Aqui se fala do som dos estados do Norte do Brasil: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

sábado, 28 de março de 2015

Superself lança inédita "Fogo Amigo" em clipe e single

O que você fazia às 18h deste sábado? Eu me protegia da chuva aqui do inverno amazônico de Macapá. Já a banda paraense Superself lançava via YouTube e Soundcloud sua nova canção, "Fogo Amigo", nas versões clipe e áudio baixável, respectivamente.

Não é necessário nos alongar apresentando a banda aos leitores habituais do blog, pois ela foi a mais recente convidada da nossa série de entrevistas Café com Tapioca, uma conversa animada com Raissa Lennon que é simplesmente o nosso post mais acessado dos últimos 30 dias. Lá você pode ouvir na íntegra o primeiro EP lançado pela banda em janeiro que.... não incluiu "Fogo Amigo". Hã? Hein? Como? 

Sim, pessoas, isso mesmo. Os integrantes do grupo andam num momento dos mais criativos, tanto que projetam para junho, no máximo julho, o lançamento já do segundo EP da Superself, novamente pelo selo Som Independente, com "Fogo Amigo" e outras 4 faixas. 





O clipe foi gravado no Studio Bicho Urbano (Icoaraci, Belém); a canção já é velha conhecida dos fãs da 'Super', pois é presença certa nos shows que a banda realiza.


terça-feira, 24 de março de 2015

Agenda Acará (PA): Batuque Afro Amazônico

A valorização da cultura negra de um povo traduzida nos mais variados aspectos da arte. Esta é a proposta do projeto Batuque Afro – Amazônico que tem como proposta resgatar , valorizar e fortalecer as manifestações culturais de matriz africana. Em sua primeira versão, o projeto capacitou jovens e adultos da comunidade quilombola de Itacoã Miri, localizada no município de Acará e o resultado das oficinas poderá ser visto no espetáculo Batuque Afro Amazônico, que fará sua estréia no próximo domingo (29), as 17h, no Centro Comunitário da localidade.




Durante todo o mês de março a comunidade participou de diversas oficinas voltadas à valorização da cultura africana que estava se perdendo na tradição da localidade. Aos finais de semana foram ofertadas oficinas de teatro, dança, percussão, criação de figurinos e estamparia afro e tranças afro. As oficinas formaram multiplicadores de cultura e gerou a criação de um grupo de dança afro amazônica na comunidade.

Harles Oliveira, diretor e idealizador do projeto, pontua a necessidade que a comunidade tinha de um projeto como este. “As atividades desenvolvidas pelo nosso projeto atenderam a necessidade da própria comunidade que há muito tempo pretendia resgatar o grupo de dança que existia há alguns anos atrás, e que deixou de existir porque parte dos dançarinos, e lideranças do grupo, deixaram a comunidade em busca de melhores condições de vida na capital. Portanto, o nosso projeto vem justamente ao encontro desses interesses quando propõe atividades que venham capacitar novos dançarinos, percussionistas e figurinistas para darem continuidade ao novo grupo de dança; gerando, por conseguinte, ações culturais positivas provenientes de seus resultados”.



O projeto ainda contará com uma palestra de conscientização ambiental no dia 28, que abordará os impactos de resíduos nocivos ao meio ambiente e um mutirão de limpeza na localidade. Neste dia, além do espetáculo resultante das oficinas, haverá também uma roda de tambor em comemoração a apresentação do novo grupo a comunidade. O grupo também planeja trazer a roda de tambor a Belém no dia 12 de abril na sede da ACENA, localizada no Conjunto Maguari.

Este projeto foi selecionado pelo Programa Amazônia Cultural, tem patrocínio do Ministério da Cultura, com a realização da ACENA – Associação Cultural dos Negros e Negras da Amazônia, conta com a produção de Francisco Tapajós e coordenação do Coletivo de Expressão Cultural da Amazônia.





SERVIÇO: 

Espetáculo “Batuque Afro Amazônico”. 
Centro Comunitário de Itacoã Miri - Município de Acará. 
29 de março. 17h. 
Entrada Franca.

quinta-feira, 19 de março de 2015

As Tias do Marabaixo: Terceiro curta homenageia, no Dia de São José, Tia Biló

Hoje, 19 de março, é feriado em Macapá. Trata-se do dia consagrado a São José, padroeiro da cidade. Nesta data, em 1782, foi inaugurada a Fortaleza de São José, que Portugal mandou construir às margens do rio Amazonas para proteger a cidade. O dia todo terá diversas festas e comemorações em vários pontos da capital do Amapá.

Contribuindo com estas comemorações, programamos para hoje o lançamento do terceiro curta da série As Tias do Marabaixo, desta vez homenageando Tia Biló. A única filha viva de mestre Julião Ramos, pioneiro do Marabaixo no bairro do Laguinho, completou 90 anos no dia 10 de fevereiro.

