Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Museu Fortaleza de São José recebe a exposição As Tias do Marabaixo


A exposição As Tias do Marabaixo volta a estar disponível ao público em geral, depois de uma série de exibições voltadas para escolas. As fotos estarão na Galeria de Arte do Museu Fortaleza de São José de Macapá no período de 28 de novembro (sexta) 7 de dezembro (domingo), no horário de 8 às 18 (terças a domingos). A visitação tem entrada franca. 
Além de ser uma das edificações mais antigas da capital amapaense (a Fortaleza foi construída entre 1765 e 1782), o prédio tem ligação com a origem do Marabaixo, já que a obra motivou a vinda de grande número de escravos negros para trabalhar na construção. Parte destes escravos, ao fugir, criou o quilombo do Curiaú, um dos locais onde se estima que o Marabaixo possa haver começado.  

Ao contrário da mostra aberta ao público anterior, realizada no Amapá Garden Shopping em setembro, na qual foram apresentadas cópias em papel das fotos do jornalista Fabio Gomes, na Fortaleza os visitantes poderão ver os mesmos banners que têm percorrido as escolas de Macapá.

No domingo, 30 de novembro, Fabio Gomes palestrará sobre o projeto As Tias do Marabaixo para cerca de 600 visitantes vindos da Alemanha em um cruzeiro marítimo.

A Fortaleza está localizada na rua Cândido Mendes, entre Antônio Coelho e Henrique Galucio, no centro de Macapá, às margens do rio Amazonas.

Escolas podem agendar visitas diretamente na Biblioteca do Museu Fortaleza de São José de Macapá, ou pelo fone 99148-2988, com Vilma. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

domingo, 23 de novembro de 2014

Terceiro cartaz da campanha Vista essa ideia homenageia o povo da Amazônia



Em sua terceira semana, a campanha promocional Vista essa ideia faz uma homenagem ao povo da Amazônia, destacando sua alegria de viver e sua cordialidade com os visitantes, além de chamar a atenção para sua aversão a preconceitos - o que é digno de nota, afinal o preconceito contra moradores da região Norte (e do Nordeste também, diga-se de passagem) infelizmente tem virado rotina nas redes sociais.

- Sendo o povo da Amazônia o tema do cartaz, foi natural a escolha da foto maior do cartaz, em que além da modelo Suelen Leão aparecem vários moradores de Macapá que se encontravam na praça Floriano Peixoto no momento em que fazíamos as fotos - explica Fabio Gomes, idealizador da campanha. 

A arte da camisa "O Norte é legal que só" é de autoria do artista rondoniense Boca Anízia Béra, que autorizou seu uso pelo Som do Norte. 

Este e os outros seis modelos de camiseta estão disponíveis para aquisição para todo o Brasil através da Loja virtual Som do Norte



terça-feira, 18 de novembro de 2014

Post nº 4600: Como adquirir as camisas @SomdoNorte

Adquirir sua camisa Som do Norte é muito fácil! Basta seguir estes passos. `

1 - Primeiramente, escolha um dos nossos 7 modelos (4 da Coleção Som do Norte e 3 da Coleção As Tias do Marabaixo) na página da Loja Som do Norte ou na página das Camisas Som do Norte no Facebook 


2 - Se você mora em Macapá, entre em contato pelo telefone 96-98124-9871  ou pelo e-mail musicadonorte@gmail.com, informando o(s) modelo(s) que você quer, a quantidade e o(s) tamanho(s).
- Você também pode encomendar direto pela página das Camisas Som do Norte no Facebook . 
- Você irá receber sua(s) camisa(s) em local e horário a combinar, em até 24h (em dias úteis). Cada unidade custa apenas R$ 25,00.


