Começamos esta sexta-feira recebendo um grande presente, que fazemos questão de dividir com vocês: a publicação no blog Ver-o-Pop da entrevista que o jornalista paraense Sidney Filho fez comigo; o tema, claro, é o nosso blog Som do Norte, que Sidney define como "uma das grandes referências nacionais atualmente sobre o que está acontecendo de mais interessante na música, dos mais variados estilos, no Norte do Brasil."Foi a primeira entrevista em que considero que tive o espaço necessário para responder uma das perguntas que mais me fazem: por que um jornalista do Sul escreve sobre música do Norte? Claro que Sidney não perguntou desta forma, primeiramente ele quis saber como surgiu meu interesse por música paraense, e depois como surgiu a idéia de criar o blog Som do Norte; a condução da entrevista foi excelente. Pois bem: agora sempre que me fizerem a tal pergunta, vou recomendar que leiam esta entrevista que concedi ao Sidney - e em seguida começar a cantar o refrão final de "Alegria, Alegria", de Caetano Veloso: "Por que não? Por que não?".
Destaco aqui um dos trechos da matéria:
Ver-o-Pop: Para você, por que a música paraense não consegue um destaque maior na grande mídia e se torna mais popular?
Fabio Gomes: Toda a produção musical feita em qualquer parte do Brasil que não corresponda aos "padrões de mercado" não encontra espaço na grande mídia - quanto mais autoral, densa e distante de estereótipos, mais difícil será sua difusão para as grandes massas. (...) Já houve um tempo em que o Brasil todo cantava música do Pará: ali por 1989-90, a indústria fonográfica elegeu a lambada o "ritmo do momento". Em pouco tempo o público ficou saturado, o mercado elegou nova "moda", descartando os artistas que até a véspera impunha ao país como "grandes nomes", e a lambada sumiu do mapa.
Fabio Gomes: Toda a produção musical feita em qualquer parte do Brasil que não corresponda aos "padrões de mercado" não encontra espaço na grande mídia - quanto mais autoral, densa e distante de estereótipos, mais difícil será sua difusão para as grandes massas. (...) Já houve um tempo em que o Brasil todo cantava música do Pará: ali por 1989-90, a indústria fonográfica elegeu a lambada o "ritmo do momento". Em pouco tempo o público ficou saturado, o mercado elegou nova "moda", descartando os artistas que até a véspera impunha ao país como "grandes nomes", e a lambada sumiu do mapa.
A gente falou também da cena musical de Belém, da repercussão do blog, de meus próximos projetos - e, claro, da enquete Música do Ano!
Leia no Ver-o-Pop: http://ver-o-pop.blogspot.com/2009/12/blog-som-do-norte-direto-do-sul-do-pais.html
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