No filme hoje lançado, ela aparece cantando um ladrão tradicional de Marabaixo ("É de manhã, é de madrugada"), junto com sua neta Laura do Marabaixo e seu bisneto Iury Soledade, no último dia de festa do Ciclo do Marabaixo do ano passado - 22 de junho de 2014, Dia do Senhor (6º Marabaixo). Nesse dia, eu e o cinegrafista Bruno Simões, da Graphite Comunicação, percorremos as quatro casas onde se celebra o Ciclo (além da casa da Tia Biló, a sede do Grupo do Pavão, também no Laguinho, e as casas da Natalina e da Dica Congó, na Favela). Estávamos fazendo um rápido registro da festa, pouco depois das 18h, hora em que praticamente só estavam no local os membros da Associação Cultural Raimundo Ladislau, quando tia Biló pediu um microfone e começou a cantar os versos do ladrão, surpreendendo a todos! 



terça-feira, 17 de março de 2015

Café com Tapioca nº 4: SuperSelf

Por Raissa Lennon,
de Belém

Os integrantes da banda de rock paraense SuperSelf bateram um papo com o Som do Norte para falar do lançamento do seu primeiro EP, carreira, composições e suas influências musicais. O grupo surgiu com o fim de outro chamado Zípper,  que por diferenças musicais culminou na saída do compositor da banda. “Costumávamos dizer ironicamente que cortaram a cabeça do Zípper e o corpo SuperSelf saiu andando apenas com o coração”, brincou o vocalista Rael Andrade, que forma a banda ao lado de Wyber Gester (bateria), Anderson Leal (baixo) e Thiago Costa e Rafael Oliveira (guitarras). A banda se apresenta no projeto Ensaio Aberto (Espaço Ná Figueredo, em Belém), no dia 28 de março. 


Som do Norte -  Vocês lançaram um EP em janeiro, pelo selo Som Independente Records. Contem um pouco sobre a produção e realização desse trabalho?
Rafael Oliveira - Gravar é um resultado natural de todo artista que almeja algo maior para sua música, mas lançar esse trabalho e lidar com os resultados disso era algo novo para todos. O Som Independente Records é uma luz que está nos mostrando o caminho, O Márcio Aracati do Som Independente está sendo um guru para banda em relação a trilhar essa estrada/ nós gravamos tudo em casa e não tínhamos ideia do quão grande isso poderia se tornar. Os desafios continuam e já estamos prontos para mais. 

Som do Norte -  Como acontece a criação das músicas da banda? Em uma faixa do EP tem a participação de Adriana Rolim, como foi que aconteceu essa parceria?



Thiago Costa - As composições geralmente são do Rael, o cara é gênio nas letras, do nada em meio às cervejas e cigarros surge um verso e uma harmonia vocal. O meu trabalho é fácil, só descubro o acorde pra acompanhar ele! Às vezes ajudo na letra, mas muito raramente, só quando as ideias empacam. Lembro quando nasceu a música "Bicho Solto". O Rael tinha uma primeira estrofe completa, muito “porrada”, que falava de um carinha que quer sair pra curtir, sem a namorada ou esposa e diz que voltará só no outro dia, só essa ideia já era perfeita pra uma música, mas não conseguíamos sair da primeira estrofe. Acho que foi a minha maior contribuição para letras, sugeri que fosse um diálogo de casal a música, foi aí que a ideia fluiu. Rael continuou com maestria nos versos pra música, conhecemos a Adriana Rolim e já estava decidido quem iria cantar essa parte feminina. Confesso que a princípio não acreditava no resultado dessa música, mas no final de tudo, ela se mostrou uma música muito forte. Outro grande escritor da banda é o Rafael, ainda estamos compondo novos sons em que ele já vem contribuindo com grande perfeição. Confesso que eu perco a modéstia ao falar do SuperSelf, eu tenho quatro amigos na banda, que pra mim são os melhores no que fazem. Cada um no seu jeito, o Wyber destrói nas baterias e  o Anderson aparece com uns arranjos de baixo que eu “tiro o chapéu”. Sinceramente, meu trabalho na guitarra é só achar o acorde certo, pois todos da banda são excelentes. Nos ensaios, vejo a preocupação do Rafa, cada milímetro dos potenciômetros nos pedais dele é crucial, então isso é de extrema importância para formação das músicas. Vale ressaltar os nossos contribuidores externos à banda, na verdade esses fazem parte do SuperSelf de tão próximos, o pessoal da banda Igrejas Bar, Wilson Moraes e o querido Adriano Reis. Wilson, que é um grande letrista, sempre ajuda nas composições e Adriano, que é um grande baterista e visionário em arranjos musicais, ajuda na parte de lapidação do nosso material. No final de tudo apareceu a figura do Márcio Aracati, um dos grandes apoiadores, trouxe consigo a grandeza do Som Independente Records, sem isso não estaríamos alcançando novos espaços e novo público, até fã-clube a banda já tem, liderados pelo cara que mais incentivou a banda, o grande Marcos Fragoso do Rock no Tucupi.

Som do Norte - O som da SuperSelf me lembrou muito bandas paraenses como Turbo, Johnny Rockstar, Eletrola.... Vocês ouviram/ouvem essas bandas? Quais são as influências de vocês?


