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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Cinco bandas do Amazonas gravam DVD nesta quinta em Manaus

Nesta quinta, 23 de outubro, as bandas Nattus Triballia, Os Tucumanus, Casa de Caba, Selva Madre e Raizes Caboclas estarão no palco montado no Tiwa Ecoresort, às marges do Rio Negro, para gravar o DVD da campanha Nossa Energia Move a Amazônia, organizada pela Distribuidora Equador de Petróleo. As bandas foram escolhidas através de votação realizada na internet.


Nattus Tribalia


Casa de Caba


Os cerca de 250 convidados que irão assistir a gravação sairão do pier do Estaleiro Juruá, localizado na Ponta do Ismael, no bairro do São Raimundo, em barcos que partirão com intervalos de meia hora a partir das 16h da quinta-feira. O responsável pela promoção, David Freidzon,  gerente de marketing da Equador Petróleo, comenta que foi solicitado que todos vistam roupas brancas. A gravação deve durar cerca de cinco horas.

Raízes Caboclas

Os Tucumanus


O DVD será lançado em uma festa no dia 3 de dezembro, no Anfiteatro da Ponta Negra, com novo show das bandas vencedoras, mais apresentações de Gabriel o Pensador e da banda Detonautas, além de atividades esportivas e culturais. Serão produzidas 30 mil cópias do DVD.







Selva Madre

Agenda 25 de outubro: Belém


Agenda 26 de outubro: Santa Isabel (PA)


Agenda 24 de outubro: Macapá





Agenda 22 de outubro: Belém



sábado, 11 de outubro de 2014

Agenda: 12 de outubro

Macapá:







Rio de Janeiro:


No clipe de "Ela Vem", Liah Soares homenageia o Círio e Nossa Senhora de Nazaré

Estamos em plena comemoração do Círio de Nazaré, a grande festividade em homenagem a Nossa Senhora que mobiliza por completo a cidade de Belém no começo de outubro, atingindo seu auge no segundo domingo do mês - amanhã, portanto -, quando a imagem da Virgem é levada em procissão de volta à Basílica de Nazaré (eu morava a meia quadra da praça do CAN na época do Círio de 2011 e posso garantir: a partir da quinta-feira que antecede o domingo do Círio, a cidade literalmente se transforma e as ruas no entorno da Basílica ficam lotadas de fiéis que vêm agradecer à santa as graças alcançadas - muitos desses fiéis são paraenses que moram em outros estados e retornam à cidade apenas na época do Círio). 

É, portanto, o momento mais adequado para publicarmos no blog o clipe da canção "Ela Vem", uma homenagem a Nossa Senhora de Nazaré e ao Círio, gravada pela cantora paraense Liah Soares em dueto com o padre Reginaldo Manzotti; o clipe foi lançado no YouTube no final de setembro.

Feliz Círio!






sexta-feira, 10 de outubro de 2014

@BandaCalypso retuita o @SomdoNorte

Hoje às 10h50, publicamos em nosso Twitter uma notícia muito auspiciosa - a fan page da Banda Calypso no Facebook atingiu nesta semana a marca de 2 milhões de curtidas! Para comemorar a marca, a banda criou esta imagem de agradecimento:



Como era de se esperar, o índice foi logo superado - neste momento, a página já registra 2.009.133 curtidas! 

Este foi o nosso tuíte, publicado pela manhã:

Às 15h53, o Twitter oficial da banda retuitou nossa mensagem para seus  114.535 seguidores:




De lá pra cá, vários fãs da banda curtiram e retuitaram nossa mensagem da manhã. Às 18h16, Franklin R. Vieira, fã da Calyso e morador de Teófilo Otoni (MG), nos mandou a seguinte mensagem: 


Ouvindo Junto: Natália Matos

A cantora paraense Natália Matos comenta faixa a faixa seu CD de estreia:

1 – Cio: É uma música do terceiro álbum do Kiko Dinucci, em parceria com Douglas Germano. Sempre quis gravar essa música, pela intensidade que ela carrega e pela identificação com esse universo de imagens e emoções. Ela já estava no repertório dos meus shows e agora ganhou um lindo arranjo do Guilherme Kastrup, cheio de mistérios, que flerta com a cumbia.

