje, mas ainda haverá lugar para o brega romântico. Nessa hora, começa a tocar “Amor, Amor” - justamente a música que a cantora paraense Lia Sophia escolheu para intitular seu próximo CD, em que regravou temas bregas dos anos 80 com arranjos modernos.
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Iniciamos hoje a contagem regressiva que marca os dias que faltam para o primeiro show solo da cantora Gigi Furtado - Na Veia da Nêga, espetáculo que conta com apoio do blog Som do Norte e do site Brasileirinho.
Falta uma semana para o show, que será realizado no Bar-Teatro Vitrola, em Belém, na sexta, 23 de outubro, a partir das 20h, com participação especial de Alba Maria, Renata Del Pinho, Lucinha Bastos, Léo Meneses e Reginaldo Vianna e do ator Jean Negrão.
O cartaz do show teve a arte feita pela cantora Juliana Sinimbú.
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O blog do Coletivo Raio Q Uparta, de Porto Velho, publicou na segunda, dia 12, texto de Ramon Alves comenta o novo CD da banda Boddah Diciro, Strange lançado na véspera pelo projeto Compacto.REC. Diz Ramon:
"Em Strange, o grunge característico da banda encontra uma linguagem menos datada para se expressar, e investe em temas diferenciados ao longo do disco, sem deixar de lado o ar sombrio e 'estranho' que o permeia."
Ramon destaca ainda a densidade de letras e melodias da galera tocantinense, conhecida do público de Porto Velho por haver tocado no 9º Festival Casarão, em 2008.

Faltam poucos dias para o show Na Veia da Nêga, que marca uma dupla estréia - será o primeiro show solo da cantora paraense Gigi Furtado, e também o primeiro espetáculo que contará com o apoio do blog Som do Norte. Vamos lembrar: o show acontece no Vitrola, em Belém, no próximo dia 23, sexta da semana que vem.
Para que você já comece a entrar no clima, escolhemos para Música da Semana justamente a canção que dá nome ao show: "Na Veia da Nêga", numa versão ótima gravada recentemente por Gigi Furtado com Os Cavaleiros de Jorge.

