Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Entrevista: Liège

por Raissa Lennon.
de Belém 

 “Meus peitos e meus defeitos são iguais aos seus eu sei, no meio das minhas pernas moram muitas ideias e você gosta delas não é?”. 

Foto: Dianalogica

São esses os primeiros versos da música “Filho de Gal”, que dá nome ao primeiro EP da cantora e compositora paraense Liège. A letra diz muito sobre ser mulher e ter a liberdade para fazer o que quiser e ser o que quiser. Essa mensagem ecoa durante todo o disco de quatro faixas, que foram produzidas por dois anos até o lançamento em 22 de janeiro de 2016 (ouça no Som do Norte).

Com o amadurecimento pessoal depois de se tornar mãe e da carreira que começou aos 15 anos de idade, Liège passeia pela MPB, rock e tropicália com propriedade e segurança. O EP está disponível no Deezer e tem a direção musical de Dan Bordallo e mixagem de Léo Chermont (Strobo), sendo um lançamento do selo Ná Figueredo em parceria com a FUNTELPA e apoio do Estúdio Casarão Floresta Sonora e do Som do Norte. Nesta entrevista exclusiva, Liège conta como foi o processo de criação deste EP. Confira:

Como nasceu o EP “Filho de Gal”, em que momento ele começou a ser construído? 

O EP começou a ser pensado e produzido em 2013, quando a produção e direção musical estavam nas mãos de Félix Robatto. Iniciamos um processo de criação que acabou sendo freado pela falta de recursos financeiros. Recebemos então apoio da FUNTELPA e fomos construindo com calma o perfil do EP que acabou se moldando ao meu amadurecimento como artista. 

O EP tem direção de Dan Bordallo, como foi o processo de gravação? 

Félix me orientou a conversar com o Dan Bordallo e a formar uma banda fixa, própria, que me ajudasse a desenhar esse novo perfil. Aí começamos a mudar arranjos e redesenhar essa produção.

Todas as composições do EP são de sua autoria, como elas surgiram? Quais são as propostas das letras? 

As músicas retratam meu olhar sobre o cotidiano de forma crítica ou bem-humorada, construo narrativas. As músicas pretendem emocionar, fazer com que o ouvinte se identifique e se aproprie delas. Eu componho subitamente, sem programação. Eu vejo algo que me comove, que acho relevante que chegue a todos e dessa inquietude nascem as canções, que em sua maioria, nascem com letra, melodia, videoclipe e show imaginário (risos).

Por que o título do disco e de uma música é “Filho de Gal”, seria uma referência à cantora Gal Costa?

Gal é um artista que sempre foi à frente de seu tempo. Se construiu artisticamente em épocas sociais e políticas ainda mais difíceis e fechadas culturalmente aqui no Brasil. Despertou mulheres transgredindo "normas sociais", ousando nos trajes, nos trejeitos na hora de interpretar, nas letras das canções. A música sugere e instiga a termos essa postura, a sermos donos de nossas histórias, nos aceitando e lutando pelo que acreditamos. Além disso, a música é carregada de ironias que criticam todos os tipos de preconceito. É uma composição minha com arranjo dos músicos João Lemos e Augusto Oliveira, da banda paraense Molho Negro.


Liège no 10º Festival Se Rasgum - 17.11.15
(Foto; Caio Brito e Renato Reis)

Falando em referência, quais foram as suas principais referências e influências para esse disco? 

Em termo de arranjos, os timbres de teclado e sintetizadores foram inspirados no trabalho do músico canadense Mac DeMarco. Tem muito de tropicália e da MPB contemporânea.

A primeira faixa do EP tem uma participação do guitarrista da banda Strobo, Léo Chermont, e do baterista Alexandre Cunha, como surgiu esse convite? 

O Léo não só participou na canção “Gira Sóis”, como também mixou o disco. Ele foi um dos primeiros músicos com quem trabalhei, se tornou um amigo querido e parceiro na música, é um cara extremamente inventivo e talentoso. Me senti honradíssima por ele ter topado não só participar tocando, como mixando. O Alexandre Cunha veio trazido pelo Dan. Foi um querido que topou tocar e doar seu dom pra esse disco. 


Liége na Quarta Autoral - Old School Rock Bar, 17.12.15
(Foto: Augusto Oliveira)

Quando será o lançamento do EP, podes adiantar algumas coisas pra gente? 

Estamos na fase de produção do show de lançamento e de captação de recursos, correndo atrás de patrocínios. Há uma previsão de data, que é 5 de março. Assim que tivermos com tudo amarradinho, avisaremos a vocês do Som do Norte e todos seus leitores e seguidores, para virem cantar conosco!

Por fim, como será a divulgação do EP, shows e etc? 

O EP é virtual, mas há uma possibilidade de disponibilizarmos algumas cópias pra venda. Todos podem acessá-lo pelo meu site www.liegemusica.com.br, que apresenta os links pelo Deezer,  YouTube e SoundCloud pra ouvir!
















Dan Bordallo, Liège e Ná Figueredo no
coquetel de lançamento do EP
- Loja Ná Figueredo, 22.1.16

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Lançamento: Filho de Gal - Liège



A cantora e compositora paraense Liège lança nesta sexta, 22 de janeiro, com exclusividade pelo Deezer, seu primeiro EP, Filho de Gal. Após um mês, as músicas serão disponibilizados via streaming para as demais plataformas digitais, como iTunes e Spotfy.

