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sábado, 7 de novembro de 2009

Na Rede: Lembrando Verequete

A semana foi marcada pelo falecimento, na terça, dia 3, de um dos expoentes do carimbó, Mestre Verequete. Mesmo que ele já estivesse com 93 anos, sua partida pegou todos de surpresa. No dia 26 de agosto, o Mestre dançou no show que comemorava seu aniversário e o Dia Municipal do Carimbó.



Verequete estava internado no Hospital Barros Barreto (Belém) desde o dia 29 de outubro, mas só no domingo, dia 1º, foi encaminhado para a UTI. Às 0h34 (horário de Brasília) do próprio dia 3, Allan Carvalho, do grupo Quaderna, enviou-me o seguinte e-mail:

"Mestre Verequete está na UTI do Hosp. Barros Barreto. Sangues estão sendo coletados em prol do Mestre! Passo a você detalhes amanhã. Abraços! Allan - Divulgue!"

Infelizmente eu só fui ler o e-mail de manhã. Respondi ao Allan às 7h20 dizendo que aguardava outras informações. Acabei não publicando nada, porque ali por 11h já comecei a ver mensagens no Twitter informando que Verequete estaria clinicamente morto - mas a informação ainda não era do conhecimento geral; nessa hora falei com a cantora Aíla Magalhães, que ainda não sabia. O anúncio oficial da perda do Mestre se deu ao meio-dia da terça.

Identidade Cultural - A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura destacou, em mensagem enviada a seu mailing na tarde de sexta, a contribuição de Verequete para a cultura nacional. A seguir, alguns trechos do comunicado:

"Homenageado até pelo presidente Lula como Comendador da Ordem do Mérito Cultural, uma das mais importantes honrarias do governo federal, e vencedor do Prêmio Culturas Populares 2008 - Mestre Humberto de Maracanã, realizado pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. (...)

Apesar das homenagens e do sucesso, Mestre Verequete teve uma vida marcada pela pobreza material. Para os amigos e familiares vai deixar saudade e exemplo de sabedoria e humildade, como conta o neto Felipe Rodrigues, de 18 anos. Para o Brasil, mais do que riqueza cultural, o mestre deixa a lembrança da importância de se valorizar e se reconhecer os constituintes da nossa cultura popular enquanto vivos."


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