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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Vimos: DVD Billy Blanco, o Compositor

Se fosse necessário classificar o DVD Billy Blanco, o Compositor com apenas uma palavra, eu usaria elegante. Se preciso fosse resumir minha opinião em uma só frase, ela seria: Tudo está na medida certa. Felizmente não se faz necessária tanta concisão, de modo que terei o prazer de me estender um pouco mais sobre este belo lançamento da produtora Carmen Ribas.

O DVD reproduz o show gravado em dois dias de junho do ano passado no Theatro da Paz (Belém), quando foi lançado o CD também intitulado Billy Blanco, o Compositor. Contém ainda depoimentos de pessoas ligadas a Billy, como seu amigo Paulo André Barata, seu parceiro Sebastião Tapajós, sua intérprete Juliana Sinimbú e vários outros. A edição de Mario Costa e Rodrigo Cardozo foi muito feliz ao intercalar trechos dos depoimentos (muitos verdadeiros bate-papos reunindo vários dos convidados) em meio ao show, de modo que quase sempre o que é dito tem a ver com o que recém se ouviu ou o que será cantado em seguida. O único depoimento um pouco mais longo - o de Sebastião Tapajós - foi adequadamente destacado da sequência, sendo inserido como extra.

Se há algum reparo a fazer quanto aos arranjos do maestro Tynnôko Costa, é em relação ao "Medley: instrumental" que abre o DVD - eu o achei muito curto, ele poderia ser estendido para que o público pudesse apreciar melhor o Billy melodista. No mais, os arranjos de Tynnôko privilegiam os intérpretes, que não precisam "brigar" com a massa sonora instrumental em momento algum, podendo assim no mais das vezes manter suas vozes no tom coloquial tão apropriado ao que Billy escreve.

A escolha de quem deveria cantar quais músicas também me pareceu muito bem feita, então comentar uma a uma as interpretações me parece desnecessário. Porém não citar nenhuma seria injusto. Como não se comover com as lágrimas de Billy ao começar a cantar "O Compositor" e "Canto Livre" - ou ao ouvi-lo dizer que jamais, em toda sua vida, recebeu uma homenagem como esta? Como não se contagiar com a bossa de Pedrinho Cavalléro cantando "Banca do Distinto"? Se me coubesse escolher uma única interpretação que simbolizasse o clima do DVD, eu não hesitaria em indicar a de Hélio Rubens para "O Moço É". Ironia e elegância - na medida certa.

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