Com quatro faixas autorais e inéditas, o EP traz uma mistura de pop rock com MPB e ainda ritmos regionais, apresentando composições fortes e arranjos marcantes. “Filho de Gal” é um disco singular, que dá a Liège um lugar de destaque na nova safra da música popular.

O EP tem direção musical do jovem músico Dan Bordallo (Banda Blues & Cia, Jungle Band e Marcel Barreto) e foi gravado em Belém/PA no estúdio Na Music, mixado no estúdio Casarão Floresta Sonora e masterizado no estúdio O Grito, em SP. Realizado e lançado pela Editora Na Music em parceria com FUNTELPA, o EP tem apoio do blog Som do Norte. O show de lançamento do EP está previsto para o dia 20 de fevereiro.



    Faixa a faixa

    1 - GIRA SÓIS (Liège) - A composição retrata a paixão pelos olhos brilhantes de um rapaz e a curiosidade do eu lírico feminino em conhecê-lo através dos seus olhos, adivinhar seus quereres e mistérios. O ritmo é uma mistura entre o pop rock e o carimbó, ritmo paraense, com toques de eletrônico. O guitarrista da banda Strobo, Léo Chermont, fez participação especial na faixa junto com o baterista Alexandre Cunha.

    2 - CABELO (Liège) - Letra e melodia bem humoradas retratando de forma divertida a relação humana com os cabelos, a aparência e seus entremeios. O arranjo é plural, com sintetizadores eletrônicos e baixo em evidência.

    3 - CHEGA-TE A MIM (Liège) - A faixa mais doce e romântica do disco. Carrega o nome de uma famosa erva produzida no mercado do Ver-o-Peso, em Belém do Pará, que promete trazer para perto o ser amado. A letra usa frases com chamativos paraenses, como "bora" que quer dizer "vamos", além de brincar com estrofes que exaltam elementos típicos dos costumes paraenses como rede e chuva da tarde.

    4 - FILHO DE GAL (Liège) - Título do EP, essa faixa é a mais forte do disco. Estampa, em uma só música, diversos problemas sociais, com ironia, trazendo uma reflexão sobre diversas faces do preconceito. Cantada de maneira forte, afirma a força do ser humano como autor de sua própria história, como um Filho de Gal. A referência é a cantora Gal Costa, uma mulher sempre à frente de seu tempo, despudorada e transgressora, que marcou a música brasileira por seu canto e sua atitude libertária no palco e na vida.

    • Liège - A cantora e compositora paraense Liège é um exemplo de que a beleza está na diversidade. Em suas composições, ela faz uma MPB contemporânea com apelo ao pop, brincando com ritmos regionais. Saiba mais no site da artista
    Para Liège, a música está no sangue. Seu avô foi pioneiro na instalação de rádios-cipó (alto-falantes colocados em postes que retransmitiam o som produzido em uma cabine) em municípios próximos a Belém, como Mosqueiro. Os grandes sucessos tocavam nessas rádios e foi nessa atmosfera que sua mãe começou a trabalhar como locutora. Sua avó, hoje com 89 anos, ainda toca vários instrumentos como violão, cavaquinho e piano. Seu irmão também canta e seu tio-avô Hugo Lisboa era escritor, poeta, músico, compositor e foi parceiro de composições da banda paulista Demônios da Garoa. Foi nesse universo que Liège cresceu.

    Ainda criança fez teatro e começou a cantar. Na adolescência, o baterista da banda Álibi de Orfeu, Rui Paiva, descobriu o talento da artista e a levou para cantar em barzinhos. Carreira que interrompeu por três anos por conta da chegada de sua filha, Lis.

    Em 2013, Liège gravou uma versão da música "Pássaro Solto" do compositor Paulo César Pinheiro com o violonista Salomão Habib. No encontro, estee conheceu o trabalho autoral da compositora e lhe cobrou a retomada de sua carreira, agora com composições próprias. A ideia foi amadurecida e o primeiro passo é marcado pela música "Toute la Vie", composição de Liège, que tem produção do músico Dan Bordallo.

    Compondo em português e francês, a artista tem como influências Lenine, Paulinho Moska e os franceses Bem L´Oncle Soul e Charles Aznavour, além do mineiro Milton Nascimento, Gal Costa, Elis Regina e Tulipa Ruiz, grandes referências para sua carreira.

    Misturar é também uma marca de Liège, que entrelaça seu trabalho com as diversas linguagens artísticas como moda, fotografia e artes cênicas e áudio visuais. Foi assim, por meio de uma parceria com o curitibano Filipe Parolin e o paraense Marcelo Rodrigues, que surgiu o clipe da música "Toute la Vie", composição da artista que fala da chegada de sua filha, Lis. Com muita sensibilidade, a dupla de diretores de cinema retrata no vídeo a terna relação entre as duas. O lançamento aconteceu em 2013, no Gotazkaen Estúdio, em Belém.

    Em 2014, Liège fez uma temporada de shows em Belém, em homenagem aos 25 anos de carreira da também cantora e compositora Marisa Monte, intitulado “Diariamente Marisa”, com sucesso absoluto de bilheteria.