Rafael Oliveira - Com toda certeza os artistas e bandas paraenses nos influenciaram e ainda influenciam, sabemos como banda independente que o caminho não é fácil e assim como muitos nos apoiam, apoiamos também os artistas da terra em primeiro lugar, somos fãs do Turbo, Molho Negro, The Tump, a antiga Destruidores de Tóquio, Aeroplano, Vinyl Laranja, Stereoscope, Dharma Burns, La Orchestra Invisível, as lindas Erika, Iza Haber e Aíla, Lobonato e Os Tucunarés Selvagens de Tucuruí e nossos parceiros do Ultramodernos, Igrejas Bar e The Crush Machine, gente que está na luta como nós e que nos ensinam todos os dias. Falar das influências de fora levaria a uma entrevista só pra isso, somos amantes da boa música e vamos deixar que os ouvintes percebam essas influências no nosso som, mas garantimos que vai de Abba à Zappa.

Som do Norte -  Quais são os projetos da banda para 2015? Como está a produção do videoclipe para a música “Bicho Solto”?

Rael Andrade - Levar nosso som ao máximo de lugares e pessoas possíveis, circuito independente dentro e fora do estado, registrar em clipes duas faixas do EP SuperSelf. O clipe de "Bicho Solto" vai contar com a participação de todos nossos fãs e amigos, todos irão participar e é a forma que encontramos de agradecer e dizer que onde o Superself for levaremos nome de todos. E ainda finalizar as gravações do segundo EP que está para ser servido no fim de maio, começo de junho.

Som do Norte - Para terminar, quem vocês convidariam para um café com tapioca?

Rafael Oliveira - Para um sagrado café com tapioca convidaríamos toda essa galera que trabalha no independente, que dá duro na sua arte, seja qual for, essa galera que se ferra toda, que luta, que alcança tudo com muito suor e que acima de tudo não desiste de levar sua arte a toda parte.



sábado, 14 de março de 2015

Lançamentos recentes: Pará, Amapá e Acre

Vou neste post reportar brevemente vários lançamentos musicais do Norte cujos artistas os enviaram para mim. Em função de estar editando o documentário As Tias do Marabaixo, não tenho conseguido fazer o garimpo habitual, então esse contato dos artistas com o blog é de fundamental importância. Vamos, pela ordem cronológica:

  • Em 24/2, Renato Torres postou no Soundcloud do Guamundo Home Studio uma versão remasterizada de "Bem Musical", composição sua em parceria com Maurício Panzera gravada por Juliana Sinimbú com a banda Clepsidra (formada pelos próprios compositores, mais Arthur Kunz) e que tem tudo a ver com o Som do Norte. Explico: essa gravação foi feita numa manhã de domingo de quase Natal, 21 de dezembro de 2008, a meu pedido. A bem da verdade, eu havia pedido a Juliana, a quem conhecera dois dias antes - primeiro através de um vídeo no YouTube, depois numa breve conversa por telefone, ela em Belém e eu em Porto Alegre. Na época, eu estava indicando artistas brasileiros para um festival que iria acontecer na Espanha no ano seguinte, e pedi a Juliana um áudio seu para a inscrição, sem imaginar que ela iria gravar em pleno domingo (rs). Mas também não tinha muita folga de datas, já que a organização do festival me pedira que enviasse tudo na segunda-feira sem falta. Bom, o festival não saiu, mas a versão original da gravação foi lançada por nós como primeiro single da Juliana em março de 2009 pela rádio web de outro site meu, o Brasileirinho e seu sucesso foi fundamental para minha decisão de lançar o blog Som do Norte cinco meses depois (aqui a postagem de "Bem Musical" no blog, em maio de 2010); outro fato curioso é que a mesma composição acabou por inspirar o nome do primeiro fã-clube da Juliana, chamado... "Bem Musical". 





  • Em 25/2, o duo paraense The Tump lançou novo single, "Jabá Power":






  • Em 26/2, a cantora e compositora amapaense Lara Utzig lançou seu primeiro single solo, "Valsa Flamejante". Lara integra a banda Desiderare, que já lançou um EP pelo Som do Norte em 2013 (Caleidoscópio) e prepara novo EP para breve. 





  • Em 4/3, outra amapaense, Myrian Fox, lançou um single, "Aqui Comigo", com a versão que fez em português para "Here whit Me", primeiro single da cantora inglesa Dido, curiosamente lançado primeiro nos Estados Unidos, em 1999, e só dois anos depois no Reino Unido, restante da Europa e Japão. 





  • Em 7/3, o paraense Pedrinho Callado lançou no YouTube o clipe em animação de sua parceria com Felipe Cordeiro, "O Amor é Fogo". Vou copiar aqui o que consta na descrição do vídeo no YT: 
Música do quarto album de Pedrinho Callado o Música na Rede é Peixe. Gravado em 2015, Amor é Fogo tem letra de Felipe Cordeiro, que faz uma participação especial, com música de Pedrinho Callado que assina o arranjo junto com Manoel Cordeiro que fez programações e teclados, no baixo Ney Rocha e na guitarra, Teclado e programações o próprio Callado, e guitarra adicionais e gravações de Ziza Padilha (Zarabatana Estudio) pré-produzido PCA (PA), voz Felipe Cordeiro gravado e mixado por Klaus Senna (SP). 