2 – Beber Você: Mais uma pérola dessa parceria de Felipe Cordeiro, Arnaldo Antunes, Manoel Cordeiro, Luê e Betão Aguiar. Que belo jogo de palavras de uma saudade doída de um amor. Ela é bem humorada, que até a saudade se veste de leveza, como faz a água. A música é graciosa e ficou cheia de suingue com as percussões arrasadoras de Guilherme Kastrup.

3 – Você Me Ama, Mas: Essa é a nossa música pop do disco. Uma das minhas primeiras composições, fala dos limites do amor e expõe a dificuldade de se ser só quando somos, os dois amantes, um só. Frases impulsivas e um tanto irônicas trazem um quê de humor no incômodo com o outro e na busca da tristeza e da solidão para se compor.

4 – Coração Sangrando: Um brega rasgado da Dona Onete, compositora que conquista qualquer coração com seu chamego e suas incríveis canções. Quando estive em sua casa, ela cantarolou toda a intenção do arranjo dos sopros, e no dia em que ele ficou pronto eu fui abaixo de emoção. Pra completar, tive o prazer de cantá-la ao lado de Zeca Baleiro, que trouxe ainda mais beleza. É de chorar!

5 – Baila de Havana: A gente deu um ar super moderno para esta música inédita de um grande compositor do Pará, o qual eu não poderia deixar de gravar, Ronaldo Silva. A letra é despretensiosa, fala de um jogo de conquista dentro de um baile, ainda faz referência a vários ritmos latinos e tem um clima super caliente.

6 – Flor do Segredo: Fui tocada pela delicadeza e sinceridade desta letra de amor. Embalada por um clima de fado, ganhou efeitos e condução minimalista do Guilherme Kastrup que se somam à viola do Caçapa, aos violinos de Hertz, e trouxe uma intensidade que eu procurava. Ela é do Almirzinho Gabriel, autor de outras tantas belas músicas como esta.

7 – Um Amor de Morrer: Conheci esta canção em um vídeo. Achei aquilo tudo muito precioso e a pedi ao Rômulo Fróes, que me entregou de coração, como se entrega um pássaro ao voo. O arranjo ficou precioso como ela: o cavaco do Rodrigo Campos e a viola do Caçapa ressoando tocantes e doloridos como um amor de morrer.

8 – Pouca Luz: Um momento de solidão, encantamento e reflexão sobre o tempo e a luz elétrica. A música passa por ritmos diferenciados que, neste arranjo, ganharam um refinamento e uma profundidade incríveis.

9 – Maria do Pará: Iva Rothe a compôs pensando nas marchinhas do Pinduca, e nós a fizemos mais experimental. A história é um barato: um romance entre uma paraense do interior, de uma ilha, e um rapaz da “cidade”, que enfrentam a distância pelo “écran” e viagens de po-po-pô (barquinho monomotor usado para chegar a comunidades ribeirinhas). Gosto muito do MPC misturado aos meus vocais, que se confundem com a voz principal quase como se fosse a tentação desta Maria.

10 – Este Pranto é Meu: Quis regravar esta música do Pim, irmão do Pinduca. Fizemos mais grave, mais lenta, passeando pelo carimbó e pelo marabaixo, com as guitarras do Kiko Dinucci “ferindo mais que um punhal”. Há nela um lirismo que me encanta.

11 – Cândido Brilho: Minha primeira música em parceria. Renato Torres veio fazer perdurar o encantamento com a noite e com a lua e levou minha urbana solidão para a beira do mar. Ela flertava com a guitarrada quando cantada no Terruá Pará, e entrou no disco, para registrar este meu momento, em versão mais rápida, quase uma lambada.

12 – Cio (DubMix): Guilherme Kastrup se encantou com a possibilidade de iniciar e finalizar o trabalho com a mesma música depois que vimos prontos os belos Dub que o Victor Rice preparou para esta e várias outras músicas do disco.


Agenda: 10 de outubro

Macapá:







Manaus:



Palmas:



Belém:






Agenda: 11 de outubro

Macapá:






Manaus:



Paraíso (TO):



quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Ouvindo Junto: Camila Honda

Camila Honda é paraense de nascença, meio japonesa, meio brasileira e viveu na Europa. Múltiplas referências que ela trouxe para seu trabalho de estreia, onde experimenta vários sabores. Caminhando entre o pop, o folk, o erudito, a MPB e o regionalismo, para construir com naturalidade uma sonoridade própria: transgressora e delicada ao mesmo tempo. Sua voz é serena, seu canto é calmo, mas carregado de emoção. Influenciada por Joan Baez, Chico Buarque, pela Tropicália e por Nara Leão, Camila é uma legítima cantora do novo pop brasileiro. Seu CD de estreia tem a produção musical de Felipe Cordeiro e patrocínio da Natura através da Lei Semear, Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e Governo do Pará. Apoio cultural Lei Tó Teixeira, Fumbel e Prefeitura de Belém.