    Em 2015, a artista obteve destaque durante sua apresentação no 10º Festival Se Rasgum, após ser vencedora das Seletivas para o festival e iniciou a produção e gravação de seu primeiro EP intitulado Filho de Gal.

    quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

    Agenda Macapá: 2º Viva Macunaíma



    Texto: Mariléia Maciel

    O 2º Viva Macunaíma será neste sábado, 23, com a participação das escolas de samba do Amapá, grupos de samba e de pagode, no Theatro do Samba da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho (AUSBL), a partir das 20h. A ação de solidariedade é para ajudar o intérprete de samba de enredo, Agnaldo dos Santos, conhecido como Macunaíma, que está em tratamento para combater o câncer. Os eventos solidários são organizados por uma comissão, formada por familiares, integrantes de AUSBL, de escolas de samba, artistas e amigos.  As bebida e comidas que serão vendidas são doações de amigos, e a entrada custa R$ 10,00.

    Macunaíma é intérprete da USBL, membro da família quilombola tradicional, ele é neto da falecida Tia Chiquinha, e filho de Benedito Santos, o seu Biluca, fundador da Boêmios. No início de janeiro, após retorno da biópsia feita em São Paulo, foi confirmado o diagnóstico de câncer no esôfago.  Sem condições financeiras, uma grande rede de amigos e parceiros foi formada em menos de 48 horas após a confirmação, e Macunaíma, através do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), foi transferido para um hospital no Nordeste, onde recupera a resistência física para continuar as sessões de radioterapia.  

    O primeiro Viva  Macunaíma aconteceu há menos de duas semanas e mostrou a força da rede solidária. A coordenação se uniu na organização das apresentações de cerca de 50 artistas amapaenses, quando foram vendidas comidas e bebidas, fruto de doações, e centenas de pessoas pagaram para entrar o Theatro do Samba para ajudar no tratamento de Macunaíma, e assistência à família. Ele é casado e tem quatro filhos. A arrecadação, de R$ 15.640,00, foi depositada após o evento.

    Este evento, em parceria com a Liga das Escolas de Samba do Amapá (Liesap), terá a participação das baterias de escolas de samba, com rainhas de bateria, casais de mestre-sala e porta-bandeira, passistas e sambistas. “Macunaíma é uma pessoa muito querida, humilde e trabalhador, e conseguiu reunir em solidariedade, todo o segmento cultural, imprensa, empresários, políticos e gestores, que ajudaram a lotar a sede de Boêmios, de amigos e muitas pessoas que nem o conheciam para o primeiro evento.  Somos gratos à todos, que formam a corrente de amor, com ajuda financeira e orações, em favor de Macunaíma”, agradeceu seu irmão, o músico Adelson Preto.

    quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

    Agenda Macapá: Encontro Cultural Viva Macunaíma




    Uma grande mobilização de artistas, carnavalescos, sambistas e comunidade em geral está acontecendo desde o início da semana, para ajudar o intérprete da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho, Agnaldo Santos, conhecido como Macunaíma, de 40 anos. Ele teve o diagnóstico de  câncer no esôfago confirmado na tarde desta terça-feira. A doença está no nível 3, e precisa de ajuda para o tratamento. As promoções para arrecadar recursos iniciam neste final de semana, com programação no Theatro do Samba de Boêmios do Laguinho.

    “A rede de solidariedade foi muito importante, porque juntou todo mundo em 48 horas. Macunaíma tem muitos amigos e isso agilizou sua saída de Macapá. Vimos com emoção todos chegando com muito boa vontade, querendo doar um pouco, desde alimentos para a família até carinho e força. Ele deixou de ser intérprete de Boêmios e se tornou um cidadão de todas as vertentes culturais. Isso é muito emocionante, ver as escolas de samba, grupos de pagode, cantores da MPA, todos unidos em favor do Macunaíma”, disse Jocildo Lemos, presidente da Universidade de Samba.



    Na noite desta quarta-feira, 6, foi realizada uma reunião na sede da agremiação, com a presença de artistas, carnavalescos, comunidade, amigos e familiares, que montaram uma equipe de coordenação das promoções. “Muita gente estava organizando promoções, mas montamos esta central de organização para evitar a coincidência de dias e horários. Esta central também ajuda na divulgação das ações e a viralizar nas redes sociais. É a Corrente de Amor para ajudar Macunaíma”.

    Com a ajuda da rede de solidariedade, o intérprete conseguiu vaga em um hospital de Fortaleza, e ontem mesmo seguiu para iniciar a radioterapia. A esposa, Cristina Vilhena, está acompanhando e os quatro filhos do casal ficaram em Macapá sob os cuidados de familiares. Neste domingo tem programação no Theatro do Samba a partir do meio-dia, com venda de comidas, apresentação de grupos de marabaixo e escolas de samba, e shows artísticos. Durante os intervalos serão sorteados prêmios. Nos próximos finais de semana as promoções continuam em vários cantos da cidade.

    Programação deste domingo, 10 de janeiro:

    10h – abertura do Theatro do Samba
    12h – Venda de comida e bebida
    De 14h às 16h – apresentação de grupos tradicionais de batuque e marabaixo
    De 16h às 19h – Show de cantores da MPA
    A partir de 19h – Show de samba e pagode, apresentação de escolas de samba.

