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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Conheça a banda amazonense Piromania

Piromania é uma nova banda de rock do Amazonas, reunindo músicos que já participaram de outros projetos, como o vocalista Caio "RockTouche", ex-Queda Livre, o baixista Denny Alsoc, também integrante da banda Além da Sociedade, o guitarrista Teco Brasil (Homicide) e o baterista  Elton Mones (ex-The Mones). O grupo decidiu inovar, lançando no YouTube no último dia 25 de junho um vídeo reunindo todas as faixas de seu EP de estreia, Ruído Baré 1, cujas gravações haviam acontecido no próprio mês de junho no estúdio E.S.P. com produção de Eddie, da banda Stone Ramos. 




O EP reúne influências de bandas oitentistas (em especial da cena de Manaus) e também de Erasmo Carlos e Zé Ramalho. "Castelinho" foi uma das primeiras produções do quarteto, "Sem Ter Medo" já é sucesso nos shows do grupo e "Barba Azul" apresenta pitadas de grunge. Até julho de 2015, o grupo pretende lançar a continuação do atual trabalho, com o EP Ruído Baré 2. Também nos planos do grupo está resgatar músicas que seus integrantes haviam composto para suas outras bandas. 

Em 26 de junho, o canal do E.S.P. Studios no YouTube lançou o clipe da música "Ebulição", uma das mais recentes da Piromania, e que faz parte do EP lançado na véspera. 


Agenda 22 a 31 de julho: Belém, Rio de Janeiro, Palmas, Manaus, Macapá, Afuá (PA) e Santana (AP)

Belém: 














Rio de Janeiro: 



Palmas:



Manaus:



Macapá: 






















Afuá (PA): 



Santana (AP): 



Agenda 15 a 21 de agosto: Boa Vista, Belém, Palmas e Ananindeua

Boa Vista:




Belém:



Palmas:


Ananindeua (PA):



terça-feira, 22 de julho de 2014

Agenda 1 a 7 de agosto: Manaus, São Paulo, Rio Branco e Belém

Manaus:



São Paulo:




Rio Branco:



Belém:




Som do Norte Entrevista Nelsinho Rodrigues: “O sucesso a gente não compra, a gente conquista”

“Me Libera”, “Volta Logo”, “Não Vá Embora”, “Mentira”, “Brega do Príncipe Negro”, Porque Brigar Assim”, “Traficante”, “Dig Dig Dow”... São tantos sucessos que é até difícil escolher o mais “clássico” para começar uma matéria. O que importa é que todos eles marcaram uma geração apaixonada por brega e que não perde a oportunidade de dançar o passinho do “Gererê”. Nelsinho Rodrigues, dono de tantos “hits”, deu uma entrevista exclusiva ao Som do Norte, para falar do seu trabalho e paixão pela música. Paraense da “gema”, Nelsinho tem 25 anos de carreira e 47 de idade. Além de cantor, já foi dançarino e cover do Michael Jackson. Com a agenda lotada de shows para todo o mês de julho, Nelsinho havia acabado de chegar do município de Santarém quando sentamos para conversar na exuberante Praça Batista Campos, lugar ideal para um bom papo.(Raissa Lennon, de Belém)




Como foi que começaste a tua carreira de músico?

Tudo tem um começo no meio artístico, e eu acho que todo artista tem um sonho. E quando ele quer seguir em frente tem que ter um objetivo claro. Eu quis seguir o lado de cantor. Nunca tive outras ambições. Eu comecei na década de 1970, dublando artistas internacionais, como Michael Jackson, imitei também o John Travolta, aí na década de 80 surgiram os Menudos, Dominó e tudo mais. Tive também a experiência de cantar e dançar, porque fui até dançarino e bailarino. Em 1987 fui me apresentar em São Paulo no programa do Silvio Santos, junto com uma paraense que imitava a Madonna na época, e eu era o Michael Jackson cover. A partir daí já comecei a cantar em barzinho. Nessa época tem uma história interessante, que eu ganhei no jogo do bicho e fui tomar uma cerveja num bar que estava tocando música ao vivo na Pedro Álvares Cabral. Só que o cantor da banda que ia se apresentar faltou, e eu acabei substituindo ele. Daí para frente não parei mais, eu frequentava concurso de calouros e de brega, foi ótimo!