3 - Se você mora em qualquer outra cidade do Brasil, encomende pela página da Loja Som do Norte (http://somdonorte.lojaintegrada.com.br/), escolhendo modelo(s), tamanho(s) e quantidade.
- Além do valor de R$ 25,00 referente cada camiseta, haverá o custo do frete para entrega na sua cidade.
- Na própria página você pode efetuar com segurança o pagamento, via sistema PagSeguro, através do qual pode optar por efetuar depósito ou transferência bancária, ou ainda pagamento em seu cartão de crédito (inclusive com possibilidade de parcelamento).
- Tão logo confirmemos seu pedido, iremos confeccionar sua camiseta e colocar no Correio no dia útil seguinte.
- O prazo de entrega do Correio pode variar de 1 a 14 dias úteis. 

Importante: não mantemos estoque de nossas camisetas, elas são produzidas exclusivamente sob encomenda. 

Em caso de qualquer dúvida ou dificuldade com a encomenda online, entre em contato pelo fone 96-98124-9871. 

Na foto, o poeta Tiago Quingosta com sua camiseta Som do Norte

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Agenda Macapá: Encontro dos Tambores

Programação - diariamente a partir das 19h
Local: Centro de Cultura Negra - UNA (Rua Gen. Rondon esq. Manoel de Nóbrega, bairro do Laguinho)
Quinta-feira, 20/11
Missa dos quilombos
Rufar dos Tambores
Apresentação do Grupo Banzeiro do Brilho de Fogo
Grupo do Curiaú
Filhos do Criaú (Rosa)
São Sebastião do Igarapé do Lago
São Benedito do Mazagão Novo
Sexta-feira, 21
Rufar dos Tambores
Marabaixo do Arthur Sacaca
Raízes da Favela
Ilha Redonda
Comunidade do Rosa
Azebic
Comunidade do Goiabal
Lagoa dos Índios
Raízes do Babá
São Pedro dos Bois
Raízes do Marabaixo da Tia Joca
Sábado, 22
Rufar dos Tambores
Associação Folclórica do Pavão
Quilombo São João Maruanum II
Raimundo Ladislau
G. F. C. Nossa Senhora do I. Lago
São Francisco do Matapi – Tia Sinhá
Tia Zezinha
Cunani
Comunidade do Coração
Alto Pirativa
União Folclórica de Campina Grande
Domingo, 23
G. F. C. do Ambé e A. F. Nossas Raízes
União Folclórica do Igarapé do Lago
Tambor de Crioulo (Porto Grande)
Santo Antônio do Matapi
São Sebastião do Mazagão Novo
Berço do Marabaixo da Favela
Comunidade do Mata Fome
Batuque Raízes do Coração
Torrão do Matapi
Herdeiros do Marabaixo

Segunda-feira, 24
Rufar dos Tambores
Raízes do Marabaixo (infantil)
Santa Luzia do Maruanum II
Comunidade do Carvão
Ressaca da PedreiraRaízes do Bolão
Tradição Cultural São Benedito de Campina Grande
São Raimundo do Pirativa
Irmandade São José da Pedreira
Associação Folclórica Curiaú
Terça-feira, 25
Participação Especial
Grupo Cultural Asafes do Rei – Quilombo do Mel
Ancestrais
Grupo Cultural Malocão do Pedrão
Show de artistas locais
OBS: o grupo Marabaixo do Laguinho não irá se apresentar


* atualizado em 23.11.14 - 4h01

domingo, 16 de novembro de 2014

Campanha Vista essa ideia homenageia Semana da Consciência Negra



Na próxima quinta-feira, 20 de novembro, comemora-se em todo o Brasil o Dia da Consciência Negra, lembrando o dia em que, em 1695, Zumbi, o último líder do Quilombo dos Palmares, foi assassinado pelas tropas portuguesas comandadas pelo capitão Furtado de Mendonça. 

A data é lembrada na primeira peça promocional da campanha Vista essa ideia, das Camisas Som do Norte, que faz referência ao projeto As Tias do Marabaixo (conheça mais clicando aqui). O cartaz apresenta a imagem de duas entrevistadas pelo filme dirigido por Fabio Gomes: Tia Biló, de 89 anos, e Tia Zefa, 98. Na imagem, Biló, afilhada de Zefa, lhe toma a bênção. As duas senhoras, consideradas memórias vivas da cultura do Marabaixo, estavam entre os primeiros moradores do bairro do Laguinho, o maior núcleo urbano de população negra de Macapá, criado na década de 1940; ambas foram entrevistadas para o documentário As Tias do Marabaixo, com previsão de lançamento para 2015. A escolha da imagem para o cartaz desta semana reforça os conceitos de respeito, tradição, espiritualidade e valorização da população negra da Amazônia. 