    Ingresso: R$ 10,00

    Atrações confirmadas:

    Paulinho Bastos, Taronga, Mayara Braga, Alan Gomes, Tom Campos, Patrícia Bastos, Enrico Di Miceli, Banda Negro de Nós, Nonato Santos, Brenda Melo, Oneide Bastos, Afro Brasil, José Maria Cruz, Fabinho, Cleverson Baia, Nena Silva, Adelson Preto, Pezão, Clay Sam, São Batuques, Poetas Azuis, grupos de Marabaixo da Favela, da Juventude, e do Laguinho, grupo Raízes do Bolão, Cia de Dança Afro Baraká, e grupo de toada Estrela do Norte. 

    terça-feira, 8 de dezembro de 2015

    Foi Show: Dia D Fest 30 Anos Delinquentes

    Texto e fotos: Raissa Lennon,
    de Belém

    Logo nos primeiros riffs do show de uma das bandas de hardcore mais consagradas do país, a roda punk já se formou naturalmente. A banda Delinquentes comemorou os seus 30 anos de carreira em grande estilo no Dia D Fest, que aconteceu em 28 de novembro no Insano Marina Club (Belém) e contou com mais 12 bandas dos mais variados estilos, do garage rock ao heavy metal.



    Os aniversariantes do dia foram a oitava banda a se apresentar e simplesmente “quebraram” tudo em cima do palco, como já era de se esperar. Entre as músicas antigas já conhecidas do público como “Um belo dia pra morrer” ou “Lumo delinquente”, eles mostraram duas novas: “Fúria urbana” e “Mad Max now”. O show também contou com duas participações especiais, a de Raniery Pontes, baterista do Cais Virado que tocou com eles na década de 1990, e de Jacob Franco, que tocou com a banda no início dos anos 2000 e hoje lidera a banda experimental Projeto Secreto Macacos.

    Mas sem dúvida o momento mais emocionante foi a bonita homenagem ao vocalista do Babyloyds, Gerson Costa, falecido em 15 de novembro em decorrência de um atropelamento na BR-316. O Delinquentes tocou “Inteligência Humana”, da banda Babyloyds, dedicada pelo vocalista Jayme Katarro a Gerson Costa.

    “Posso dizer que o show foi insano. Foi um dos melhores shows em termos de resposta do público dessa formação. Chamamos alguns amigos, a ideia era chamar mais, mas o tempo e o dinheiro não permitiram”, comentou Jayme, que tocou ao lado dos parceiros de banda Pedro Bernardo (guitarra), Raphael Drums (bateria) e Pablo Cavalcante (baixista). O Delinquentes encerrou o show com a música “Planeta dos Macacos”, com o público cantando em coro e o Jayme Katarro no meio da roda punk.


    A banda Navalha (ao lado) comentou sobre a relação que eles têm com o Delinquentes. “O Jayme Katarro acompanha nossa banda desde o início por isso é uma honra participar desse evento”, comentou o vocalista Eric Alvarenga que completou dizendo que esse “foi o melhor show do Navalha do ano e que superou as expectativas”. No Dia D, o grupo tocou canções do álbum O instinto, de 2012. 


    Outra banda que mandou o seu som foi Blind for Giant (foto acima), que tocou músicas do EP Greetings to the Farewells, de 2013. “Eu acho que o público se divertiu bastante com o show e a gente também”, comentou o vocalista Allan Souza. Eles contaram que receberam o convite para tocar no Dia D por meio do amigo e produtor José Lucas (Sokera), que indicou a banda para o Jayme Katarro. Para Allan, “não tem como não ser influenciado pelos Delinquentes, eles são os ‘caras’ do rock paraense”.

    Jayme Katarro explica que é a terceira edição do Dia D Fest e que o evento começou como um festival pequeno, mas depois tomou uma proporção maior do que o esperado. Com a ajuda do Kaká (do selo Xaninho Discos Falidos), o festival ficou no formato do Fabrikaos e do Pitiú Festival, eventos com muitas bandas na programação. “O saldo foi muito bom, pois as bandas mandaram bem, cada qual a seu estilo, e o público compareceu em peso”, destacou. O evento deste ano teve o apoio do Som do Norte.

    Velhos conhecidos do festival, os integrantes da banda de heavy metal D.N.A. já se sentem parte desse evento.  “Os Delinquentes são parceiros nossos, tocamos no DVD da banda e agora nessa comemoração mais do que merecida. Eles são uma das mais importantes bandas do punk rock nacional. O Jayme é meu parceiro, meu irmão”, contou o baterista Mauro Seabra, que junto com Bruno, no vocal, Alexandre e Paulo Henrique nas guitarras e Sidney Klautau, no baixo, tocou as músicas do disco “Love and hate”, lançado em outubro de 2015.

    O público também pôde banguear com as bandas Sisa, Antcorpus, Sokera, The Last Machine, Rennegados, A Red Nightmare, Briga de Bar, Insolência Públika, e para encerrar a noite teve o show da banda de death metal nipo-brasileira, Neuróticos, única da programação de fora do estado (formada por músicos de São Paulo e da cidade japonesa de Hiroshima). “O Neuróticos foi sugestão do Kaká e ele acertou em cheio. Os caras fizeram um showzão e o povo todo curtiu”, elogiou Jayme Katarro (foto abaixo). 



    terça-feira, 1 de dezembro de 2015

    Café com Tapioca nº 7: Sônia Nascimento

    Por Raissa Lennon, de Belém
    Fotos: Walda Marques

    Na década de 1990, a cantora Sônia Nascimento fez sucesso nas noites de Belém cantando nas bandas Jardim Elétrico e Florbella Spanka. Depois disso, ficou afastada da música por treze anos e voltou a se apresentar em 2010, em carreira solo. Em 2015, lançou seu primeiro CD, Invento. Canções como “Viver de Brisa” (Renato Torres e Sônia Nascimento), “Aquele amor” (Allan Carvalho e Sônia Nascimento), “Nada vai voltar assim” (Luizan Pinheiro) ou “Algum Mar” (Renato Torres e Edir Gaya), são registros de parcerias musicais de longa data. “Invento já tomou asas e está voando pelo mundo”, festeja Sônia, que em entrevista exclusiva para o Som do Norte comenta a repercussão desse trabalho. Confira:


    Som do Norte: Você lançou o seu primeiro disco neste ano de 2015, como está sendo a divulgação deste trabalho, os shows e recepção do público?