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Gostou da nossa caixinha cantante?
Então copie o código e leve-a para cantar em seu site ou blog!
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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de assinatura da mensagem e encaminhamento do Projeto de Lei do Vale-Cultura ao Congresso Nacional (no dia 23 de julho, em São Paulo) destacou a desoneração de impostos (PIS/COFINS) da cadeia produtiva do livro e do segmento. “Nós fizemos uma lei que isentava as editoras de pagar imposto sobre os livros. Depois de um ano e pouco, me avisaram: ‘Olha, presidente, não diminuiu o preço do livro’. Ou seja, os impostos que foram retirados não passaram ainda para o comprador de livros. Esse é um problema que a sociedade precisa acompanhar porque às vezes você faz a coisa, mas na ponta ela não acontece”, disse o presidente Lula.
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O programa Som do Norte estará altamente festivo amanhã! Confira alguns dos assuntos: o Festival de Música de Parauapebas (PA), o Festival TomaRRock (RR) e a festa do Boi-Bumbá de Parintins (AM).
Nesta terceira edição, você vai ouvir Aíla Magalhães e Madame Saatan (PA), Binho (RO), Mister Jungle (RR), Underflow e Banda Doce Magia (AM), Engenho Novo (TO), Lina Graziela e Álamo Kário (AC) e Lucimar (TO).
O programa vai ao ar pela rádio web Visto Livre a partir das 17h deste domingo, 11 de outubro. Escute em http://www.vistolivre.com/radio/player.html.
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Dois expoentes da guitarra elétrica do Brasil tocaram juntos pela primeira vez num estúdio de Belém do Pará na sexta-feira, 25 de setembro: Herbert Vianna, d'Os Paralamas do Sucesso, e Mestre Vieira, 75 anos. A iniciativa foi da jornalista Luciana Medeiros, que produz um documentário sobre a vida de Vieira e aproveitou a presença em Belém dos Paralamas para um show da turnê conjunta com os Titãs, também na sexta.
O encontro aconteceu no final da tarde nos estúdios da AM&T (Academia de Música e Tecnologia) e durou cerca de uma hora. Outro integrante dos Paralamas, o baixista Bi Ribeiro, também esteve presente, mas não chegou a tocar. Tudo foi filmado; algumas cenas devem entrar no documentário que ainda não tem data para lançamento.
- O encontro foi lindo, lindo. Herbert é o máximo e os dois se deram muitíssimo bem. Foi uma tarde inesquecível - comemorou Luciana.
Herbert é um admirador confesso do músico paraense; o jornalista Ismael Machado, ao informar no Diário do Pará em 18 de setembro que o encontro estava sendo planejado, comentou que o solo de guitarra de "Alagados" (do disco Selvagem?, de 1986), "poderia ter sido de Vieira".
Vieira já foi saudado certa vez pelo irmão de Herbert, o antropólogo Hermano Vianna, por ser o consolidador do estilo que o estudioso denominou como "guitarra popular brasileira". Sua criação, a guitarrada, alia elementos do choro, da jovem guarda e do merengue e tem influenciado músicos de várias gerações - de Herbert aos paraenses do grupo La Pupuña, passando por Chimbinha, da banda Calypso.
Natural de Barcarena, interior do Pará, Vieira certamente não esperava nada disso há 50 anos, quando resolveu se dedicar inteiramente à música, depois de ter sido técnico em eletrônica, carpinteiro e lavrador (sua família é pioneira na produção de abacaxi no município). A partir do final dos anos 70, gravou dez LPs que foram sucesso em todo o Brasil e até no exterior - chegou a ser coroado como "melhor guitarrista do mundo" na Escócia. Mas só agora sua música chega ao CD - Guitarrada Magnética sai na segunda quinzena de outubro pelo selo Ná Music. Parte do repertório já foi apresentada por Vieira, no show na praça Batista Campos que encerrou o projeto Pelas Praças de Belém, em 20 de setembro.
E novos encontros, podem acontecer? Se depender do mestre, sim: Vieira já disse a Luciana Medeiros que gostaria de dividir o palco com Pepeu Gomes.


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Ney Hugo, do Espaço Cubo, destacou no domingo no site Fora do Eixo dois novos clipes de bandas nortistas. A bem da verdade, um clipe e um teaser.
O primeiro é uma chamada de 53 segundos que antecipa o clipe de estreia da banda Boddah Diciro, de Palmas (TO), cujo lançamento é prometido para breve.
O segundo é um vídeo editado por Saul Smith com imagens da viagem da banda paraense Vinil Laranja para os Estados Unidos em marco de 2009, quando a banda participou do SxSW Festival, no Texas.
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Publicamos com exclusividade a música que obteve o 2º lugar no 3º Festival de Música de Paraupebas, cuja final foi realizada na noite de ontem naquela cidade do interior do Pará.
Ouviremos "Tambor de Luz", de Felipe Cordeiro, na interpretação de Aíla Magalhães. Este é o 3º festival em dez meses no qual Aíla é premiada cantando música de Felipe: em dezembro, no Femupa, "Vamos" (parceria de Felipe com Jorge Andrade) levou os troféus de 1º lugar e melhor intérprete para Aíla; a cantora também foi premiada como melhor no 1º Festival de Música Popular Paraense, cantando a música que obteve o 2º lugar, "À Sua Maneira".

Depois do sucesso da primeira edição em 2008, vem aí o Amapá em Cantos 2009. A produtora Drika Bourquim já anunciou que o evento acontece novamente em São Paulo, nos dias 12 e 13 de novembro, quinta e sexta.
Também neste ano participam artistas de fora do Amapá: além dos brasileiríssimos Zé Renato e Leci Brandão, já confirmou presença um artista da Guiana Francesa, Chris Combette.
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