Ouça o disco, comentado pela própria Camila:




1 – Baile Saudoso: Eu tinha o refrão e a vontade de fazer uma música com o Allan Carvalho. Foi assim que tudo começou. A mulher da letra do Allan dizia coisas como “eu vou correndo me atirar no teu colchão”, “nesta noite é você quem eu quero comer, meu bem” e “porque no baile saudoso é gostoso se pegar”. Eu achei um barato! Mas fiz alguns ajustes porque sou um bocadinho mais discreta que ela.

2 – Fora de Área: Essa música tem uma coisa de sarcasmo e doçura, leveza e malícia, descontração. Foi muito divertido entrar nesse clima e fazer essa gravação para o disco. É uma das minhas faixas preferidas.

3 – Embaraço: Tem muito a ver com o fim de um ciclo, com a espera de novos ares e com a sensação de ansiedade, e ao mesmo tempo conforto, de deixar acontecer, deixar fluir. Era bem o meu momento pessoal durante a gravação do disco.

4 – Coração na Balança: Uma vez ouvi que, no Egito antigo, pesavam os corações dos mortos em uma balança, contra o peso de uma pena. Os corações que tivessem peso igual ao da pena eram considerados puros e as almas dignas do paraíso. Caso contrário, os corações eram devorados e as almas estavam condenadas ao submundo. Escrevi “Coração na Balança” em torno da importância de um momento de consciência sobre o estado, o peso dos nossos corações e também sobre o prazer da leveza.

5 – Aparelhagem de Apartamento: Num programa ao vivo da Rádio Cultura, em Belém, eu tive a oportunidade de conhecer e cantar essa música da banda paraense Molho Negro, numa versão despretensiosa e improvisada, que acabou entrando na programação da rádio. A música é demais, merecia uma regravação pra entrar no repertório do CD. Convidei o Arthur Kunz pra produzir a faixa e um dos autores da música, João Lemos, pra gravar a guitarra.

6 – Tamba-Tajá: O Waldemar Henrique é um dos maiores compositores do nosso estado. É o Villa Lobos da Amazônia. “Tamba-Tajá” é uma música muito conhecida no repertório erudito e que, nos anos 70, teve uma versão popular e inesquecível da Fafá de Belém. Sempre gostei muito dessa música que fala da lenda do tamba-tajá, uma história de amor, mas achei que no século XXI seria legal cantá-la de outra maneira. Fui experimentando e descobrindo a minha maneira de contar essa história e cantar essa música tão bonita.

7 – Nightinlady: Essa música aconteceu quando o Jorge Eiró, artista plástico paraense, escreveu um texto no Facebook, no dia do aniversário da sua filha, e me enviou sugerindo que eu musicasse. Todas aquelas referências musicais do texto me remeteram a um clima muito folk, muito leve… A melodia foi acontecendo muito naturalmente, nos poucos acordes que eu sei tocar. Fiz uma gravação caseira e enviei pro Felipe Cordeiro, mas nunca imaginei tocar o violão no CD. Ele me convenceu e a gravação aconteceu num clima “ao vivo”, despretensioso, prazeroso e intimista.

8 – Sabiá: Quando eu comecei a cantarolar essa música, fui percebendo que sentido ela fazia pra mim e descobri que ela era triste, era um lamento. Entrei nesse clima profundo de tristeza, como se naquele momento só um sabiá pudesse me ouvir e entender o que eu sentia. Foi um momento muito especial no estúdio.

9 – Depois que a Chuva Passar: O Felipe Cordeiro me enviou a melodia e eu escrevi a letra. Escrevi num dia daqueles que a gente não tem pressa, que a gente quer e pode assistir ao pôr-do-sol, que a nossa casa é o lugar mais delicioso do mundo, naqueles dias que a gente acorda e tem um amor começando e que essas coisas bastam pra nos fazer feliz.

10 – Refluxo Sentimental: A última faixa do disco foi também a nossa última gravação. Foi gravada em Belém e é uma música que fala de quando vem à tona uma paixão que a gente deseja esquecer.