    Sônia Nascimento: O Invento é meu primeiro trabalho gravado em CD. O lançamento oficial foi em 3 outubro no Centro Cultural Sesc Boulevard. A receptividade do público tem sido surpreendente.  Ouvindo o CD, as pessoas conseguem alcançar o que nós queríamos de fato: a emoção. Não fizemos um trabalho para ser mercadologicamente ou midiaticamente aceitável ou fugir das minhas características como cantora, mas sim alcançar o coração de quem se permite ouvir o Invento. Só tenho a agradecer a quem vem nos dando força.  O trabalho está só começando e em 2016 acredito que ele vá tomar um rumo legal e também muito fôlego. 

    Som do Norte: Apesar de ser o seu primeiro disco, você já tinha uma carreira anterior na cena musical paraense. Então, o que esse disco representa para você? Por que do nome Invento?

    Sônia Nascimento: Invento foi o título do meu show de retorno aos palcos depois de treze anos afastada. Realizei em 2010 e 2011, com a direção musical do Leo Bitar, cenografia do Nando Lima e arranjos do Renato Torres (violões), Rubens Stanislaw (baixo) e Diego Xavier (bandolim e percussão). Na segunda temporada de shows, o Rodrigo Ferreira (teclado) entrou para trupe. Este show, que tinha no repertório canções de José Miguel Wisnik, Maurício Pereira, Kassin, Egberto Gismonti, Paulinho Moska, Nei Lisboa, Renato Torres, Edir Gaya, Dulce Quental, Renato Vilaça, entre outros, me norteou para escrever o projeto do CD, que acabou tendo o mesmo nome.

    A gravação de um CD, mesmo com patrocínio, é um grande desafio – principalmente para uma artista independente. O Banco da Amazônia foi fundamental para que conseguisse realizar esse sonho, junto aos amigos me ajudaram a construir esse trabalho.  O Renato Torres, no seu quarto azul onde fica o Guamundo Home Studio, fez os arranjos, gravações, tocou, cantou, dirigiu, mixou  e masterizou junto com Rodrigo Ferreira, A Latina Produções através do Elisio Eluan e do Floriano Netto fizeram todo o material gráfico do CD  e do projeto, a Walda Marques as fotos, O Discosaoleo com Leo Bitar e Sergio Barbagelata e mais Rubens Stanislaw, JP Cavalcante, Diego Xavier, Allan Carvalho, Elisio Eluan que tocaram e cantaram,  também Edir Gaya (que escreveu a apresentação do CD), Alex D’Castro, Luizan Pinheiro, Silvinha Tavares e Daniel Bastos, Paulo Vieira, Claudio Coimbra e Clemente Schwartz que foram  compositores que cederam suas músicas para compor o “Invento”. Esse disco representa o registro do meu trabalho de quase 25 anos de carreira, uma apresentação da cantora, um sonho realizado com muito suor e lágrimas, mas com muito amor envolvido e é esta emoção que muitas pessoas dizem sentir quando ouvem o Invento.


    Som do Norte: Você compôs algumas músicas para este disco, sozinha e com parcerias. Qual é a necessidade de criar canções também, além de cantar? Você se considera mais compositora ou cantora?

    Sônia Nascimento: Compor foi um mero acidente (risos), eu não faço melodias, só escrevo letras. Sou uma cantora intuitiva. Então, escrevo e mando para os músicos (eles têm total liberdade de mexer na letra), e foi o que aconteceu com o Renato Torres em “Viver de Brisa” e com o Allan Carvalho em “Cantiga”, “Aquele amor” e “Nu muro”. Me considero muito mais cantora que compositora, agora cantar uma canção onde tem um pedaço da tua vida naquela letra é muito mais pulsante, vai emoção pura. Porém, as outras canções que fazem parte do CD de outros compositores também me traduzem perfeitamente.


    Som do Norte: Suas canções versam entre MPB, mas por vezes, tem umas pegadas mais pesadas do rock. Um estilo que foi chamado de "MPB eletrônico". Quais são suas influências musicais? Cantores, cantoras ou bandas que te inspiram, sendo daqui do Pará ou de fora? 

    Sônia Nascimento: Sempre me considerei uma cantora de música brasileira, mas no decorrer da minha história esta música foi se transformando em uma “MPB eletrificada”, conceito dado pela imprensa local no período em que fui vocalista das bandas Jardim Elétrico e Florbella Spanka, nos anos 90. Nunca tive preconceitos no que iria cantar e nunca me preocupei com que iriam dizer, cantava e canto o que me emociona e diverte. Nestas bandas cantava Amado Batista, Belchior, Luiz Melodia, Tim Maia, Mutantes, Rita Lee, Secos e Molhados, Chico César, Cássia Eller, Arnaldo Antunes, Waldemar Henrique, Banda Epadú entre outros, mas não eram as mesmas músicas que se costumava ouvir na noite, era um trabalho de pesquisa, rearranjado e levado para o rock’n'roll e o pop, sem esquecer a essência da Música Brasileira. Infelizmente naquela época não existiam as câmeras dos celulares e nem internet, temos pouco material de vídeo, algumas coisas de áudio gravado ao vivo, uma gravação em estúdio de quatro músicas e muitas matérias dos jornais impressos. Algumas das minhas influências já foram citadas acima, porém, sempre ouvi muita música. Adoro vozes que me emocionam, Nana Caymmi, Mônica Salmaso, Gal Costa, Ná Ozzetti, Roberta Sá, Cida Moreira, Milton Nascimento, Gilberto Gil entre outros.