Este e os outros seis modelos de camiseta estão disponíveis para aquisição para todo o Brasil através da Loja virtual Som do Norte

"Ao adquirir nossos produtos, além de valorizar a cultura da Amazônia, você auxilia na manutenção de nosso site e na realização do filme As Tias do Marabaixo", informa Fabio Gomes, jornalista e editor do Som do Norte. 

Dia da Consciência Negra O Dia da Consciência Negra foi instituído no Brasil em 1995, no aniversário de 300 anos da morte de Zumbi, o último líder do Quilombo dos Palmares, que resistiu por 16 anos aos ataques do exército português. Após a destruição do quilombo em 1694, Zumbi resistiu com mais 20 guerreiros escondido na Serra Dois Irmãos, até ser traído e morto pelas tropas do capitão Furtado de Mendonça em 20 de novembro de 1695. A data, feriado em muitos municípios brasileiros, entre os quais Macapá, simboliza mais do que a lembrança da guerra contra a escravidão que Zumbi empreendeu: marca a luta dos negros brasileiros, que são 50,7% da população do país (segundo o Censo do IBGE de 2010) pelo fim do preconceito racial e pela igualdade de direitos e oportunidades de emprego e estudo, entre outras causas igualmente relevantes. 

A Região Norte é a que tem o maior contigente populacional negro do país, com 68,3% respondendo ser preto ou pardo na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD feita pelo IBGE em 2007. A maciça presença negra na região se traduziu de diferentes formas na cultura dos diversos estados da Amazônia; no Amapá, deu origem ao Marabaixo, maior expressão cultural do estado, e cujo registro como patrimônio imaterial brasileiro já foi solicitado ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), um órgão ligado ao Ministério da Cultura. 

Agenda: 22 de novembro

Belém:











Manaus:


Macapá:






Agenda Belém: Chove nos Campos de Cachoeira



Agenda: 21 de novembro

Belém:

Macapá:




Palmas:




Rio de Janeiro:



Agenda: 19 de novembro

Macapá:





Agenda 18 de novembro: São Paulo


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Oportunidade Pará: Inscrições abertas para o 2º Festival de Música Popular da UEPA


Agenda Manaus: 3º Festival Amazonas Rock



Dia 15 (sábado)

19:00 - Abertura do FAR
19:10 - Evil Syndicate
20:00 - Rolleta Rock
20:50 - Pacato Plutão
21:40 - Dpeids
22:30 - Katrynna
23:20 - Nattus Triballia
00:10 - Os Acossados
01:00 - Exception
01:50 - Delinquentes (PA)
03:00 - Encerramento do FAR

Dia 16 (domingo)

17:10 - Abertura do FAR
17:20 - Baratas Grávidas
18:10 - Numbness
19:00 - Os Playmobils
19:50 - Black Cold
20:40 - Escândalo Fônico
21:30 - Sentapua
22:20 - Aeroplano (PA)
23:30 - Encerramento do FAR

Serviço:
III Festival Amazonas Rock
Quando: 15/11 e 16/11
Onde: Centro Cultural Povos da Amazônia, Praça Francisco Pereira da Silva - S/N - Distrito Industrial, Manaus – AM
Hora: 19h (15/11) 17h (16/11)
Quanto: Gratuito

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Agenda São Paulo: Tuer Lapin



Neste mês de novembro, a banda Tuer Lapin, expoente da música instrumental rondoniense, realizará dois shows em São Paulo, levando sua sonoridade pela primeira vez ao sudeste do país.

O primeiro show será no Puxadinho da Praça, no dia 15 de novembro, dentro da programação do evento Onda Instrumental, que se dá a partir das 18h, e também contará com o show da banda Rubato In Gruvi. O segundo será no dia 21 de novembro no Estúdio Fita Crepe, também na capital paulista, tendo início às 20h30min.