  • E fechando essa seleção, nesta quinta, 12/3, a acreana Kelen Mendes lançou sua regravação de "Plantação de Bacuri", clássico de Beto Brasiliense e Bernardete Testa que Pia Villa já gravara em seu CD Aldeia Sideral (2004). Já a versão de Kelen saiu no EP Inundação, de 2006. 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Agenda Macapá: A Música é Púrpura


Você também pode colaborar realizando um depósito na Conta Corrente – Ag.: 0487-1; Conta: 0613984-1, Banco Bradesco, em nome de Maria Regina Martins Barros.

domingo, 8 de março de 2015

As Tias do Marabaixo: Segundo curta homenageia, no Dia da Mulher, Tia Chiquinha (1920-2015)

Quando me propus a realizar o documentário As Tias do Marabaixo, fiz questão de que a primeira entrevistada fosse Tia Chiquinha, então com 93 anos. A entrevista aconteceu em sua casa no Curiaú, em 7 de maio de 2014 (no dia seguinte, fazia um ano que havíamos nos conhecido pessoalmente, apresentados pela cantora Patrícia Bastos no "Marabaixo de uma quarta-feira" no Grupo do Pavão, no Laguinho). (Ao lado, foto feita por mim no dia da comemoração do seu 94º aniversário; a festa foi em 27 de junho, comemorado em realidade um dia depois da data correta). 

Quis o destino que a primeira entrevistada fosse também a primeira a deixar este nosso mundo físico. Tia Chiquinha faleceu na última Quarta-Feira de Cinzas, 18 de fevereiro de 2015, no hospital São Camilo, depois de alguns dias internada no Pronto-Socorro de Macapá. Na mesma noite, iniciou o velório, no Curiaú (no mesmo local onde fizéramos nossa entrevista); o enterro aconteceu no dia seguinte, no cemitério São José, no bairro Buritizal. 

Parte da gravação feita no ano passado, na qual contei com a colaboração da equipe da Graphite Comunicação, foi disponibilizada hoje pela primeira vez, Dia Internacional da Mulher, com o lançamento no canal do Som do Norte no YouTube do meu curta "Tia Chiquinha", no qual ela aparece cantando o ladrão de Marabaixo de sua autoria "Eu vou dar a minha caçada", não sem antes contar as circunstâncias que a inspiraram. Também gravamos mais músicas e principalmente um longo depoimento histórico de Tia Chiquinha, que fará parte do longa-metragem As Tias do Marabaixo, com lançamento previsto para este ano.






domingo, 1 de março de 2015

CD Bem que Podia é publicado na íntegra no YouTube


Neste domingo, o canal do Som do Norte no YouTube concluiu a publicação de todas as faixas do CD Bem que Podia, da Poeta Amadio, iniciada no dia 18. O disco, produzido por Fabio Gomes, editor deste blog, foi lançado por nosso selo em 14 de março de 2014.

Às vésperas de completar um ano, o disco continua rendendo alegrias para os envolvidos em sua produção. Recentemente, duas de suas faixas - "Bem que Podia" e "O Silêncio de Cada Coisa que Falava" - foram apresentadas no programa Seu Espaço, produzido por Antonio Silva para a rádio web Além Fronteiras, da cidade de Faro (Portugal).










  • Para comprar o CD em qualquer parte do Brasil, acesse nossa Loja Virtual 





quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

As Tias do Marabaixo: Primeiro curta do projeto comemora os 99 anos de Tia Zefa

Hoje Tia Zefa (Josefa Lino da Silva), uma das entrevistadas do nosso doc As Tias do Marabaixo, completa 99 anos! 

Para marcar a data, foram programada duas ações. A primeira foi a criação de novo cartaz da campanha Vista essa ideia das Camisas Som do Norte, destacando o novo modelo de camiseta com foto da Tia Zefa (cujo lançamento aconteceu em janeiro - para comprar a camiseta, clique aqui). O cartaz foi divulgado na página do Facebook do filme à meia-noite de hoje. 

A segunda ação é o lançamento da primeira amostra do documentário! Trata-se do curta Tia Zefa no Dia da Consciência Negra 2014 (As Tias do Marabaixo 1), filmado pelo jornalista Fabio Gomes, editor do Som do Norte, em 20 de novembro do ano passado, primeiro dia do 20º Encontro dos Tambores. O evento, realizado anualmente no Centro de Cultura Negra em Macapá, reúne todos os grupos de Marabaixo e Batuque que atuam no estado do Amapá (uma observação: o radialista Heraldo Almeida propôs recentemente que o Centro receba o nome de Tia Chiquinha, outra entrevistada do nosso doc, falecida em 18 de fevereiro deste ano). Tia Zefa participou da apresentação do Grupo de Batuque Filhos do Criaú, O grupo tem sede no Quilombo do Curiaú, comunidade situada ao Norte de Macapá, onde Tia Zefa passou a infância, sendo criada como irmã de Tia Chiquinha, sua prima de sangue. 