    Som do Norte: Para finalizar, com quem você tomaria um Café com Tapioca?

    Sônia Nascimento: Adoro café com tapioca e reunir amigos para uma boa mesa de café é delicioso. Tenho total admiração pelo Milton Nascimento, brinco sempre o chamando de primo (risos), sei que ele não sabe da minha existência, mas prepararia um mega Café com Tapioca para recebê-lo.


    terça-feira, 24 de novembro de 2015

    Zona Tribal lança segundo clipe, "Suicídio", gravado em Manaus e em um seringal




    Por Chris Reis,
    de Manaus

    Gravado há um ano, o videoclipe “Suicídio” da banda amazonense Zona Tribal foi registrado pela produtora Movie3 de São Paulo e contou com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (SEC). As locações foram, além do Seringal Vila Paraíso, um escritório administrativo e também um edifício no centro urbano da capital.

     “Uma das ideias é mostrar o contraste entre os aglomerados humanos, na região, destacando Manaus, como a cidade de concreto dotada de tecnologias e o Seringal Vila Paraíso, que recentemente recebeu seus primeiros cabos de energia elétrica”, enfatiza o vocalista Mencius Melo.  

    A assinatura do clipe é do diretor mineiro Mess Santos, que assinou trabalhos para Jota Quest, Malta, Naldo Benny, Manú Gavassi, Hevo84, Aliados, Kiko Loureiro, CW7, Onze e 20 e Richie Kotvem, ex-guitarrista do Poison.

     Sob as lentes de Mess e sua equipe, participaram ainda o ator Ricardo Chamma e o ator mirim André Costa de 10 anos. As gravações duraram três dias e o esforço da banda foi dobrado. “Carregamos equipamentos em barcos, depois subimos mais de 20 andares com os mesmos equipamentos para registrar Manaus do alto de um prédio no centro da cidade”, conta Marcos Moura, baterista. “Deu trabalho, mas o resultado final agradou a todos”, declarou o baixista Plínio Cerqueira.

    Mess também é o responsável pelo primeiro videoclipe da Zona Tribal, intitulado “Guerrilha”, gravado em Manaus, na Maloca Multiétnica do Memorial Povos da Amazônia.

    “O primeiro videoclipe da Zona Tribal foi prazeroso pelas locações urbanas da cidade de Manaus, mas, desta vez o trabalho tende a ser melhor porque exigiu mais da equipe afinal, não é todo dia que se filma em um seringal da floresta amazônica”, comenta o diretor.

    Rock na selva - Localizado na região do rio Negro, o Seringal Vila Paraíso fica a 40 minutos de barco saindo da capital amazonense. O seringal é um museu a céu aberto, administrado pela Secretaria de Estado da Cultura do Amazonas (SEC), onde pode ser encontrada um pouco da história da economia da borracha, produto que projetou cidades como Manaus e Belém para o mundo. A borracha durante o final do século 19 foi o principal produto de exportação do Brasil, gerando uma enorme riqueza nas capitais do Pará e Amazonas, mas tal riqueza que construiu os majestosos Teatro Amazonas em Manaus e da Paz em Belém era baseada no regime de escravidão praticado nos seringais.

    Estrada - A Zona Tribal é uma das mais longevas bandas de rock autoral de Manaus. Surgiu nos corredores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em meados da década de 1990. É formada por Marcos Moura na bateria, Jean Carlo na guitarra, Plínio Cerqueira no baixo e Mencius Melo no vocal.

    A banda fez parte do extinto projeto ‘Valores da Terra’, onde gravou o álbum de estréia ‘Zona Tribal’ em 2002. Em 2006, lançou “Extremo Norte”. Há três anos, lançou pelo selo Blast Records, de São Paulo, o álbum “Crônicas”, no formato digital pelo portais de venda digitais Itunes e OneRPM. 

    Para comemorar quase duas décadas de estrada, a banda Zona Tribal projeta para 2016, o lançamento do álbum “Cinzas do Norte”, título retirado da obra homônima do escritor amazonense Milton Hautom.

    Mais que uma homenagem às letras amazonenses, o disco é uma celebração do trabalho que a Zona Tribal desempenha ao longo de quase duas décadas de atuação na cena local. Três das faixas do novo disco têm por título “Vingança!”, “O Fim do Mundo Aconteceu e Deus Esqueceu de Avisar” e “A Estrada”. 

    segunda-feira, 23 de novembro de 2015

    Nicotines e Ponto 40 tocam na Venezuela sábado


    Duas bandas nortistas, a Nicotines (Manaus) e a Ponto 40 (Boa Vista) irão participar no sábado, 28, do 2º Festival Binacional Rock Sin Fronteras. O evento acontece no Museo Contemporâneo Jesús Soto, em Ciudad Bolívar, Venezuela.