A banda, novidade na cena musical portovelhense, apresenta um trabalho calcado em conceitos da música eletrônica, do rock e da música experimental contemporânea. 


Serviço: 
Onda Instrumental (Tuer Lapin + Rubato In Gruvi)
Data: 15/11/2014
Local: Puxadinho da Praça (Rua Belmiro Braga, 216, Vila Madalena, São Paulo)
Horário: 18h
Entrada: Quanto vale o show?!


Serviço: 
Tuer Lapin no Estúdio Fita Crepe SP
Data: 21/11/2014
Local: Estúdio Fita Crepe SP (Rua da Consolação, 2582, São Paulo)
Horário: 18h
Entrada: R$20 (sugerido)

Foi Show: 14º aniversário da Amazônia Brasil Rádio Web

 

Na noite desta terça, 11, o jornalista e cantor Chico Terra realizou no Projeto Botequim do SESC Centro (Macapá) show comemorativo aos 14 anos da sua Amazônia Brasil Rádio Web . Na foto que abre o post, vemos como Chico equilibrou suas duas profissões ao longo do evento: enquanto o cantor ocupava o centro do palco, o jornalista mandava imagens do show para o mundo todo, através da câmera instalada ao fundo do palco, à esquerda (note como parece um pequeno visor de TV - e era praticamente isto).

14 anos na internet é quase uma eternidade - se considerarmos que a web brasileira iniciou em 1996, ou seja, apenas 4 anos antes. Se hoje o acesso à internet em Macapá se processa ainda com grande dificuldade, imagine o que isso representava há 14 anos, quando Chico teve a iniciativa/coragem de lançar não apenas um site (o que já seria digno de nota), mas sim uma rádio web! Desde então, internautas de todo o mundo se informam diariamente sobre o Amapá e escutam música amazônica através da Amazônia Brasil, que também comercializa vários dos CDs incluídos em sua programação. Em suma, o trabalho que Chico desenvolve é digno de aplausos. 

O repertório teve doses maciças de MPB. Chico iniciou o show com um pot-pourri de Milton Nascimento, iniciado por "Coração de Estudante" e que teve ainda "Encontros e Despedidas". O set list incluiu ainda sucessos como "Guerreiro Menino" (Gonzaguinha), "As Rosas não Falam" (Cartola) e surpreendeu com uma sensível interpretação do clássico brega de Fernando Mendes "Você não me Ensinou a te Esquecer".





Ao lado da filha Francilene Almeida (foto acima), Chico interpretou um clássico de seu xará Chico Buarque - "João e Maria" (parceria com Sivuca). 




Chico também recebeu no palco o sambista Francisco Lino (foto acima) e o cantor-compositor Nonato Santos, que interpretou músicas do CD Quixote Caboclo. 

Ao lado de Aroldo Pedrosa, Chico lembrou o "Samba da Bênção" (Baden Powell - Vinicius de Moraes), no qual foram incluídos pedidos de bênção aos artistas amapaenses Sergio Salles, Willian Cardoso, Dilean Monper, Val Milhomem, Osmar Jr., Cléverson Baía, Zé Miguel e ao próprio Chico Terra, naturalmente. Houve uma citação a outra música de Vinicius, "Testamento" (parceria com Toquinho). 

A partir daí, a noite perdeu gradativamente o caráter de show e foi incorporando o espírito de jam, de modo que fica mais difícil relatar objetivamente o que se ouviu. Chico chamou ao palco os violonistas Willian Cardoso e Dilean Monper e o saxofonista Alê d'Ilê, que acompanharam o próprio Chico e também Val Milhomem em clássicos de Chico Buarque como "O Cio da Terra" e "Trocando em Miúdos", e ainda em temas regionais como "Jeito Tucuju"  e "Mal de Amor". Val aproveitou para apresentar em primeira audição uma música inédita, recentíssima, intitulada "Facebook", que fez a plateia dar gostosas gargalhadas. 