Quantos anos tu tinhas nessa época?

Na época eu tinha uns 18 anos, mas eu comecei a dublar e essas coisas com uns 17 anos. São mais ou menos 25 anos de estrada, 15 de sucesso, e agora estou com 47 anos de idade. Então surgiu a ideia de fazer uma carreira solo, eu já tocava nos barzinhos, e surgiram uns empresários que me falaram: a tua voz é legal, tu canta bem, mas o teu ramo é esse, é o brega, é cantar brega. E eu era apaixonado por cantores como Nelson Vilar, Kim Marques, Edilson Moreno, Alberto Moreno, Tony Brasil... Então, tinha essa “nata” do brega que já era sucesso. E eu sempre fui fã desses camaradas. Foi quando eu fui convidado pelo empresário e produtor Tony Brasil que abriu as portas do estúdio dele, e resolvemos gravar o primeiro disco, que foi certeiro! Na época a gente gravou 10 músicas, e só faltava uma música para o repertório, e a que entrou foi o “Gererê”, que foi justamente a música de sucesso. Então, o começo do Nelsinho Rodrigues foi esse, foi “ralando”. Nada acontece por acaso, tinha que ser assim, no “suor”.

Como era o cenário do brega na década de 1980?

Era um cenário legal. Eu ainda considero um estilo chamado Brega do Pará, que era o que se tinha naquela época e para mim é o que tem hoje. Eu sei que surgiram outros estilos, como o tecnomelody, tecnobrega, brega pop, mas a dança é a mesma. O público paraense gosta muito de dançar agarradinho, mais lento, tem um jeito próprio. Lá fora alguns viam pelo lado pejorativo, mas isso foi mudando com o tempo, de 1990 para 2000 mudou muita coisa, tanto que a nossa música está lá fora, invadiu espaço com o Calypso, Gaby Amarantos, Beto Barbosa e outros artistas. Então, as pessoas diziam assim: vamos marcar um brega ali? E até hoje as pessoas dizem isso: “bora dançar o brega?”, e ainda é destaque o brega como o forte da nossa música paraense.

Falaste da Gaby Amarantos e tem também Gang do Eletro, que fazem muito sucesso hoje. Qual é a importância desses artistas para o cenário musical paraense?

Muito bom, legal, a gente começou todo mundo junto, é uma “rapaziada” bacana que buscou o seu objetivo. Eu acho que o artista, o colega de trabalho tem que dar força. E eu como amigos deles, faço isso. A gente viu a batalha deles, são meus “compadres”, a gente viu o esforço, a luta deles. Cada um tem a sua hora, o seu momento, o momento do Nelsinho ainda não chegou, o tempo é de Deus. Parabéns para essa equipe e para esses artistas, eu fico muito feliz com o sucesso deles.

Mas você também tem vários sucessos com bregas marcantes como “Caprichos”, “Dona Vica”, “Poderoso Dafson” e tantos outros. As letras são românticas e algumas irônicas, fale um pouco dessas composições?

Olha eu vou te dizer uma coisa, todos os artistas tem um estilo de cantar. O Nelsinho Rodrigues é um cantor romântico, eu gravei músicas românticas, apaixonantes, as pessoas gostavam muito, e ainda curtem hoje. Tanto que, se eu não quiser mais gravar nada novo não teria problema, porque o pessoal curte muito essas que marcaram época, como “Capricho”, “Nossa Canção”, “Eu Voltarei”, entre outras músicas. Mas também cantei músicas cômicas como “Dona Vica”, “Teu Pai Toca Tua Mãe Dança”, “Gererê”, que músicas alegres. E até tecnobrega eu fiz, como “Dig Dig Down”, mas o ritmo é mais lento também. Mas assim, não sou contra ninguém fazer nada. Acho que a música tem que ter qualidade, uma boa melodia, uma boa letra, eu acho que o segredo do sucesso é a qualidade, e fazer o seu próprio estilo, aí você vai chegar ao seu objetivo.