    Também irão tocar as bandas venezuelanas Dilema, Ac3rtijo e Pez Volador (Venezuela). Os shows começam às 17 h (hora local). 

    O vocalista da Ac3rtijo, Carlos Barreras, afirma que o Rock Sin Fronteras tem o objetivo de fazer o intercâmbio cultural entre Venezuela, Brasil e Guiana, mobilizando a cadeia produtiva do rock, fomentando um novo cenário para o circuito na tríplice fronteira.  

    A Nicotines tem como destaque a estreia de um novo integrante, o guitarrista André Cardoso (foto à direita). 

    O baterista da Nicotines, Lauro Henrique, comemorou a volta de sua banda ao país: "Adoramos tocar na Venezuela, em 2012 estivemos no 2º Gran Sabana Rock e foi maravilhoso. Dividimos o palco com bandas da Venezuela, Argentina, Guiana.  Estamos animados e ansiosos em visitar mais uma vez esse lindo país e lançar nosso EP em Ciudad Bolivar. O público de lá é fantástico, eles trazem uma energia incrível!!!". 

    O EP ao qual Lauro se referiu é A Mil por Hora, lançado em maio pela revista Gatos e Alfaces, e que pode ser baixado em https://soundcloud.com/nicotinesoficial . A turnê de lançamento já passou pelo Amazonas e Roraima, e as próximas datas são em Manaus: Vírus Bar em 6/12 e Festival Arte, Rock e Putaria (Rio Negro Clube), no dia 19. 

    terça-feira, 17 de novembro de 2015

    Agenda Macapá: Encontro dos Tambores

    Texto e fotos: Mariléia Maciel,
    de Macapá

    A partir desta quarta-feira, 18, tem programação do Encontro dos Tambores, no Centro de Cultura Negra do Amapá (UNA), com a abertura oficial e programação cultural. O evento integra o Mês da Consciência Negra, que iniciou no dia 12 e encerra em 3 de dezembro. A realização é da União dos Negros do Amapá (UNA), movimentos sociais negros, com apoio do Governo do Estado do Amapá (GEA) e Prefeitura de Macapá (PMM).

    Às 18h, autoridades anunciam oficialmente a abertura do Encontro dos Tambores, e em seguida tem programação de reggae, capoeira e hip hop, com apresentações de bandas, DJ’s, roda de capoeira, festivais e disputas de grupos. No dia 19 tem o concurso que elege a Mais Bela e o Mais Belo Negro do Amapá, com a participação de 13 candidatos. No intervalo, apresentação das bandas Afro Brasil e Afro Ritmo, e outras atrações.



    Cultos Afros


    O Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, começa com a Caravana Saúde do Axé, que faz atendimento médico na escola Azevedo Costa, durante o dia, quando também estará acontecendo a Feira Quilombola, na lateral do CCNA. Às 16h a Caminhada Zumbi dos Palmares sai da praça Barão do Rio Branco em direção ao Centro, onde encerra, e logo após, o momento mais esperado, a Missa dos Quilombos, seguida das primeiras apresentações do Encontro dos Tambores, que encerra dia 23.


    Missa dos Quilombos

    Dentro do espaço do CCNA outras atividades culturais estarão acontecendo, como exposição e comercialização de artesanato, fotografia e artes plásticas, rodas de capoeira, rodas de conversa sobre a cultura e religiosidade africana. A programação do Mês da Consciência Negra também acontece fora dos muros do Centro. Oficinas, palestras, homenagens e cultos de todos os segmentos culturais e religiosos são realizados em escolas, praças, terreiros e associações.


    Dança Africana

    ***


     Programação do Mês da Consciência Negra
    XIX -ENCONTRO DOS TAMBORES
    REALIZAÇÃO:
    UNIÃO DOS NEGROS DO AMAPÁ
    APOIO:
    GEA, PMM

    Data
    Evento
    Horário
    Local
    12/10
    Oferenda dos Orixás
    21h
    Centro de Cultura Negra do Amapá - CCNA
    13/11
    Roda de Conversa dos Gestores da Matriz Africana
    09h às11h
    Fortaleza de São José de Macapá
    14/11
    Tambor de Mina – Umbanda
    20h
    Terreiro da Mãe Iolete
    15/11
    Homenagem aos Orixás
    22h
    Centro de Cultura Negra do Amapá
    16 à 19/11
    Oficinas Afro Baraká
    17h
    Itinerante – escolas públicas
    16 à 20/11
    Ciclo de Oficinas e Apresentações de Capoeira
    16h às 22h
    Itinerante praças, escolas e CCNA
    12 à 20/11
    Semana Estadual de Hip Hop
    08h às 22h
    Itinerante praças, escolas e CCNA
    16 à 20/11
    Tambores da Liberdade – Oficina de Percussão Atabaques de Matriz Africana
    08h às 22h
    Itinerante praças, escolas e CCNA
    17/11
    Seminário “Ensino Religioso por uma Educação Laica”
    08h às 14h
    Centro Cultural Franco Amapaense
    18/11
    Seminário de Educação Quilombola   - Entraves e Perspectivas
    08h às 14h
    Universidade Estadual do Amapá – UEAP
    18/11
    Abertura do Encontro dos Tambores
    Festival Movimento Reggae
    IV Batalha Zumbi dos Palmares
    Apresentação de grupos de Rap
    Rinha de MC’s
    Festival de Capoeira
    18h
    Centro de Cultura Negra do Estado
    19/11
    Encontro dos Ogans e Ekeds da Amazônia Legal
    16h
    Instituto Rumpilê (Ilha Mirim)
    19 à 23/11
    IV Exposição Zumbi Arte
    18h às 00h
    Centro de Cultura Negra do Amapá
    19 à 24/11
    Feira Quilombola
    16h às 22h
    Av; Mãe Luzia em frente ao CCNA
    19/11
    Entrega de Comendas para Personalidades Negras
    14h
    Palácio do Setentrião
    19/11
    Posse do Comitê Gestor Programa Amapá Afro
    14h
    Palácio do Setentrião
    19/11
    Concurso A Mais Bela Negra e o Mais Belo Negro Do Amapá 2015
    21h
    Centro de Cultura Negra do Amapá
    19 à 21/11
    Encontro dos Afro Religiosos do Amapá
    19h
    Terreiro de Mina Nagô Santo Antônio
    20/11
    Caminhada Zumbi dos Palmares
    16h
    Praça Barão Rio Branco/CCNA
    20/11
    Missa dos Quilombos
    19h