Val Milhomem, Chico Terra, Willian Cardoso e Dilean Monper 



Em seguida Dylan Rocha e Alê mandaram uma bela versão de "Luau", de Naldo Maranhão; depois, a pedido de Chico, Alê assumiu o violão e apresentou algumas composições próprias. 







Ao final, o guitarrista a Manoblues Band, Ronilson Mendes, simplesmente maravilhou a todos improvisando temas e levadas blueseiras no violão de Chico. Considero Ronilson um dos melhores instrumentistas em atividade no Amapá. 

Também participou do evento a atriz Andréia da Silva Lopes, recitando poemas de Celso Dias e Mario Quintana. 

Agenda: 16 de novembro

Belém:


Macapá:



Agenda Belém: Os pássaros – A música e o teatro popular do Pará

No próximo dia 21 de novembro, o Instituto de Artes do Pará apresenta Os pássaros – A música e o teatro popular do Pará, projeto multimídia composto por livreto, CD e DVD, criado para resgatar e fazer reconhecer o trabalho dos grupos de pássaros juninos. O lançamento conta com show dirigido por Félix Robatto, onde estarão presentes: Ana Clara Matos, Richelli Rodrigues, Nanna Reis, Larissa Leite, Camila Honda, Adriana Cavalcante, Aíla, Reginaldo Viana, Pro.efX e Cronistas da Rua. Tudo gratuito, a partir das 20h, no anfiteatro do Instituto de Artes do Pará. 


Aíla (foto: Roberta Carvalho) 


Ana Clara
(foto: Taiana Lauin)

Realizado entre os anos de 2012 e 2013, o projeto foi criado para que os Pássaros Juninos, manifestação cultural realizada exclusivamente no Pará, há quase quatro décadas, volte a ter a importância e o reconhecimento que teve no passado. 

O projeto apresenta como resultado um material multimídia de livreto, CD e DVD, contando de forma abrangente o conceito da manifestação, como ela foi criada e sua importância para os brincantes e guardiões dos Pássaros Juninos. 

Para o DVD, foi produzido um documentário dirigido por Vladimir Cunha, que traz a origem dos Pássaros, seus principais agentes e os motivos que levam essas pessoas a fazer desta manifestação a sua profissão de fé. 

O projeto inclui ainda um CD tributo, com direção musical de Félix Robatto. O disco foi proposto com a ideia de aproximar a manifestação a um novo segmento de público. Nele estão releituras de músicas do repertório dos Pássaros Juninos, interpretadas por músicos contemporâneos de Belém, como Camila Honda, Felipe Cordeiro, Keila Gentil (da Gang do Eletro), Adriana Cavalcante e outros. 

Pássaros Juninos – A ópera popular

Nascida na Belle Époque por volta do ano 1900, a manifestação dos Pássaros Juninos surgiu dos grandes espetáculos de ópera, dentro do Theatro da Paz, à época da efervescência cultural de Belém, impulsionada pelo ciclo econômico da borracha. Seus criadores eram os profissionais da coxia, os camareiros, serventes e demais trabalhadores que viam os espetáculos apenas pelos bastidores e resolveram criar sua própria versão, encenando-a nos bairros de periferia onde moravam. 

A manifestação folclórica é considerada a única tipicamente de Belém. Os cordões de Pássaros Juninos viveram anos de grande apogeu, mas nas quatro últimas décadas, mas desde que perdeu o local onde se apresentava, o Teatro São Cristóvão, a manifestação perdeu sua força.  

Por entender e importância, desde 2011 o Instituto de Artes do Pará vem dando apoio e promovendo cursos e oficinas de aperfeiçoamento aos artistas fazedores dos Pássaros Juninos, resgatando e fortalecendo a tradição; inclusive com iniciativas como a Revoada dos Pássaros, idealizada pelo professor João de Jesus Paes Loureiro e realizada anualmente pelo IAP, para valorizar a manifestação popular.

Dona Izabel, guardiã do Pássaro Papagaio Real


 O documentário

Dirigido por Vladimir Cunha, o documentário faz um passeio histórico pelos Pássaros Juninos, ressaltando sua origem nos tempos da chamada Belle Époque Amazônica. É quando surge o pássaro, a ópera popular paraense, escrita pelos serviçais da elite paraense que trabalhavam no Theatro da Paz, que as encenavam nos bairros da periferia onde moravam. 