O produto principal do projeto As Tias do Marabaixo é um documentário de longa-metragem, uma produção Som do Norte dirigida por Fabio Gomes com filmagem e edição da Graphite Comunicação (Macapá). O doc traz entrevistas com Tia Chiquinha, Tia Zefa, Natalina, Tia Zezé e Tia Biló, além de mostrar a participação de todas elas em festas do Ciclo do Marabaixo 2014 (as filmagens aconteceram nos meses de maio e junho do ano passado). O material adicional filmado durante o Encontro dos Tambores deve gerar ao menos mais um curta (com imagens da participação de Natalina e Tia Zezé na apresentação do Berço do Marabaixo); sua possível inclusão no longa está sendo avaliada tecnicamente.


* Publicado originalmente no blog As Tias do Marabaixo

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Tábita Veloso lança versão oficial de "O Mundo não é Azul"

Quando cumprimentamos alguém (nós, os falantes de Português), costumamos agregar à saudação a pergunta "Tudo bem?" (que praticamente exige a resposta afirmativa idêntica - "Tudo bem!"), sendo uma de suas variações "Tudo azul!" (geralmente na resposta). Entendo que vem daí, e não da famosa frase do astronauta Yuri Gagárin, o sentido de "azul" no título da canção "O Mundo não é Azul", de Allan Jorge, cuja versão oficial a cantora Tábita Veloso finalmente lançou nesta madrugada (pra ser preciso, nos últimos minutinhos da segunda-feira). O eu-lírico compartilha conosco sua constatação de que o mundo é bem menos amigável (ou, por outra, "azul") do que ele imaginara até então. A vigorosa melodia de andamento pop e o arranjo com violino fazem lembrar Os Paralamas do Sucesso na fase do LP Os Grãos (1991).

Eu disse "finalmente lançou" porque esta é uma música que está no repertório de Tábita já há algum tempo - foi com ela que a artista venceu em 2012 o 3º Festival de Música das Rádios Públicas do Brasil - ARPUB, do qual participaram bandas de todas as regiões do Brasil (a versão anterior ainda pode ser conferido no site Radioca, que o destacou em seu programa nº 142, em maio de 2012).
  • Confira Tábita Veloso interpretando outra canção de Allan Jorge - O Final" 






Ficha técnica

O mundo não é azul

Composição Allan Jorge

Voz: Tábita Veloso
Guitarra e Violão: Roger Santos
Baixo: Anderson Sandim
Bateria: Felipe Lourinho
Flauta: Adriane Kis
Violino: Vivian Ferreira

Gravado no estúdio Cultura

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Diz Aí: Israel Perera

Pela primeira vez desde que o blog é blog, entrevistamos um músico estrangeiro. Israel Perera é da Venezuela, país sul-americano que faz fronteira com os estados brasileiros do Amazonas e de Roraima, Pois bem, nosso entrevistado consegue atualmente a proeza de participar de bandas destes três lugares (sim!!) - no começo do mês, foi anunciado como mais novo integrante da Nicotines, de Manaus. Na conversa a seguir, Israel nos conta como consegue abraçar todos estes projetos, fora o que realiza em produção em seu país natal, e seus projetos para 2015. (Fabio Gomes)

***


Som do Norte - Israel, no espaço de pouco mais de uma semana seu nome estava incluído no noticiário sobre duas bandas da região Norte. Em 29 de janeiro, a Folha de Boa Vista publicou uma matéria de Raísa Carvalho sobre o primeiro aniversário da banda Dr. Yoko, e em seguida, no dia 4 de fevereiro, você foi anunciado como o mais novo integrante da banda Nicotines, de Manaus. Como surgiu o convite da Nicotines?


Israel Perera - Conheci a Sandro Nine (à esquerda na foto ao lado, junto com seus colegas de Nicotines Lauro Henrique e David Henry) em um festival realizado pelo Coletivo Canoa Cultural em Pacaraima (RR), fronteira com Venezuela, e já falávamos de tocar juntos em alguma oportunidade. Falamos antes de gravar o EP e sempre estava esperando a oportunidade de tocar com Nicotines. Sandro hospedou a nossa banda Dr. Yoko nas duas oportunidades que a gente tocou em Manaus; além de nossa grande amizade, temos algo em comum que é a música, e quando me ligaram não duvidei em aceitar o convite.

Som do Norte - As suas duas bandas estão preparando EPs para lançamento em breve, não é? A Nicotines já vem gravando há algum tempo no LS Brazil Studio (Manaus), com produção de Ygor Lopez; você tem  participado das gravações? E o que falta para o lançamento do EP da Dr. Yoko?