Fotos: Raissa Lennon


Como está a carreira atual do Nelsinho Rodrigues?

Mais do que nunca legal, a gente trabalhou para isso, hoje eu tenho do meu lado os meus dois filhos, o Junior (23) e o Neto (22), eles cantam também e são os garotos do “Dig Dion”, que cantam: “não vou mais chorar porque você não quer saber de mim” (cantarola). São rapazes e me acompanham no show hoje, eles são músicos do Nelsinho Rodrigues. Fora que tenho 10 discos de sucesso, três DVDs, já estamos indo para o quarto e a gente não pára, a gente é conhecido nacional e regionalmente, e está ótimo assim. Como eu disse, o tempo não é meu, é de Deus.

Como vai ser esse quarto DVD?

Pois é, o primeiro DVD que a gente vez foi em Macapá, o segundo também, e o terceiro, advinha onde foi? Em Macapá também! Lá o produtor da casa de show deu tudo, o nosso cachê, mais a parte da gravação. Então é isso, infelizmente aqui a gente não tem muito apoio. A Secretaria de Cultura não dá apoio para ninguém, eles escolhem uns a dedo, e eu acho que tem que ser para todo mundo, porque tem espaço para todo mundo. Vamos ver se eu consigo gravar o quarto aqui. A minha música é independente, e a gente vai se virando como pode. Mas a verdade é essa, não temos apoio nenhum aqui em Belém. Já estou cansado de ir para reuniões de incentivo que não dão em nada.

Você fez um show no “Bregaço” do Mormaço recentemente, lá seria um bom lugar para uma gravação, não?

Olha, lá no Mormaço tem esse projeto que é muito legal, o “Bregaço”. No dia que eu me apresentei lotou aquele lugar, todo mundo dançando e curtindo o nosso som. Com certeza lá seria um bom lugar, quero até agradecer a oportunidade que eles estão dando para a gente, mas ainda não conversei com eles sobre isso. Vamos ver, quem sabe. O importante é que os produtores sabem reconhecer o nosso trabalho, eles ligam um mês antes depois para antecipar a agenda e nos contratar, e eles sabem do nosso trabalho, do nosso compromisso, e quanto mais shows que a gente fizer melhor para a gente.

Você acha que sempre existiu esse reconhecimento ou o brega voltou a ser popular agora?

Acho que o brega sempre esteve aí, sempre foi popular. Uma vez um cara chegou para mim no começo da minha carreira e disse: “pô rapaz, eu gastei dez mil reais no meu CD, e como tu gastou só mil reais nesse CD? A tua música só tem uma nota (que era o Gererê), e tá todo esse sucesso!”. E eu respondi: meu querido, o sucesso a gente não compra, a gente conquista. E foi o que aconteceu com o Nelsinho, de repente eu gravei um CD romântico com músicas maravilhosas e todo mundo gostou do que ouviu. Cada um tem a sua vertente, o seu modo de cantar. de gravar, por isso, eu dou a dica para os meus colegas de trabalho: procure fazer o seu personagem, criar o seu próprio estilo, não adianta ficar imitando a voz de Sicrano e Beltrano.


Agenda 14 a 21 de setembro: Macapá


domingo, 20 de julho de 2014

Agenda Palmas: 11º PMW Rock Festival





As bandas Sinestesia (parada há sete anos) e Infecto Feto (que encerrou as atividades em 1999) aceitaram convite da organização do evento para voltar a tocar neste 11º PMW Rock Festival. 

quinta-feira, 17 de julho de 2014