    20 a 22/11
    Encontro dos Tambores
    18h
    Centro de Cultura Negra do Amapá
    21/11
    Oficina de Capoeira Regional
    19h
    União dos Capoeiristas do Amapá
    22/11
    Oficina de Maculelê e Jogo de Navalha
    19h
    União dos Capoeiristas do Amapá
    25/11
    Jantar Baile com Famílias Negras Tradicionais do Estado do Amapá
    19h às 00hs
    Centro de Cultura Negra do Amapá
    27/11
    Seminário de Capoeira nas Escolas – Bases Legais, Avanços e Desafios
    09h às 14h
    Fortaleza de São José de Macapá
    27/11
    Oficina de Ladrão e Percussão de Marabaixo
    19:30
    União dos Capoeiristas do Amapá
    27/11
    Oficina Alfaias de Terreiro
    19h
    LIRA
                28/11
    Encontro Estadual das Comunidades Negras – CONAQ
    8h às 16h
    CONAQ – Eliezer
    Levy entre General Osório e Nações Unidas
    30/11 A
    Caravana Amapá Afro
    08h
    Distrito de Carapanatuba
    02 e 03/12
    Espetáculo de Dança Crioulas em Magia Negra
    13h às 18h
    Itinerante






    XIX ENCONTRO DOS TAMBORES


    DIA 20 DE NOVEMBRO – Sexta-Feira

    ORDEM GRUPO/COMUNIDADES Horário
    UDNSC 21:30 às 22:00
    Raízes do Bolão 22:10 às 22:40
    União Folclórica de Igarapé do Lago 22:50 às 23:20
    Manoel Felipe 23:20 às 23:50
    Sairé do Carvão 00:00 às 00:30
    Zimba do Cunani 00:40 às 01:10
    Associação Santo. Antônio e São Benedito do Coração 01:20 às 01:50
    São João do Maruanum II 02:00 às 02:30
    Quilombo do Rosa 02:40 às 03:10
    10º Associação do Curiaú 03:20 às 03:50

    DIA 21 DE NOVEMBRO – Sábado

    ORDEM GRUPO/COMUNIDADES Horário
    Raízes do Marabaixo (CONGA) 18:30 às 19:00
    Tia Joaquina 19:10 às 19:40
    São Benedito de Campina Grande 19:50 às 20:20
    Santa Luzia do Maruanum II 20:30 às 21:00
    Raízes do Babá 21:10 às 21:40
    Berço do Marabaixo 21:50 às 22:20
    Marabaixo do Pavão 22:30 às 23:00
    Mata Fome 23:10 às 23:40
    10º Marabaixo do Laguinho 23:50 às 00:00
    11º São João do Matapi 00:10 às 00:40
    12º Filhos do Criau 00:50 às 01:20
    13º Nossas Raízes 01:30 às 02:00
    14º Tambor de Crioula 02:10 às 02:40

    DIA 22 DE NOVEMBRO – Domingo

    ORDEM GRUPO/COMUNIDADES Horário
    Arthur Sacaca 18:30 às19:00
    São Benedito do Mazagão Novo 19:10 às 19:40
    Irmandade São José 19:50 às 20:20
    AZEBIC 20:30 às 21:00
    Torrão do Matapi 21:10 às 21:40
    Raimundo Ladislau 21:50 às 22:20
    São Pedro dos Bois 22:30 às 23:00
    São Francisco do Matapi (Tia Sinhá) 23:10 às 23:40
    União Folclórica de Campina Grande 23:50 às 00:20
    10º Mãe de Deus da Piedade 00:30 às 01:00
    11º Herdeiro do Marabaixo 01:30 às 02:00
    12º São Sebastião do Igarapé do Lago 02:10 às 02:40

    DIA 23 DE NOVEMBRO – Segunda-feira

    ORDEM GRUPO/COMUNIDADES Horário
    Malocão do Pedrão 18:30 às19:00
    Santo Antônio do Matapi 19:10 às 19:40
    Irmandade São Benedito do Mazagão Novo 19:50 às 20:20
    Marabaixo do Ambé 20:30 às 21:00
    Raízes da Favela 21:10 às 21:40
    São Raimundo do Pirativa 21:50 às 22:20
    Ilha Redonda 22:30 às 23:00
    Raízes do Coração 23:30 às 00:00
    São Tomé do Pirativa 00:30 às 01:00
    10º Ancestrais 00:10 às 01:40
    11º Porto do Céu 01:40 às 02:10