Israel Perera - Eu não participei nas gravações da Nicotiines, vou começar no final desse mês os ensaios e preparar a turnê de lançamento do EP, que será junto com o lançamento do EP da Dr. Yoko. Hoje (quinta, 19/2), vou gravar a voz com a produção de Fabrício Cadela no estudio Parixara, acho que é só 50% do trabalho, falta a mixagem, masterização, arte e prensar as cópias, quando estiver tudo pronto anunciaremos as datas e as cidades (da turnê). 

Som do Norte - Uma curiosidade de ordem pessoal: na reportagem da Folha diz que você mora em Santa Elena, na Venezuela, fronteira  com o Brasil. Agora, integrando essas duas bandas brasileiras, você planeja seguir morando na cidade?

Israel Perera - Provavelmente, gosto de viajar constantemente e fazer música com amigos me dá essa oportunidade. Também conheci gente maravilhosa que me deu um lugar em sua família, como Ivonira Chavez, Daniel Dalmaset, Irene Werlang e toda a família Campos e Werlang a quem tenho muito que agradecer. Ano passado, a Dr. Yoko tocava em média 4 vezes por mês, e ainda tive tempo pra compartilhar com minha família. Nesse ano vai ser um de meus maiores desafios, mas também muito prazeroso,  mas vai ser o mais prazenteiro, não poderia estar mas feliz com estes dois lançamentos, 


Resultado de imagem para morte do presidente Hugo ChávezSom do Norte - No Brasil, não sabemos muito da Venezuela, principalmente após a morte do presidente Hugo Chávez (ocorrido em 5 de março de 2013 - foto ao lado). Como é o panorama do país para bandas de rock independentes? A banda Acertijo ainda existe? Conte um pouco também sobre sua experiência como produtor do festival Gran Sabana Rock, que reúne bandas brasileiras e venezuelanas.


Israel Perera - É delicado, não poderia falar de toda Venezuela mas tem algumas cidades que não têm aqueles shows e festivais independentes constantes por causa da delinqüência, insegurança e na maioria das vezes por falta de dinheiro. Mas há cidades como Puerto Ordaz que trabalham independentemente para reavivar o movimento e pra dar só um exemplo o Rock Sin Fronteiras, feito por bandas que se uniram, como Acertijo, Viamordaz, Virtual Vintage, Lunitari, Essentia. Nós da Dr. Yoko tivemos a oportunidade de tocar junto com Acertij, eles estão mas fortes que nunca, agora estão trabalhando no seu EP; vamos compartilhar palco no mês de março em Ciudad Bolívar, na Venezuela. É muito gratificante conhecer o trabalho de bandas e formar parte de uma, temos várias idéias pra tornar o Gran Sabana Rock ainda maior. No ano passado, íamos realizá-lo em Valencia e Margarita, mas foi no momento em que se iniciaram os protestos em toda Venezuela e era inseguro, mas o projeto segue de pé. Na ultima edição participaram Infâmia, Antiga Roll e Os Playmobils (bandas amazonenses), nas edições passadas com Nicotines (AM), Mr. Jungle (RR), Johnny Manero (RR) e bandas venezuelanas como Ganyaclan, Sr. Harry, Acertijo; é muito gratificante poder colaborar e dar a conhecer o trabalho de grandes bandas e abrir esse espaço em Santa Elena, na fronteira Brasil-Venezuela. 


Plaza Bolívar, em Santa Elena


* Entrevista realizada por e-mail em 19.2.15

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Arraial do Pavulagem participa da Marcha de Belém pela Erradicação do Trabalho Infantil



Na essência, segue a mensagem de respeito ao homem e ao planeta. O que muda agora é o formato, a maneira de cativar o público para ideias e propostas de uma sociedade mais sustentável. Reestruturado, o Cordão do Peixe-Boi deixa o calendário festivo do Instituto Arraial do Pavulagem para se transformar em um brinquedo itinerante que viaja pelo estado para propagar iniciativas ligadas à cultura, ao meio ambiente e ao bem-estar das pessoas. No próximo dia 1º de março, um domingo, o Peixe-Boi emerge das profundezas do rio para integrar a Marcha de Belém pela Erradicação do Trabalho Infantil.

Uma ação do Tribunal Regional do Trabalho, a marcha conta com a parceria de diversas instituições e grupos do poder público e da sociedade civil, entidades unidas em uma das ações do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, da Justiça do Trabalho da 8ª Região, para combater as histórias por trás dos números e das estatísticas. No Brasil, são 3,2 milhões de crianças e adolescentes trabalhando, na faixa etária entre 5 e 17 anos.

Com o apoio do Instituto Arraial do Pavulagem, a marcha reúne organizações para alertar a comunidade paraense sobre os danos irreversíveis à formação e ao desenvolvimento de meninos e meninas submetidos à exploração indevida de sua infância. E lembrar que o acesso à educação, à cultura e ao brincar são direitos e prioridades.