No documentário, Vladimir também aborda a questão da tradição transmitida nas famílias envolvidas no processo de encenação, e repassadas a cada nova geração, pontuando a seriedade e comprometimento que os brincantes dos Pássaros Juninos. “A impressão que dá é que não importa o que deve ser feito e sim o que é possível fazer a partir do que se tem”, diz o diretor. Vladimir explica que, “o Pássaro é para ser brincado, para sublimar por alguns momentos a aridez cotidiana de quem vive nas áreas mais carentes de Belém e não tem tempo de dramatizar a própria a própria vida. A balconista de supermercado, o feirante, o estudante de escola pública, todos renascidos durante algumas horas como condes, princesas, príncipes e fadas, antes que tudo acabe e a realidade se imponha novamente em seus aspectos mais opressores”.

Dona Eliete, guardiã do Pássaro Tem-Tem do Guamá


A música

Com direção musical de Félix Robatto, o CD faz um tributo aos pássaros juninos. Félix conta que a ideia principal foi a de trabalhar as músicas dos pássaros juninos com uma nova roupagem, botando gente nova na música do Pará para interpretar. “Tivemos a ideia de chamar essa gente nova do cenário musical da cidade para interpretar as antigas músicas de pássaro junino, trabalhando também em novos arranjos e uma pegada mais moderna, para que elas fiquem mais acessíveis ao público.”, ressalta.

Para o show de lançamento, Félix conta que ele deve seguir o mesmo repertório do disco. “O disco foi pensando com nuances para justamente não deixar a peteca cair e pretendemos utilizar este mesmo método para o show. Será um show mais pra cima, onde a gente pretende agitar o público que vier prestigiar o show.”, afirma.

 Serviço:

Show de lançamento do CD e DVD do Projeto “Os pássaros – A música e o teatro popular do Pará”

Com: Félix Robatto, Camila Honda, Ana Clara Matos, Nanna Reis, Richelli Rodrigues, Larissa Leite, Adriana Cavalcante, Aíla, Reginaldo Viana, Pro.efX e Cronistas de Rua.

Data: 21 de novembro de 2014

Hora: 20h

Local: Anfiteatro do IAP – Praça Justo Chermont, 236.

Entrada franca

Assista o clipe de "Preces, Louvores e Batuques", com Brenda Melo




Em outubro de 2011, a Assembleia Legislativa do Amapá realizou seu primeiro - e até agora único - festival competitivo de música. A cantora Brenda Melo participou defendendo a composição "Redenção", de Paulo Bastos, e obteve o 3º lugar. Uma das canções concorrentes chamou muita a atenção de Brenda: era "Preces, Louvores e Batuques", de Cléverson Baía, que ganhou o prêmio de melhor arranjo. Encantada com a música, Brenda escolheu-a para ser a abertura de seu primeiro CD, Tática, lançado em setembro de 2014, com grande show no Teatro das Bacabeiras (Macapá) - leia aqui nosso comentário. 



Brenda Melo reverencia Tia Chiquinha - 6.9.14
(foto: Fabio Gomes)


O clipe foi lançado no YouTube em 17 de outubro, mas já vinha sendo produzido há algum tempo. Inclusive eu estive presente em uma das sessões de gravação realizadas no Curiaú; porém, acredito que nada do que eu pude acompanhar na manhã de 1º de maio (várias tomadas de Brenda cantando e dançando ao som dos tocadores do grupo Raízes do Bolão) acabou entrando de fato na edição final do vídeo, já que foi um dia de muita chuva, tanto que as filmagens previstas para a tarde (e que incluiriam as dançadeiras do Raízes) acabaram suspensas. 

Assim como ocorreu no show de lançamento, o clipe também conta com a participação da dançarina Piedade Videira e do grupo Raízes do Bolão (Tia Chiquinha aparece em destaque nos 2:20 do vídeo).