ONG criada em 2003 pela banda Arraial do Pavulagem, o Instituto realiza desde o início o Cordão do Peixe-Boi, que une cultura popular e educação ambiental para mostrar como é preciso olhar com carinho para a floresta e para a vida que ali existe. É a floresta quem inspira a construção do cortejo e convida o público a refletir sobre a utilização dos espaços públicos, sobre o destino do lixo produzido pelo homem, sobre a poluição sonora, e a capacidade de transformar o cortejo em um ambiente cada vez mais saudável e tranquilo para as pessoas, especialmente para as crianças.  

Grupos de ciclistas e patins e a bateria-show Crias do Curro Velho completam a programação da marcha, prevista para sair da escadinha da Estação das Docas às 9h, com destino à Praça da República. A concentração começa às 8h com uma roda cantada dos integrantes do Instituto Arraial do Pavulagem. O momento prepara o público para o clima dos cortejos com a apresentação de músicas do cancioneiro tradicional e contemporâneo da cultura do estado uma grande festa para cantar e dançar ao som toadas de boi e carimbó. O Arraial encerra a atividade com um show na Praça da República.


Ensaios

Para se preparar para a apresentação, o Instituto já iniciou a convocação dos integrantes do Batalhão da Estrela para participarem dos ensaios de dança, percussão e ritmo e perna de pau. As atividades iniciam no próximo dia 19 de fevereiro. No domingo, dia 22, a programação é aberta ao público com show na Praça dos Estivadores, bem em frente à sede do Arraial.


Serviço

Marcha de Belém pela Erradicação do Trabalho Infantil. 
Dia 1º de março, às 9h. 
Concentração na escadinha da Estação das Docas. 
Trajeto: Boulevard Castilhos França, Avenida Presidente Vargas, Praça da República.




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Lançamento @SomdoNorte: "Cor de Rosa" - Lívia Mendes


NOVO SINGLE! 


Aos que amam o mar, o rio, a tarde e a fuga e um pôr do sol COR DE ROSA. Espero que seja uma delícia escutar essa música da mesma forma como foi pra mim fazê-la.

Já podem ouvir, amar, baixar e levar com vocês na estrada pro feriado! Que seja doce! 

Lívia Mendes



COR DE ROSA

Composição: Lívia Mendes
Produção Musical e Arranjos: Fabrício Bastos
Vocais: Lívia Mendes
Violões e guitarra: Gabriel Monteiro
Contrabaixo: Camila Barbalho
Bateria, maracas e sinos: Willy Benitez
Violinos: Silvana Pereira

Gravação e Edição: LadoBstudio
Téc. Fabrício Bastos

Mixagem e Masterização:
Zarabatana Estudio
Técnico de Mixagem: Carlos Valle
Técnico de Masterização: Ziza Padilha

Foto: Iury Vicenzo
Arte: Daluz 

Apoio: Som do Norte



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Café com Tapioca nº 3: Moças do Samba

Por Nany Damasceno,
de Rio Branco 


Uma servidora pública federal, outra estadual, uma jornalista, uma professora de artes e uma intérprete. Cinco mulheres e uma paixão: O SAMBA.

Narjara Saab, Carol Di Deus, Vanessa França Sandra Buh e Yasmim O'hana e Vanessa França formam o grupo acreano Moças do Samba que surgiu em dezembro de 2013, quando após participarem de uma oficina, as integrantes decidiram ser o primeiro grupo acreano de samba composto apenas por mulheres. 




Nany Damasceno - Como surgiu o Moças do Samba? Acho que é o grupo que conheço que surgiu da forma mais inusitada, afinal, vocês participaram de uma oficina, que por sinal uma iniciativa bem bacana, e ninguém tinha a pretensão de formar um grupo e sair tocando por aí...

Narjara Saab - Na verdade nem passava pelas nossas cabeças, principalmente, porque não achávamos que teríamos competência para tal. Nossa pretensão era apenas de aprender cada uma a tocar um instrumento. Eu e Carol brincávamos que um dia íamos ter um grupo e eu falava que seria a cantora, mas tudo não passava de brincadeira e a gente inclusive ria muito disso. Ao ver a divulgação da oficina de percussão para mulheres, oferecida pelo  "Clube do samba Acre", cada uma de nós se inscreveu sem pretensões maiores. Com o passar das aulas, o maestro Antônio Carlos viu que algumas de nós tinham interesse em aprofundar o conhecimento sobre samba e marcou encontros semanais paralelamente à oficina e desses encontros surgiu o que primeiro se chamou Samba das Moças e depois passou a ser o Moças do Samba.

O Moças do Samba completou um ano recentemente, me falem dos planos de vocês pra esse novo ciclo que é 2015 e o segundo ano do grupo.

Vamos investir em projetos com o intuito principal de divulgar a cultura do samba de qualidade e também inspirar mais mulheres a participarem do cenário do samba local. Estamos planejando oficinas de percussão, rodas em espaços abertos e afins. Temos um projeto em vias de execução chamado Feminina Voz do Samba, aprovado pela Fundação Garibaldi Brasil, onde iremos apresentar várias rodas com sambas compostos ou consagrados por mulheres e através disso, contaremos a trajetória da mulher no samba. Essas rodas acontecerão em espaços abertos da cidade, em escolas, entidades que cuidam dos direitos da mulher, entre outros espaços. Queremos alcançar cada vez mais qualidade no nosso trabalho, afinal, somos inexperientes e temos consciência do quanto ainda temos que aprender.


Quais as inspirações do grupo e como as usam na música de vocês?

Nosso grupo é composto principalmente por amantes do samba.  A começar pelo nosso maestro Antônio Carlos, que tem vasta experiência e já tocou com grandes nomes do samba brasileiro. As moças por sua vez, em sua maioria ouvem samba desde crianças. Temos influência de nossos pais, avós e pra quase todas o repertório é parecido. Ouvimos muito compositores como Chico Buarque, Paulo César Pinheiro, Cartola, João Nogueira, Zeca Pagodinho, Candeia, Luíz Carlos da Vila... São muitos... Procuramos fazer um samba reto, sem firulas por enquanto, até porque, não temos ainda a experiência necessária nem tocando nem cantando. Assim, no nosso caso, por enquanto, pode-se dizer que "menos é mais". Seguimos as orientações do maestro que é quem conduz a parte musical do grupo.


Quem vocês convidariam pra um café com tapioca?

Seria grande a lista mas, hoje, por ser mulher e pela identificação do grupo com seu trabalho creio que seria uma honra para nós tomarmos um café com tapioca com a Tereza Cristina. Mas há quem do grupo tenha citado a Maria Rita... Na verdade fica difícil decidir. Seria um festival de cafés e tapiocas no nosso caso. (risos)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Lívia Mendes divulga o teaser de "Cor de Rosa", novo single


Ontem à tarde, a cantora Lívia Mendes publicou em suas redes sociais o teaser do seu novo single, intitulado "Cor de Rosa". 

O vídeo apresenta cenas da produção das fotos de divulgação feitas por Iuro Vicenzo, e as imagens são embaladas por uma trilha unicamente instrumental. Sim! Pra ficar num clima totalmente teaser, Lívia optou por não antecipar nenhum trecho da letra antes do lançamento oficial, que será no dia 12 e que terá, entre outros, a parceria do Som do Norte. 


Teaser do single "Cor de rosa", de Lívia Mendes

Lançamento 12/02
soundcloud.com/livimendes

Imagens: Lucas Melo
Edição: Lívia Mendes

Parceiros:

LadoBstudio
Daluz Design
Iury Vicenzo Fotografia
Som do Norte

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Confronto Interior: "Belém é a cidade do Hardcore e do Underground"

Por Raissa Lennon,
de Belém 

A banda Confronto Interior traz em suas composições mensagens cristãs, sobre ter fé em Deus e fazer o bem ao próximo. Mas fala também de conflitos sociais como as drogas, corrupção e a violência na periferia. Por isso, define seu som como Hardcore de Rua, não usando o rótulo "banda cristã”

- Todos nós somos cristãos, fazemos parte de alguma comunidade ou igreja e não nos envergonhamos nenhum pouco disso, mas não rotulamos a banda como cristã ou secular. Acredito que isso limita o ouvinte, além de surgir muitos preconceitos de ambas as partes. As pessoas ouvem nosso som e tiram suas próprias conclusões - afirma o vocalista Bruno Whosoever, que forma a banda ao lado do baterista Éder Maciel, o guitarrista David Pimenta e o baixista Michel Sawn completam o quarteto.

Com influências de Ratos de Porão, Desertor, Galinha Preta, Periferia S/A, Rodox, entre outras bandas, a Confronto Interior surgiu em 2012. 

- Depois do fim de outra banda que eu fazia parte, junto com o Éder, resolvi formar um grupo com uma sonoridade diferente. Éder convidou David para assumir a guitarra, e eu convidei o Michel para completar a ''cozinha'' da banda - conta Bruno. 



O primeiro trabalho foi lançado virtualmente no dia 5 de dezembro, gravado de maneira independente e caseira. Segundo Bruno, que compôs as letras, o feedback foi muito positivo. O guitarrista David foi responsável pelas gravações e os arranjos foram feitos pelo grupo. A capa da demo foi criada por Aj Takashi, baixista da banda paraense Perpetual Faith. Para ouvir e baixar, acesse confrontointeriorhc.bandcamp.com

Pouco mais de um mês após o lançamento da demo, a banda já se fazia presente com a faixa "Fim dos Tempos" em outro lançamento virtual - o da coletânea Cristo Suburbanorealizada pelo blog de mesmo nome, que se propõe a divulgar bandas cristãs do Brasil e evangelizar. Para fazer o download do CD, clique aqui. 

Os projetos da banda deste ano são lançar a demo em formato físico, além de um single do disco, e em breve, um novo EP.  

O vocalista Bruno acredita que "Belém é a cidade do Hardcore, tem muitas bandas boas por aqui. Não só do Hardcore, mas do underground em geral", acrescentando:

- Já tocamos em bares, boates, comunidades, skate park, em evento de otaku (risos)... Não temos ''frescura'' quanto a isso. Nossa mensagem e som é para todos.